OLHAR PARA A ESPERANÇA

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julio 14, 2012 by Bortolato


Leiamos o texto: LUCAS cap. 24: 13-35, atentando especialmente para os versículos:

         24:13-19

24:26-28

24:30-31

 

Muitos cristãos vivem olhado para uma cruz, lembrando sempre os sofrimentos, a dor e a morte do Senhor  Jesus.   Isto é muito bom, lembrarmos, mas nunca podemos nos esquecer de que Ele ressuscitou, está vivo, e seus pés vivem pousando ainda hoje sobre esta terra.

 

É impressionante notarmos como as pessoas andam nesta terra inconsoláveis, como se as esperanças já fossem uma utopia, um extremo espiritual inalcançável, algo que já se frustrou, malogrou, desmoronou, e está sendo sepultado dentro de nossas mentes.  Um acontecimento desses como o falecimento de um ente querido pinta esse quadro dentro de nossas almas, e passamos a carregá-lo como se fora um peso morto por longos anos.

Parece-nos que as desilusões vêm, e, como um balde de água fria na fervura, estas embaçam nossos olhos que, sem a nitidez das imagens de uma vida abençoada por Deus, cega-nos de forma a não podermos mais enxergar o zelo, o cuidado paterno, e a doçura de Jesus.

 

Um aleijado ficava à beira do tanque de Betesda, narra-nos João cap. 5º.    Foi levado até ali, porque alguém lhe semeou a semente da fé.    Ficando ali, à beira do “Tanque dos Milagres”, várias pessoas ali também estavam como ele.    Cegos, coxos, e paralíticos esperavam pela visita de um anjo que movia as águas, e o primeiro cidadão que entrava nessas águas, fosse quem fosse, após o toque e o movimento do anjo, ficava curado de qualquer enfermidade.

Tal homem, porém, embora cresse em milagres, e na proximidade das águas e do movimento que certamente observava de quando em quando,  começou a se sentir morrendo na praia.   Não tinha quem o colocasse  a tempo de chegar primeiro lá naquele tanque, e a fila de gente nesta espera era grande.   Ele estava já desanimando, até que um dia ele foi visitado por Jesus, e então se levantou sobre os seus próprios pés…

 

É preciso mantermos viva a nossa esperança, mesmo em meio à tribulações.    Já disse-nos um dia o apóstolo S Paulo em Romanos 5:3-5:

“… A tribulação produz a paciência

E a paciência, a experiência

E a experiência, a esperança

E a esperança não traz confusão, porque o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

 

A sua luta está grande?   Atente para o fato de que Jesus é maior do que a sua luta, que as suas limitações, as suas impossibilidades.    Nós somos seus discípulos, não somos?     Pois Ele venceu, e nós também, com Ele seremos vencedores.

 

I – ABRA OS OLHOS

 

O problema é:  Olhos fechados para Deus.

Os dois discípulos iam com os olhos do seu entendimento fechados, conforme nos narra Lucas 24:16.   Eles não eram cegos,  mas nem reconheceram quem é que passou a lhes oferecer companhia naquele percurso.

O arquipélago de Abrolhos recebeu este nome porque em 1503 Américo Vespuccio, escreveu em uma carta que, ao se aproximarem daquele arquipélago, os navegadores deviam abrir os seus olhos, porque as ilhas ali eram rodeadas de recifes de corais, numa área de15 Kmao redor das mesmas.   Abrir os olhos é prestar bastante atenção, é ficar atento, para uma boa navegação.   Vamos abrir os nossos olhos, bem abertos, para não deixar Jesus passar despercebido.

Os discípulos estavam indo a Emaús, ao que tudo indica, não eram pertencentes ao grupo dos 12 apóstolos.   Não sentiam o peso que caiu sobre os ombros dos 12 discípulos mais próximos de Jesus, mas … seus corações estavam carregados pelo peso da tristeza.  Desesperança.   Achavam que Deus não os contemplava naquele momento.

 

Quantas vezes deixamos que as esperanças feneçam dentro de nossos corações?

Eles estavam caminhando, rumo a Emaús, e iam falando a respeito de Jesus.  Varão profeta, poderosoem obras.    MasJesus, para eles, estava morto e sepultado fazia já 3 dias.

Parece que a morte do Senhor os impressionara tanto, que nem se lembravam mais da Sua promessa da Ressurreição.

Alguns deles tinham deixado suas atividades seculares, desta vida, para seguirem a Jesus:  João, Tiago, Pedro, Mateus foram alguns desses, mas houve mais outros ainda.

