II SAMUEL – XVIII – PERDOAR! POR QUE NÃO?

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septiembre 8, 2016 by Bortolato

O perdão é um remédio que faz bem à alma.  Remove fardos pesados, alivia tensões, ganha amigos e prepara os corações para se encontrarem com Deus, levando boas expectativas.   Assim somos incitados a abrir os nossos corações e concedermos ao próximo a chance de ser feliz.

Somos felizes quando somos perdoados, mas o seremos muito mais quando perdoamos.

Disse Jesus:

“Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. (Mateus 6:4)

É tão importante conceder perdão, que seremos pagos com a mesma moeda com a qual pagamos ao próximo: – se tivermos misericórdia deles, também nós teremos a misericórdia do Senhor.

Não nos é dado o luxo de nos acomodarmos dentro de nós mesmos e fincarmos pé no firme propósito de condenarmos ao próximo.   Isto não ficará bem assim, como se nenhuma consequência advirá de um egoísmo tão incrustado .   Esta situação não é tão boa e cômoda quanto parece.   O fato é que todos pecamos, e temos culpas a serem pesadas na balança divina.  Todos carecem do perdão do Senhor e dos que ofenderam.

O Reino de Deus é pautado nas misericórdias incessantes que precisamos alcançar das mãos do Senhor.

A balança da justiça irá pesar os perdões que desejamos receber com os que concedermos aos homens.  Isto é satisfazer a justiça.

Se estamos determinados a condenar aos que transgrediram contra nós, certamente que também receberemos condenação da parte dos que nos desejam o mal.  Este é um princípio desenhado no Novo Testamento; não é, por excelência, coisa do Velho.

No Antigo Testamento mesmo, no entanto, este princípio é notado, apesar da Lei do Talião.  Em Provérbios 25:21,22 o Senhor nos ensina através das palavras de Salomão:

“Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe água para beber…”

Até mesmo um copo de água fria que tenhamos dado ao próximo como para pequeno discípulo do Senhor, terá a sua recompensa, o seu galardão das mãos de Deus.   E convém notar: a água tem que estar fria, pois muitos têm o poluído desejo de lhes jogar água fervente.

O perdão é uma opção que traz muitas bênçãos, mas a sua falta também trará frutos indesejáveis aos seus praticantes.

Um homem que sentiu profundamente esse bem espiritual foi o rei Davi.

Em II Samuel, capítulo  19, lemos que Absalão, que tanto desejava tomar-lhe a coroa e para isto, também eliminar a Davi, quando morreu guerreando contra o próprio pai, isso foi um trauma e um motivo para choro e lamentações da parte daquele rei.

Davi foi possuído de uma tão grande tristeza, que não pôde esconder sua dor.   Na casa que lhe deram em Manaaim para ali se estabelecer temporariamente juntamente com os seus, Davi cobria o seu rosto e clamava em alta voz: – “Absalão, meu filho, meu filho Absalão!”…

Era o coração de um pai amoroso que lamentava profundamente.  Ele cobria o seu rosto e clamava de tal forma que constrangeu a todos naquela casa.   Isto foi uma demonstração de que, apesar de tudo, ele amava a Absalão, e que, se este fosse apanhado vivo, ainda alcançaria, em algum momento, o perdão e as graças do seu pai.

Aconteceu, porém, que o coração paternal de Davi teria poupado ao seu filho rebelde, mas o de Joabe, o seu general-mor, não.

O exército que havia saído de Manaaim para aquela guerra, pois, muito embora tenha voltado vitorioso, não foi recebido com festa.   Não manifestaram nenhuma alegria.   O povo também não aclamou aos guerreiros valentes que pelejaram pela causa do seu rei.   Todos sabiam que Davi estava com o seu coração enlutado, triste, chorando sem cessar, clamando em alta voz.

