Escola do Crime

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mayo 21, 2013 by Bortolato

«Não entres na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus; evita-o, não passes por ele, desvia-te dele e passa de largo.  Pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono se não fizerem tropeçar alguém.  Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho das violências.

Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais, até ser dia perfeito.»  (Provérbios 4:13-18)

Há pouco tempo atrás, víamos que a escola do crime era lecionada dentro das cadeias públicas.   Os que incorriam em pequenos delitos eram presos, e ali permanecendo, aprendiam coisas que não imaginavam que pudesse existir.   Assim é que, após algum tempo, convivendo com criminosos escolados, os dantes novatos nesta vereda, digamos assim, os «noviços», saíam das prisões depois de conferenciarem longamente com vários outros antigos nessa carreira do crime, e com propensões já bastante fortes e bem definidas em seu caráter, depois de frequentarem aquela verdadeira escola da criminalidade, voltavam à vida pregressa, não optando por tentativas de viverem honestamente, mas refinando-se na prática da iniquidade cada vez mais.

Quando eu trabalhava «full time» na recuperação de viciados em drogas, tive a oportunidade de entabular uma conversa com um jovem que dizia estar, então, atraído pelo tráfico.   Disse a ele não ser nenhuma vantagem, viver prestes a ser flagrado pela polícia, aprisionado, talvez ferido em algum confronto violento, fugindo de outras gangues, enfim, vivendo uma vida de muitos riscos, até de perder-se a vida.

A resposta que ele me deu, foi algo que não esperava ouvir – ele achava que viver correndo riscos é uma incrível sensação, é uma vida atraente!!!   Ele, então, achava que os riscos eram compensados pela… adrenalina!   Para ele era emocionante escapar ileso de uma perseguição, tanto da polícia como das gangues rivais, era tal como se viver uma aventura digna de um enredo de cinema!   Aliás, diga-se de passagem, já temos observado que alguns filmes de cinema já têm mostrado temas em que o crime acaba por ser vantajoso (isto é uma vergonha, um «non sense», é a antieducação, um despropósito terrível, que tem servido para inspirar criminosos a sempre tentarem novamente, até chegarem naquele ápice da maldade humana!   Devia ser proibida a sua exibição aos menores de 79 anos!).

Até onde ele enxergava, o prêmio da impunidade brilhava mais aos seus olhos do que a possibilidade da punição de uma prisão, ou de um acerto de contas com gangues concorrentes, onde se poderia levar a desvantagem (para mim, isso é assustador!).   Se saísse vitorioso, ele então poderia contar a sua história a outros novatos, iniciantes nessa carreira maldita, que já levou muitos ao túmulo.   O seu incerto sucesso seria um grande troféu, do qual se  ufanaria pelo resto de sua vida!    Tudo pela sede de aventuras! Valia-lhe tudo por esse tremendo risco, e se ganhasse a «loteria» de ter cometido o crime perfeito, essa seria a sua felicidade!

Que grande ilusão!  Ilusão das ilusões!!

Digamos que ele lograsse conseguir o prêmio tão almejado!   Digamos que ele um dia chegasse à posição em que chegou Pablo Escobar, o chefe do Cartel de Calli, na Colômbia ( que aliás sofreu um fim trágico!).   Como daria contas diante de Deus quanto ao destino de sua alma?   O pecado leva à morte espiritual, à deterioração total da alma, e depois desta vida, à morte eterna.

Pouco tempo depois daquela nossa conversa, aquele jovem foi preso, e teve de pagar alguns anos na prisão.   Felizmente, por conhecer bastante o Evangelho de Jesus, ao sair dali, resolveu ser um cristão fiel a Deus, e sua vida ainda pôde ser mudada e ser salva.

O problema de hoje, porém, é que estatisticamente essa escola da iniquidade já não é mais ,numericamente, tão representantiva enquanto dentro das prisões.   Muito mais fácil e frequente é o aprendizado para se operar na senda do crime atualmente, seguindo-se os exemplos que assistimos através da TV.  Este, sim, é um ensino em grande escala, que possui um auditório de milhões e milhões de espectadores e ouvintes.

