SALMOS – XXXVI – CONTEMPLANDO A LUZ DA PAZ

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marzo 14, 2021 by Bortolato

Salmo 34

Quer ter uma doce surpresa? Seja abençoado por Deus, ao contemplá-Lo.

Neste mundo vivemos maus dias com alguma frequência. Isto não é pessimismo, é uma realidade que não nos avisaram quando éramos crianças, mas… graças a Deus: esses dias aziagos, porém, não são ainda a nossa sentença final; esta situação pode ser reversível, para nossa felicidade.

O ser humano pode às vezes se ver como que enlaçado, enredado ou preso em situações terríveis. Pode por vezes sentir que tudo está perdido, mas para quem crê em Deus, sempre haverá um raio de luz de esperança. Sempre haverá uma mudança no rumo dos acontecimentos, capaz de alterar o curso de sua história, e para bem melhor!

Todos temos uma propensão para nos enganarmos, sermos achados errados, reprovados em algo. Se todos são enganados, onde acharemos quem nos orientar? Pois todos cometemos erros na vida; mas o que é mais importante é que sempre é tempo de buscarmos e encontrarmos uma solução, uma saída honrosa, e encontrarmos a paz. Aquela paz conosco mesmos, e com Deus.

Quando lemos o subtítulo do Salmo 34, somos levados a um fato histórico da vida de Davi: quando perseguido por Saul, no afã de ver-se livre de ser laçado e apanhado como um animal, pelo seu próprio rei, ele resolveu tentar refugiar-se nos domínios de um inimigo de Israel.

A Bíblia se reporta a este fato em I Samuel 21:10 a 22:1, intitulando o rei Áquis, da cidade de Gate, como Abimeleque (em hebraico: “meu pai é rei”).

No seu desespero de vida, em busca de um refúgio confiável, Davi deixou-se envolver por uma ideia errônea: de que seria bem vindo junto àquele rei filisteu, contra quem chegara a combater em confrontos de batalhas passadas.

Por esse tempo, o salmista ainda não estava rodeado de muitos companheiros, e chegou a Gate quando logo se espalhou por aquela corte filisteia que aquele Davi era o que havia sido tema de uma cantiga de mulheres hebreias, que o denunciavam como o “matador de milhares” (I Sam.21:11)… de milhares de filisteus, no caso! E este currículo não o recomendava como um possível aliado de Áquis.

Davi ouviu os rumores partido daqueles que poderiam influenciar àquele rei filisteu, e temeu. Parecia-lhe claro, havia descoberto que havia cometido um erro, estando ali, pois o seu futuro estava com possibilidades de ser ele um segundo Sansão, um outro troféu semelhante ambicionado pelos filisteus, com altas possibilidades dele ser também ferido nos olhos e transformado em um outro palhaço e em um animal de tração, para diversão dos inimigos e trabalho pesado de escravo.

Realmente há erros que cometemos por pura imprudência e falta de discernimento, metendo-nos em complicações totalmente desnecessárias, caindo em uma teia de embromações muito difícil de dela nos livrarmos.

Então vem-nos à mente : “estou em maus lençóis; o que devo fazer agora?”

Um traço muito positivo que havia no perfil do mavioso salmista de Israel era a consciência de que podia imediatamente clamar a Deus. Em uma oração-relâmpago!

Quando temos pouco tempo para nos dedicarmos à oração, mas não perdemos a fé em que o Senhor nos pode responder positivamente, benditas sejam essas orações-relâmpago!

Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu, e o livrou de todas as suas tribulações” (verso 6)

Tão certo estava Davi de que seria severamente tratado pelo rei Áquis, que, ao ser introduzido à sua presença, começou a encenar um tipo de ataque epilético, fingindo-se ser um louco varrido e babando.

Não vamos julgá-lo por isso. Não éramos nós que estávamos ali, prestes a ser um eterno prisioneiro, ou a nos tornarmos em um eterno brinquedo nas mãos de torturadores sádicos.

O fato é que Deus ouviu aquela oração-relâmpago, e Davi pôde sair daquela fortaleza inimiga ileso, são e salvo, ele juntamente com uns poucos companheiros de jornadas que o seguiram até ali.

Isto é motivo de louvores a Deus, que lhe foi muito fiel, apesar de suas falhas.

Ao sair de Gate, ele se dirigiu para a caverna de Adulão, lugar onde então pôde chegar, sentir-se salvo e seguro, e… a graça de Deus o surpreendeu com uma visitação toda especial.