A voz do choro de alma dolorida que Davi exprimia, chegava aos ouvidos de todos que estavam a certa distância daquela casa.   Chegava aos ouvidos do povo, e causava impacto nos corações dos que o ouviam.   Calava fundo a cada um, tanto ao jovem, como ao velho, à criança, tanto grandes quanto pequenos.   Era o coração do rei que estava sofrendo uma grave crise.   Era o amado rei Davi, o homem que havia conduzido a nação com tanto denodo e sucesso até então.   E quando o rei falava, todos eram ouvidos para lhe dar atenção. Então a reação mais popular era lamentar o fato e sentir-se inclinado a solidarizar-se com aquele pai que perdera o seu filho querido.

Joabe, porém, ao ouvir os lamentos do rei, juntamente com muitos dos homens que chegavam a Manaaim com ele, não viu aquilo com bons olhos;  aquilatou-o de uma outra forma, bem diferente.

Era uma situação complicada.   Os guerreiros saíram arriscando suas vidas para salvar a Davi, a seus filhos, a suas esposas, e à sua coroa.   Conseguiram sair-se vitoriosos.   Cumpriram o seu dever de casa.   O exército inimigo foi derrotado, mas apesar de todo aquele empenho daquela milícia e do seu sucesso, a atitude de inconformismo de Davi soava-lhes como se sua conduta tivesse sido uma estupidez, um desatino sem medida.

Joabe percebe a situação, e fica irado.   Não aceita aquela reação de seu rei.  Para ele, tudo foi feito bem certinho naquela campanha, de acordo com a medida da encomenda, nem um pouco a mais e nem a menos.  A morte de Absalão foi, para ele, um mal necessário, e ele devia ter sido louvado por isto.

Joabe chega, então, e desce devagar de seu veículo de transporte, e caminha em direção à casa onde está a família do rei.   Ele está com a cabeça fervendo, e a cada passo  vai imaginando de antemão qual terá de ser o discurso que vai apresentar perante Davi.  Davi é seu tio, mas acima de tudo, o seu rei, e numa hora como aquela, dispensam-se as ligações familiares.   O que mais vale são os valores que não podem ser desmerecidos.    Apresenta-se a Davi, e vai logo colocando algumas verdades sobre a mesa:  se eles tivessem sido derrotados, e o reinado de Davi vencido, então o rei ficaria satisfeito?   Então a casa real teria sucumbido, e muito provavelmente não restaria nenhum deles para contar a história.  Teria sido o fim da vida do próprio rei Davi.  Não teria sido um desastre muito maior?  Joabe não poupou dureza de palavras para expressar sua indignação.

O fato é que o rei deveria estar à sua porta quando suas tropas estivessem chegando vitoriosas, pronto para saudá-las, mas ele não estava ali.   O rei comportara-se como se os seus homens tivessem falhado em sua missão.   Esse gesto dava a entender que havia um desacordo entre o pensamento dos militantes e as ideias do seu rei – e isto poderia gerar uma certa insatisfação da parte dos comandados.

Realmente, aqueles homens que chegaram suados, depois do dever cumprido, cansados da manobra em que se empenharam com ardor, receberam um balde de água fria em vez de um gesto agradecido, um pequeno ato carinhoso da parte daquele que os enviara. Um pequeno aceno de mãos teria sido o suficiente para eles.   Todos entendiam a tristeza de Davi, mas não compreendiam por que não serem bem recebidos.

Joabe adverte a Davi, já em tom de ameaça, mas esta não era senão uma realidade:  se o rei não fosse saudar aos seus, a conspiração de Absalão poderia assumir dimensões inimaginávels e sem precedentes.   Qualquer um que quisesse encabeçar uma nova rebelião teria um tremendo espaço para isso.   Bastaria um brado de repúdio, e o povo seguiria ao revoltoso.

Davi estava amargurado, e não tinha nenhuma vontade de estar dando sorrisos para ninguém, mas teve de aceitar o conselho de Joabe, malgrado toda a grosseria característica de seu general.   Apesar de tudo, Joabe tinha lá sua razão.   Que fazer?   Este era um pesado encargo de um rei, mas os reis muitas vezes não podem furtar-se aos protocolos reais por causa de seus sentimentos…

Com o coração quebrantado, Davi vai até a sua porta para dar boas vindas aos seus correligionários.   Então os seus foram avisados, e o povo veio a apresentar-se perante o rei.   Joabe então passa com os seus, seguido de Abisai e Itaí seguidos de seus comandados, e houve aquele desfile militar com mesura dos exércitos perante Davi, que procurava forçar um sorriso amarelo para dar-lhes sinal de aceitação à campanha que fora desenvolvida.