A destruição das Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001 foi inspirada em um filme, o qual sugeria isso mesmo.   Muitos assaltos são incentivados pelos filmes que se nos apresentam diariamente pela TV, DVDs, etc.   Estupros são alimentados por mídias provocantes, que vulgarizam e depreciam a mulher como se fora um simples objeto descartável de prazer.   Sabe-se de tudo isso, mas, sim, senhores, continua tudo como se as cenas fossem das mais inocentes, apenas por serem representações artísticas, e não cenas reais – por enquanto!   Enquanto alguém não imita tudo isso, mesmo sabendo ser grande o risco de uma revirada total se desabar sobre os praticantes.

Hoje, os professores da escola do crime não mais precisam ensinar por trás das grades – o mundo livre já se encarregou disso.  Vídeos, programas de TV, filmes, redes sociais da internet, telefones celulares, já exaltam a condição dos criminosos por escolherem carreiras tão emocionantes!!!

O crime existe no mundo desde Caim e Abel, mas agora, esses meios de comunicação têm exercido um poder de hipnose tal que as virtudes são desprezadas em favor da loucura e do lucro fácil e rápido.    As estatísticas o comprovam.   Querem ação nos filmes, senão não haverá bom índice nos institutos de pesquisa, assim pensam os produtores.

E assim se vai agigantando o problema social da criminalidade.  Ouve-se muito falar até de requintes de crueldade crescendo cada vez mais.

Para se achar uma saída nesse beco escuro, só vejo uma porta:  Jesus!

Não estou brincando.   Sabem, há um certo tipo de pensamento humano que permeia a muitos – o de que Deus está bem longe, e nem se importa com o que está acontecendo aqui nesta terra – mas isto não passa de uma inverdade, uma mentira diabólica.  Se Deus pensasse e agisse assim, de forma tão alienada, não teria tentado viver lado a lado com o povo de Israel em sua Terra Prometida.   Ele não teria sequer se incomodado com este mundo, se assim fosse.   Ele não teria então enviado o Seu próprio Filho para morrer no lugar de infratores, a fim de implantar a justiça e atrair o gênero humano a Si, apesar de sermos raça de pecadores, e ainda intentar Ele dar-nos a Sua santa paz…

…»porque Deus amou tanto ao mundo, que deu o Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crer, não pereça, mas tenha a vida eterna…» (João 3:16)

Quando lemos a história que o profeta Jeremias nos conta sobre um certo cinto de linho, vemos um pouco melhor a situação, como Deus se ressente de certas práticas abomináveis aos Seu olhos. (Jeremias, cap. 13:1-14)

Jeremias foi, à ordem do Senhor Jeavé, e comprou um cinto novo de linho.  Foi então até uma rocha, e escondeu-o numa fenda.   Depois de muitos dias, voltou ali, e o cinto tinha apodrecido, ficando descartável por sua total inutilidade.

Quem colocaria um cinto podre sobre sua própria cintura, como sua roupa?

O mais importante é que o Senhor disse que «…assim como um cinto se apega à cintura de um homem, da mesma forma fiz com que a comunidade de Israel e toda a comunidade de Judá se apegasse a mim para que fosse meu povo para o meu renome, louvor e honra.  Mas eles não me ouviram, declara o Senhor!» ( Jr 13:11)   O Senhor queixa-se que Seu povo apodreceu moral e espiritualmente, de modo que não há mais como mantê-lo junto a Si, assim como um cinto apodrecido deve ser lançado na lixeira.

Imaginem o desgosto de um Pai justo e bom, contemplando toda essa escola de criminalidade neste mundo!

Temos visto pais e mães chorarem copiosamente numa delegacia de polícia, ao verem que seus filhos se enveredaram pelas sendas do crime.  Choram bem alto, inconformados e cheios de desgosto.   Detestariam ver seus filhos numa prisão, mas seu senso de justiça também lhes fala alto, e acabam entendendo que realmente eles precisam aprender a lição de respeitar a comunidade, e têm que amargar vê-los presos.  Isso é terrível.

A desilusão, o descontentamento, a vergonha, aquele misto  de um amor traído com mais o sentimento de ira, vontade de surrar, de pregar-lhes um sermão que lhes lave a alma, e mais algo que nem sabem dizer o quê, lhes levam à tristeza e à depressão.