Lá iam eles caminhando aqueles11 Kmde percurso, quando um Outro viajante deles se aproximou e começou a puxar conversa, fazendo perguntas.

Perguntas daqui e respostas dali, e eles nem perceberam Quem é que os está interpelando.  Por quê?   A Bíblia nos diz que os seus olhos estavam fechados, isto é, os seus entendimento estavam fechados para Aquele a quem os seus olhos estavam olhado.   Nem olharam direito.

Olhavam para Jesus, mas o que lhes dizia, ou melhor, traduzia as suas mentes?   –  É mais um peregrino que veio para a Páscoa a Jerusalém.   Não pode ser Jesus.    Os seus traços fisionômicos são familiares – até parecem lembrar a alguém, mas nem sequer cogitaram que fosse o seu Senhor Ressurreto.

Parecia que a morte de Jesus lhes sepultou também a esperança de ressurreição que o próprio Senhor lhes havia advertido que aconteceria.

 

Na prática, o que é que este assunto nos faz lembrar?

Aquele problema por que passamos em nossas vidas, e volta as nossas memórias só para desesperar, desesperançar, desiludir, amargar a vida, e já não tem mais solução?

E se Jesus vem ao nosso lado, ainda que despercebido, disfarçadamente, para nos reanimar, será que não vamos perceber, e vamos ficar só lamentando a esperança que se foi?

O Senhor nos diz:  –   “abra bem os seus olhos EFATA!    Creiaem mim.  Eunão me esqueci de ti.   Sei o que V. passou, mas creia que agora já não está mais sozinho.    Vamos caminhar juntos.   Eu quero que V. creia, renove as esperanças, e aceite a bênção que quero lhe dar!”

 

 

II – OLHAR PARA A PALAVRA DE DEUS.

 

Aquele viajante “desconhecido” começa a caminhar lado a lado com eles, e, ouvindo-os falar das suas esperanças naufragadas, quebradas e em pedaços, e, naquela conversa, rapidamente, Ele passa a fazer um “tour”, uma revisão sobre partes de um livro muito conhecido para os judeus e também para os cristãos:   A Palavra de Deus.

 

A Bíblia.   Logicamente, era então citações do Antigo Testamento que falavam de profecias de uma pessoa muito especial, aguardada por longos anos pelo povo judeu.

 

Que é a Bíblia hoje?  É uma coleção de livros, de 66 livros, onde lemos as palavras que Deus mandou que homens escrevessem.    É uma arma de calibre 66.  Mãos humanas a escreveram, e mãos humanas que a reproduzem nas gráficas, para humanos a lerem, mas as suas palavras são as Palavras que Deus quer que leiamos.  Meu caro amigo, irmão, irmã, leia-a.    Deus a enviou para nós.    Não a deixe fechada.    Não ande com ela só debaixo do braço, pois que não é desodorante.   Leia-a, estude-a, todos os dias, pois o homem é aquilo que ele come.  Se comemos só o arroz com feijão, passamos a ser montes de arroz e feijão transformados e ambulantes, mas se comemos a Palavra de Deus, passamos a ter o Espírito de Deus trabalhando dentro de nós, e somos outra pessoa, novas criaturas, cheias da esperança da glória de Deus.

 

Cleofas era o nome de um deles nesta viagem de c. de11 Km.  A pé, duram c. de2 a3 horas.  Ele e seu companheiro, de início, nada perceberam a respeito do seu novo companheiro de viagem, mas isto porque eles não tinham ainda descoberto os segredos a respeito de Jesus, escritos e profetizados havia centenas de anos antes.

 

Jesus aponta para as Escituras, a Bíblia, o Livro de Deus, o super-livro.  Livro de profecias inerrantes, profundíssimo, invencível hoje nas vendas, o maior Best-seller de todos os tempos.   A Bíblia é esse livro.

 

O problema que os cegava:  Eles esperavam por um Messias conquistador, alguém que lhes sacudisse o jugo do poder de Roma.     Não esperavam um Servo Sofredor, que morresse pelos pecados do povo.   Sua visão de Messias estava incompleta.   Eles precisavam saber mais, pois a Bíblia, no A.T., nos fala tanto de um enfoque como de outro também.

Olhavam para os milagres que Jesus fazia, e viam nEle a esperança de toda a nação – politicamente.   Esperavam somente o milagre da libertação política, da parte do Messias.   Ignoraram as profecias sobre o Servo Sofredor.