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Com Absalão morto, o povo de Israel que havia voltado derrotado daquela batalha para suas casas, começou a ponderar que o trono de Jerusalém ficou vazio, e ninguém melhor do que o próprio Davi, que sempre os conduziu em triunfos, para tornar a reinar sobre eles.   Restara-lhes o arrependimento de terem feito a pior das escolhas: Absalão.

Davi, aos poucos, vai recebendo recados de amigos daqui e dali oriundos de todas tribos de Israel, dizendo que ele deveria voltar ao seu palácio real, que afinal era a sua casa em Jerusalém.   Ele então pensa que o caminho que deveria ser aberto pelo território de Judá, precisaria ser adornado de boas vindas dos anciãos  e do povo de Judá.   Por que não?  Haveria ainda alguma animosidade contra a sua pessoa pelo caminho?  Lógico que não era este o caso, mas muito pelo contrário.   Os de Judá logo se animaram e foram encontrar-se com Davi.

Quanto antes isso fosse feito, tanto melhor.   Não era hora para se curtir amargos ressentimentos.   Traições à parte, teria que haver perdão.   No fundo, o perdão teria que partir de ambas as partes: do rei e do povo.   Que se esquecessem as diferenças, as perdas, e as tristezas passadas, por mais dolorosas que fossem.   Era hora de reconciliação.

Era hora do perdão.  Hora de perdoar.  Perdoar ao povo de Israel que se rebelara contra o seu rei, e também aos de Judá, aos que aderiram ao movimento de Absalão.   Esta era a única solução que romperia as barreiras.

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Davi, depois de ter sido afrontado e ameaçado por Joabe, o qual não quis usar de compaixão para com Absalão quando este estava suspenso nos galhos daquele fatídico carvalho do bosque de Efraim, avalia melhor a posição deste seu general.    Absalão estava indefeso, e facilmente poderia ter sido aprisionado e poupado, mas não foi esta a vontade e intenção de Joabe.  Este oficial do comando maior passou a fazer uma imagem negativa, aos olhos de Davi – mais lhe parecia um animal feroz, sem sentimentos e sem muita sensibilidade para com membros da família real, especificamente como o demonstrou no caso daquele filho rebelde do rei.   Joabe desconsiderou as ordens de Davi.  Foi uma desobediência administrativa e um descaso, o que em outra cultura, deveria ser julgado por uma corte marcial, como sendo um crime passível de punição.   Talvez pudesse ser justificado, se levassem em conta que, ao executar a Absalão, Joabe fez cessar a rebelião, mas…

Amasa, tanto quanto Joabe, era sobrinho de Davi , e o mesmo também precisaria ser perdoado por ter defendido a causa de Absalão.   Davi promete-lhe o cargo de general comandante do exército de Israel, no lugar de Joabe, tentando com isso mostrar que o seu coração estava aberto para reconciliar-se com todos os que se rebelaram contra si, de todas as  tribos de Israel.

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Ao enviar mensagem somente aos anciãos de Judá para que esta tribo lhe viesse fazer as honras de acompanhá-lo de volta a Jerusalém, porém, faltou um pouco de percepção a Davi.   Este ato redundou em vários outros problemas, despertando ciúmes entre Judá e o restante de Israel.   São pequenos detalhes de diplomacia que, se esquecidos,  podem acarretar em sérios prejuízos no decorrer do tempo.

Não demorou. Um forte ciúme intempestivo logo aflorou com muito egoísmo e infantilidade, vindo a desencadear em uma discussão acirrada entre aquelas tribos.