Foi o que, provavelmente, Santos Dumont e Alfred Nobel sentiram ao ver suas criações serem usadas para a matança de vidas e vidas, neste mundo.   Que desgosto!

Santos Dumont pensava que estava fazendo um enorme bem à humanidade, mostrando como uma engenhoca mais pesada que o ar poderia decolar e subir às alturas.   O problema do transporte sobre rios, altas montanhas, vales profundos, e todo acidente geográfico, até mares passariam a ser transpostos com certa facilidade, e o mundo passaria a ser um mundo melhor.  Então as pessoas poderiam sobrevoar barreiras, antigos amigos, irmãos e irmãs poderiam  ver-se mais frequentemente! Que desilusão!   Ele então percebeu que passou a ser o inventor de um aparelho voador que facilitou os projetos malignos de homens sanguinários, belicosos, prontos para a guerra.   Os aviões então transformaram a indústria da guerra.   Seu nojo por aquilo foi muito forte, e ele não suportou ver mais aquilo.

Alfred Nobel foi o sueco inventor da dinamite, a partir da nitroglicerina, alguns anos antes do surgimento de Santos Dumont no cenário da história.  Sua intenção era a de fornecer subsídios à indústria extrativa de mármores, granitos; facilitar a abertura de estradas em meio a colinas pedregosas, e a escavação de minas subterrâneas, além da demolição de estruturas e prédios condenados.  Nunca pensava que seu invento também seria usado para guerras e assassinatos.  Para revelar melhor suas intenções, abriu uma Fundação que premiasse periodicamente os expoentes mundiais da literatura, das ciências e sobretudo a paz mundial.

Parece que não vemos mais como se poderiam resgatar a paz e o amor na vida de certas comunidades.  Só vemos que a criminalidade, as guerras e as ameaças de guerras premeiam por toda a Terra.   O ódio e o espírito de guerra ameaçam o homem a cada instante.   Muitas rebeliões, complôs, e crimes se organizando, para se multiplicarem como que em progressão geométrica.   Enquanto isso, os meios de comunicação continuam sua obra de espalhar suas aulas da «escola da maldade».  Mostram a todos, com detalhes, as tramas e os nuances da perversidade.  Se alguém pensava que o mundo estaria mudando para melhor, engana-se redondamente.

A tecnologia, os aperfeiçoamentos e os confortos para a vida podem ter aumentado com rapidez, mas o mal continua também através deste processo.

Para combater este desenrolar do mal na terra, vemos apenas uma luz:  quando podemos ler na Bíblia que um dos discípulos de Jesus era um certo homem chamado de «Simão, o zelote».

Quem era ele?

A Bíblia não nos fala muito a seu respeito.  Quase nada, além de seu nome.  Sabemos, entretanto, que era chamado de «zelote».

Os zelotes eram uma facção de religiosos fanáticos judeus, muito ligados à política e sua filosofia era revolucionária.   Ambicionavam sacudir o jugo romano de sobre sua nação, através da espada, da revolta armada, da insurreição, e para tanto se reuniam, tencionando traçar um caminho de violência para arrebatarem o poder político de sua terra.

Quando Jesus enviava seus discípulos de dois em dois, Simão o zelote era acompanhado por Judas Iscariotes, aquele que traiu a Jesus.  Cremos que ambos deveriam trocar muitas idéias pelos seus caminhos.   Provavelmente ambos revelaram-se mutuamente em seus sentimentos de ambição por um Messias militarmente triunfante, que viria para despedaçar as nações opressoras de Israel, dando-lhes cabo de sua prepotência.   Suas mentes ainda nutriam ideais marcados pelo derramar sangue.    Jesus, contudo, os enviou pelos caminhos para que fossem curar enfermos, purificar os leprosos, expulsar demônios e até ressuscitar mortos.

De repente, em seu trajeto abençoado pelo Mestre, eles notaram que… eram capazes de orar, pedindo por cura, e a cura miraculosamente desabrocharia, diante de seus próprios olhos.   Ficaram muito entusiasmados com  isso, não se intimidaram diante dos leprosos, ordenavam em nome de Jesus e estes eram também milagrosamente socorridos e purificados.   Era extasiante!   Aquilo que o Senhor Jesus lhes mandara fazer, incrivelmente prosperava, espantosamente aos olhos de todos que os presenciassem.