Quando Jesus morreu, parecia-lhes também morrer a alegria, a fé, e a esperança dos seus corações.

Quantas vezes deixamos que as esperanças feneçam em n/ corações?

 

A nossa tendência é alegrar-nos com os louros da vitória.   Subirmos ao pódio, ouvirmos entoar o hino nacional, recebermos uma medalha de ouro no peito – tudo isso é muito bom, dá-nos um gostinho muito bom dentro de nossos corações.

Não podemos, porém, ignorar que antes de alguém chegar lá, foi preciso muito treinamento, muita disciplina, muito esforço.   Alguns quilos se perdem só numa corrida.    Outros perdem toda a glicose do corpo, perdem a coordenação dos seus movimentos, caem no chão, ferem-se, como já temos visto alguns atletas se ferirem em suas práticas esportivas
…   Jesus perdeu o seu sangue e a sua vida numa corrida chamada de “Via Crucis”, a Via Dolorosa.

 

Não devemos ficar olhando só para a via Dolorosa e para a cruz.  Vamos olhar mais adiante, um pouco – olhemos para a Tumba que ficou vazia.   Ele não está mais ali, porque Ele ressuscitou.     Olhe para a “Via Crucis”, sim, mas olhe também para a corrida vigorosa, alegre e feliz de Maria Madalena, indo do sepulcro para o Cenáculo:  Ela chegou com outra fisionomia: ela falou com Ele, ela constatou:   Ele ressuscitou!

 

Há pessoas que sofrem só porque às vezes têm de passar por perto de um cemitério.   Tudo porque  jazem ali pessoas queridas, que não quereríamos perder.   Olham para aquele campo, e sentem uma grande tristeza abater seus corações.

A Palavra de Deus, porém, diz que são  “Bem aventurados aqueles que morrem no Senhor”  e “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e reinarão com Ele mil anos …” (Apocalipse 20:6).

Quando vemos um cemitério, então, o que devemos enxergar?   Um campo de semeadura.     Assim como sementes são plantadas no campo para germinarem um dia, os corpos dos que morrem quando estavam em Jesus são semeados.

Um dia, quando Jesus voltar visivelmente a esta Terra, então haverá um clamor de trombetas, e então…

  • Lápides
  • Cimento, areia e reboque
  • Azulejos,
  • Flores,
  • Grama,
  • Terra,
  • Madeira de caixões

Tudo isso vai voar pelos ares, porque como que numa explosão, os corpos desses mortos ressuscitarão, e irão voando ao encontro do Senhor nos ares.

Então, vamos olhar para os cemitérios como campos de semeaduras, pois quando Jesus voltar, serão campos de decolagem.

 

 

 

III – REASCENDENDO A ESPERANÇA

 

Aqueles discípulos então chegam a Emaús.  Convidam Jesus para entrar.   Aquela conversa estava muito boa, parecia surtir algum efeito sobre eles.   Ele, Jesus, faz até uma pequena cerimônia, como quem vai prosseguir a viagem mais adiante.

Isso nos mostra que, mesmo não entendendo muito bem as coisas que acontecem, precisamos ter um “sentido espiritual” de cada momento.    Não podemos deixar Jesus passar e ir embora.   O nosso espírito nos pede pela Sua presença em nossas vidas.   Não entendemos isso, mas é o melhor que temos a fazer.    Não entendemos por que, mas esse companheiro viajante nos trará muitas bênçãos, muito conforto, se o convidarmos para entrar e ficar conosco.

Ele aceitou entrar e ficar com eles.

Eles então lhe oferecem pão sobre a mesa.

Ele dá graças ao Pai, e então já não era sómente o espírito que se lhes alegra os corações.   Era Jesus !   Era Ele!   Ele prometeu que iria ressuscitar, e ressuscitou!

Aqueles corações ardendo pelo caminho com as palavras de Jesus, de repente se abrem para uma esperança viva, que lhes renasce, que lhes dá novamente o prazer de viver.

Este milagre é maior do que o da cura de uma enfermidade física.   Dá-nos vida!  Vida sem vida é um despropósito.   Que diferença faz!    A perspectiva do futuro se nos abre como quando o sol faz abrir o clarão do dia, depois de uma terrível noite escura.

Nem a morte foi páreo para uma disputa com Jesus.    E não será para os que nEle crerem.

Será que nós também não precisamos de Jesus dentro de nossa casa?

De nossas vidas?   Façamos como os discípulos:   convidemo-Lo para entrar, com fé em nossos corações.

 

 

 


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