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Antes, porém, de chegar o rei e toda aquela comitiva judaica ao seu redor, a Jerusalém,  algumas pessoas mais vão ao encontro dele.   Era um momento importante para a sua vida e seu reinado, e por isso pessoas  amigas e de seu íntimo convívio o acompanhavam.

Tendo passado o rio Jordão com o rei, Barzilai, o gileadita que sustentara a Davi, sua corte, seus homens e sua família em Manaaim, recebe o convite para ser sustentado pela casa real em Jerusalém.   Ser-lhe-iam dados casas para morar, vestes dignas de um honrado vassalo, e suprimentos de toda sorte para si e para sua família, além de poder participar dos eventos festivos, banquetes e ocasiões especiais que ocorriam no palácio real.

Barzilai, sendo homem idoso, contando com seus oitenta anos, então começa a pensar, avaliando bem a questão, e logo passa a descrever as limitações da senilidade por que estava passando.   Ele já sentia que seu tirocínio e discernimento não eram mais os mesmos que já desfrutara até ali.   Sua sabedoria tornara-se lenta demais para servir como conselheiro real.   Seus ouvidos já não ouviam bem, o que, além de atrapalhar as comunicações e o desenvolvimento dos diálogos que teria que manter com todos que rodeavam ao rei, também não lhe traria mais prazer o ouvir cantores e cantoras.

Continua ele, dizendo que o seu paladar também já estava sendo prejudicado pelo tempo, de modo que os manjares do palácio não lhe dariam muito prazer.   E as coisas certamente que tenderiam a ficar cada vez mais críticas, com relação a esses sintomas da velhice.   Como disse Moisés, a vida de alguém pode durar setenta anos.  Alguns, por robustez, chegam aos oitenta, mas o que passa disso, o melhor desses anos, são de canseira e enfado (Salmo 90:10).

Eram chegados a Barzilai os tempos em que ele apreciaria muito mais o sossego e a tranquilidade oriundos do que o seu trabalho conquistou no decorrer dos anos, em sua cidade e em sua casa.   Para ele, era o bastante saber que o rei estaria bem, acompanhá-lo mais um pouco depois de atravessarem o Jordão, e, para não se cansar demais, logo despedir-se da comitiva real e voltar a Manaaim.

O desprendimento de Barzilai foi algo muito notável.   Como o homem que tem prazer em doar-se a si mesmo, sem ambicionar nada em troca, assim ele se portou.

Com Barzilai, no entanto, estava um certo Quimã, quem, segundo I Reis 2:7 subentende-se que seria um filho seu.   Este passou a acompanhar Davi até Jerusalém para ser recompensado com as honras angariadas por seu pai.

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Tendo todos passado o rio Jordão, uma grande comitiva, de mais de mil homens da tribo de Benjamin vêm com pressa de encontrar-se com Davi.    Entre eles, estavam Ziba com seus filhos, e Simei.  Pareciam trazer problemas para serem resolvidos.

Veio, então, Simei, apresenta-se prestando as mesuras devidas a um rei, prostrando-se.  Confessava-se arrependido do papel perverso que fez no dia em que Davi saiu de Jerusalém.   Dizia entender agora que errou, pecando contra o ungido do Senhor, e pede humildemente que seja poupado.    Difícil seria acertar: ele estaria realmente mudado, ou apenas estava se dobrando diante do poder maior, por temer ser justiçado e morto?   De qualquer maneira, Davi não permitiu que ninguém o ferisse, pois que aquele era dia de alívio, restauração e alegria da volta ao lar, e não uma ocasião para que se executassem pecadores.

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De repente, então, chegados a Gilgal, apresenta-se perante o rei uma causa administrativa e política que parecia mera falta de maturidade da parte de Israel, contra a tribo de Judá.   Os anciãos de cada tribo compareceram ali com vistas a tirar a limpo um episódio que não lhes pareceu bem encerrado.

Era  oportunidade em que se deveria comemorar com alegria, com festas, presentes mútuos, momento de relevar-se alguma falta, alguma falha em irmãos, os homens de Israel começaram a discutir com os de Judá.