Entusiasmando-se mais um pouco, oravam para mortos e estes eram ressuscitados!   Era maravilhoso demais o que lhes estava acontecendo!  Algo diferente de tudo o que já haviam vivenciado! Era motivo de darem gritos e pulos de alegria!

Repentinamente passavam por certo caminho por onde as pessoas evitavam passar.  Era um lugar ermo.  Por quê?  Porque alguém ali, possesso de demônios, estava assombrando e amedrontando a população.   Demônios querem corpos para se manifestarem, e quando os encontram em alguém, fazem dessa pessoa um inferno em vida, para impressionar a todos quantos possam fazê-lo, e assim tencionam coloca-las como seus troféus, exibindo-se à vontade, e tomando conta de espaços nesta terra.

Simão e seu companheiro de apostolado encontraram-se com esses endemoninhados infelizes, estenderam suas mãos, entregaram-se à batalha e ordenaram que tais espíritos imundos saíssem e fossem embora para nunca mais voltarem.   Em dado momento, essa guerra lhes era favorável, e os demônios eram expulsos pelo poder de Deus, dando libertação às dantes pobres almas aprisionadas pelas hostes de Satanás.  Vitórias!  Vitórias pelo poder e autoridade que Jesus lhes tinha dato quando os havia enviado.  Glórias a Deus!

Louvado seja Deus, e louvado seja o Messias Jesus, o Cristo!   Ele realmente é o nosso libertador!   Nada resiste ao Seu poder!

Simão zelote e Judas voltam exultando, e encontram-se com os outros discípulos que também tinham sido enviados, e todos se alegraram, principalmente porque testemunharam do poder e da autoridade sobre os demônios.

A mente de Simão parece estar compreendendo que a luta, a batalha a ser travada é, antes de tudo, espiritual, e esta normalmente não inclui a espada física.

Quando então Jesus  adverte aos seus discípulos enviados:  – » Alegrai-vos, não porque os demônios se vos sujeitam, mas por seus nomes estarem arrolados nos céus».

Jesus tenta passar-lhes uma visão celestial.  Tenta mudar o enfoque de suas mentes – desta terra para o céu.   O mais importante não é vencer aos demônios aqui, mas termos o nosso nome escrito no Livro da Vida, eternamente.   Vencer aos demônios foi e é importante, sim, mas há algo de maior importância.

Como isto foi recebido de imediato, por dentro de cada discípulo, é um mistério para nós.   Apenas sabemos que, embora Judas não o tivesse assimilado, Simão foi, como os outros dez apóstolos, dos que permaneceram em Jerusalém, esperando pela descida do Espírito Santo, que veio a suceder-se no dia de Pentecoste.

Ele, Simão, estava ali, porque teve sua mente transformada pelo Espírito de Deus!  Não mais tencionava trilhar um caminho marcado pelo derramar de sangue, porque ele viu que Deus se satisfez somente com o sangue derramado por Jesus naquela cruz do Monte Calvário.

Agora, não mais caminhos de violência, para fazer valer seus direitos!  Não mais justiça com as próprias mãos!   Não mais sede de vingança!   Jesus perdoou seus inimigos ainda estando pregado naquela cruz!

Ele se lembrou das palavras do Mestre: – «amai os vossos inimigos, bendizei aos que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos perseguem, para que sejais filos do vosso Pai que está nos céus.» (Mateus 5:44)

Olhemos para a vida de Simão, o zelote.  Um homem como todos nós, rodeado de suas fraquezas.  Apesar de ter fugido no momento da prisão de Jesus, depois permaneceu fiel ao mandado que o Senhor lhe entregou.  Fiel até a morte.

Nós também podemos ter sido infiéis e fracos em algum momento..  Podemos ter sido violentos, criminosos e até inimigos de Deus.

Jesus nos chama para um arrependimento sincero, e nos convida para segui-lo.

V. quer?   Inlcline a sua fronte agora e ore – peça a Deus que V. seja transformado pelo Seu poder!  E olhe para o sangue de Jesus que foi derramado por amor de todos, inclusive do maior pecador deste mundo.

Creia, e venha para a igreja, o grupo de discípulos que Jesus deixou nesta terra para dar o Seu testemunho e cumprir o Seu mandado.


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