Davi começou a dar graças a Deus. Sentiu-se alvo das misericórdias sem fim, que o embalavam nos braços divinos, cheios de amor para com a sua vida.

Assim se compôs a letra deste Salmo, que com toda certeza já saiu acompanhado de uma linda melodia repentista.

Ele o inicia bendizendo a Yaweh, que não o abandonou, e por isso sentia-se seguro de que poderia louvá-Lo em quaisquer circunstâncias, sejam esta boas ou adversas.

A perseguição de Saul ainda estava de pé, sem a menor dúvida, e por isso ele não estava num palácio, e nem poderia estar junto à Tenda da Aliança de Deus. Estava em uma caverna; mas ali mesmo foi que o Céu se lhe abriu, presenteando-o com a inspiração deste Salmo. Assim ele cantava:

Busquei ao Senhor, e Ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores…” (v. 4)

Então o versículo 5º deste Salmo revela a razão de toda a transformação que trouxe o livramento:

Contemplai-O, e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame.”

Isto faz toda a diferença. Contemplar o Senhor. Ser por Ele alcançado e receber um lindo toque de Seu Espírito, iluminando os nossos rostos com aquele misto de misericórdia, amor, paz, alívio na tribulação, descanso para o nosso espírito, e enchendo-nos da certeza de que fomos contemplados. Que gostoso! Que glória! Que bênção! Que motivos de alegria e ocasião para exaltarmos Àquele que tanto bem faz às nossas almas!

Assim Davi cantava, e depois escrevia Não por acaso, a poesia que escreveu levou a forma de um acróstico – uma característica na literatura hebraica que colocava as primeiras letras de cada verso de um poema, seguindo a ordem alfabética, dando um certo toque estético adicional à inspiração daquele momento. E assim a poesia ficou mais linda ainda.

No seu êxtase coloquial do amor de Deus, Davi expressou-se sentindo a proteção de anjos de Yaweh, que o cercaram e o protegeram. (V. 7)

Não podendo deixar de exortar aos seus ouvintes, ele os incita a andarem como servos íntegros, cuidando bem com aquilo que falam, procurando a paz com todos, praticando sempre o bem; jamais cedendo para o mal.

Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra. Preserva-lhe todos os ossos; nem um deles será quebrado” (versos 19 e 20).

Neste ponto nos atemos a este último versículo, pois o mesmo se cumpriu mui espantosamente no que diz respeito à sua frase final, com relação a Jesus, o Cristo, quando morria na cruz.

O apóstolo S. João, testemunha fiel acerca daquele acontecimento que abalou Jerusalém, Roma e o mundo, escreve em seu Evangelho (capítulo 19:31-36), citando este verso 20 do Salmo 34, como cumprido por ocasião da morte do Senhor Jesus.

Ficamos porém a pensar: se Deus impediu que as pernas de Jesus fossem quebradas naquela cruz, cumprindo essa promessa do Salmo 34, por que não O livrou da morte, já que o verso 19 promete livramento para o justos?

A resposta, no entanto, está escrita em Isaías 53:5-6:

Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados.

Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos…”

Assim, Jesus tomou o lugar dos ímpios; dos pecadores, rol este no qual todos nós fomos incluídos, e por este motivo é que o Senhor não O livrou de morrer ali naquela cruz. Nós tínhamos uma grande dívida a ser paga, e Ele a tomou sobre Si.

Ele não tinha pecado algum, mas sentindo que nós não teríamos perdão diante de Deus por nossas culpas, resolveu entregar-Se ao suplício, mesmo que nas mãos de injustos, a fim de que fôssemos justificados, nós, os que se haviam perdido.

Pois é, eis aí quem é o grande amigo dos homens, fiel até a morte! Não poupou-Se a Si mesmo, porque tinha em vista salvar-nos de uma morte eterna.

É uma estrada, é um caminho, que precisa ser trilhado para que alcancemos esta bênção, e Jesus diz aos que se interessarem por segui-Lo:

  • Vinde a Mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei…” (Mateus 11:28)

Jesus é este Caminho (João 14:6) que conduz-nos à verdade e à vida. Ninguém chegará ao Pai se não for por Ele – Jesus!

Busquemos a Ele, sigamo-Lo e prossigamos em Suas veredas, até o fim. Uma grande bênção, aliás, a maior que jamais logramos receber nesta vida, nos espera. Vamos a Ele! Não deixem esta bênção de Deus escapar! É nossa por direito, comprada com o preço de sangue, do sangue do Filho de Deus! Eia! A luz divina nos chama para Jesus!


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