Davi pedira aos de Judá que o viessem receber no seu retorno para Jerusalém, mas as demais tribos de Israel não entenderam essa preferência.  Ficaram enciumados.   Arrogavam a si esse direito e vieram a Jerusalém para tomar satisfações.   Apareceram diante de Davi para vomitar sobre os homens de Judá a amargura de seus corações.   Queriam eles ser os primeiros, e não foram, e assim despejaram a sua insatisfação que já estava chegando às raias do ódio.

Os homens de Judá, vendo-se como que colocados no banco dos réus, pressionados que estavam, em vez de tentar aplacar os ânimos exaltados, e pedir que os de Israel os perdoassem pela maneira como as coisas foram conduzidas, resolveram responder à altura, e ainda acrescentando outra dose de rispidez.   Foram muito mais ásperos do que os de Israel, infelizmente.

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Chegados, então de volta a Jerusalém, veio Mefibosete, o filho de Jônatas, com vestes sujas, malcheiroso e com a barba crescida, como alguém que tinha estado em profunda depressão durante aqueles dias.

Mefibosete vem então tentar esclarecer um fato que houve entre ele e Ziba, o servo de Saul que cuidava de sua casa.   Alegou ele que Ziba criara um clima de dissenção entre ambos.   Disse ainda que no dia da fuga de Davi, ele queria albardar um jumento para seguir com o rei, mas não foi bem compreendido por Ziba, que o abandonou, deixando-o só, à sua própria mercê para cuidar dos preparativos, e o antecipou, levando suprimentos  ao rei, ocasião em que o tal servo se viu na oportunidade de caluniar ao descendente de Saul.

Este caso se desenhou um tanto estranho, com argumentação que defendeu ambos os lados, sem deixar pistas de quem estava sendo verdadeiro, e quem era o falso.   Ziba acusara a Mefibosete de traição, e Mefibosete acusou ao servo de Saul de doloso, interesseiro e mal intencionado.   Mas quem foi que errou?  Difícil era apurar-se a verdade daquele caso.

Davi não quis ir a fundo para solver este enigma que lhe parecia sem solução.   Na dúvida, os tribunais costumam sentenciar: “in dúbio pro réu”.   Como aquele retorno do rei ao seu trono já o havia tranquilizado, bem como a toda a sua casa, aquele dia não era para se prolatar sentenças de condenação, pois o rei voltara para alegria do povo e dos seus.   A medida que melhor cabia naquela conjuntura, então fora dada:  os bens de Saul seriam divididos entre ambos, Ziba e Mefibosete.    Era dia de perdão, e portanto, não para infrigir-se sentenças opressivas sobre os súditos do reino.

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As palavras de Salomão em Provérbios 15:1, escrita alguns anos depois, pareceram ter sido fundamentada nas memórias que certamente lhe lembravam este incidente:

“A resposta branda desvia a ira, mas a palavra dura suscita o furor.”

E Davi ainda nos escreveu:

“Oh, quão bom e quão suave é os irmãos viverem em união” (Salmo 133:1)

Qual seria a melhor maneira de se dar um bom desfecho àquelas situações?   O mútuo perdão, dado de corações abertos, despojados de mágoas e rixas.  Corações fechados para tanto só retardam as bênçãos de Deus, e dão espaço para as guerras.

Ai de nós se não pudermos desfrutar do perdão de Deus.

Lembremos que Deus permitiu que Seu Filho amado fosse morto em uma cruz um dia, e não imputou pecado aos transgressores que se arrependessem.   Ele, em vez de despejar sobre os ingratos cidadãos que matavam ao Seu Filho, ouviu a oração dEste:

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem…” (Lucas 23:34)

Se Deus perdoa aos que transgrediram de tal monta contra Si, contra Seu Filho, e contra o Seu Reino, quem é o homem, para exigir a vingança?

Como se condenar a quem Deus perdoa?   É o próprio Cristo quem os justifica.  Sejamos como o Mestre, perdoando, e como transgressores arrependidos, sendo perdoados.


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