A BÍBLIA SOB ATAQUES (VII)

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agosto 6, 2012 by Bortolato

 

A SAGA ENGANOSA DE SATANÁS

Esta é a grande estratégia de Satanás, a astúcia – enganar a qualquer custo.   Por quê?   Porque ele sabe que não tem o poder que desejaria ter para um embate face a face, corpo a corpo contra Deus.   Jesus encarnado foi prova disso, pois com o Grande Mestre o seu inimigo jamais teve um milímetro sequer de vantagem.

E como Satanás executa a sua principal estratégia?

1)               Primeiramente lançando as ilusões deste mundo, que são as mais evidentes:  bebedices, glutonarias, adultérios, perversões sexuais, ladroices, assassinatos, desvios comportamentais tais como: loucuras, paixões, cobiças radicais, etc.); estas fazem a maioria cair na armadilha:  ele oferece o prazer, que estende até ao máximo que alguém possa desfrutar – e depois de controlar bem os seus aprisionados, dá-lhes o golpe de misericórdia, levando-os à morte, e o lago de fogo e enxofre espera pelos tais condenados.

2)               Há, porém, uma outra estratégia, esta já bem mais refinada, para enganar as pessoas: estas fazem parte de um outro grupo, são  pessoas que enxergam os perigos mais comuns de uma vida dissoluta ou mesmo apenas desequilibrada.  Por serem seres mais equilibrados, usam mais de seus predicados dignos que o Criador lhes deu, e, por isso mesmo, desenvolvem um tipo de personalidade autossuficiente, e desprezam os demais.    Com suas inteligências conseguem ser bem sucedidos materialmente na vida, e fazem de si mesmos a sua própria religião.   Alguns destes até afirmam que Deus não está nesta Terra para ajudar a ninguém – os homens é que devem esforçar-se por si mesmos, e alcançar seus méritos e suas vitórias.   Se não os alcançarem, é porque falharam, e não tem conversa: quem come a carne, tem que roer o osso, tudo faz parte de um jogo da vida.

À luz da verdade, afinal, ninguém se salva sozinho, e tanto esses que “comem a carne”, como os que “roem o osso” não têm a Deus, precisamente porque acham-se muito responsáveis para cuidar de si mesmos.   Este engano lhes trará uma surpresa no dia do Juízo Final, pois descobrirão que existe o Deus dos Exércitos que os trará à Sua presença para julgá-los.   Diga-se de passagem, por melhores que sejam os seus méritos, estes serão muito escassos e insuficientes para subsistir ao Grande Julgamento.

3)               Mais um grupo mencionaremos.

Estes também reprovam as obras alheias, sob vários aspectos, os mais diversos.

Reconhecem que não devem pertencer ao primeiro grupo, pois muito facilmente souberam discernir os erros crassos da humanidade.

Mais refinados no entendimento do que os do segundo grupo, reconhecem que precisam de algo espiritual nesta vida, de vez que sentem que o ser humano tem corpo físico, mas tem também um espírito que clama pelo Deus Criador do Universo.

Sabem que o Criador tem o maior poder jamais conhecido, e têm desejo de encontrá-lo.   Buscam-no, de várias maneiras, aqui e ali.   Passam por várias religiões, e alguns até chegam a firmar-se em alguma delas, mas não são felizes na sua escolha, pois ao passar por algumas dessas seitas, adquirem convicções com as quais se prendem, e das quais não abrem mão.   E essas religiões lhes conseguem fazer assimilar algumas coisas que não percebem, mas são suspeitas.  Por aí percorrem um caminho muito sutilmente perfumado, ao som do “canto das sereias” – caminho enganador.   E enganados, afinal, naufragam suas naus, como acontece com todos os que se iludem com tais “visões” – sejam estas de fadas, ou gnomos, ou sereias, deuses, sucubus, iacubus, ou simplesmente um espírito.

Importante é notar a semelhança desses seres espirituais em todas essas religiões que rotulamos de “canto das sereias”.   Iemanjá, os pretos velhos, os caboclos, os exus, são alguns desses seres.   Estes todos e mais ainda outros chamados de “enteais”, os quais se propõem como quem disputa com Cristo a posição de mediadores entre Deus e os homens, além de julgarem-se pretensiosamente serem participantes do ato divino da Criação.

Que entes espirituais existem, não há que se contestar.    Existem tanto os anjos fiéis a Deus, bem como os infiéis, que passaram para o lado de Lúcifer.   Ambos receberam do Senhor o poder para fazer obras maravilhosas aos olhos humanos, bem como assumir formas as mais diversas, às vezes até materializando-se.    Ambos os lados operam atos de poder.    A diferença está no alcance desses atos poderosos, até onde podem chegar.    Lúcifer e seus asseclas têm poder limitado, mas têm inteligência e sagacidade capazes de iludir a muitos.    Se Lúcifer conseguiu iludir até a anjos graduados por Deus no céu, não devemos subestimar a sua astúcia, e nos deixar levar pela sua poesia, seus cânticos, suas palavras sublimes, suas promessas mirabolantes, sua fala macia, seus ardis camuflados de aparência de amor, suas “viagens” multicoloridas que ele consegue oferecer até sem o uso de drogas.    Não nos deixemos iludir!    Temos por obrigação diante de Deus o clamar por discernimento. Vivemos neste vale, entre as duas trincheiras, a do bem e a do mal, e a Bíblia nos aponta onde estão as trincheiras de Deus – e nos revela que as dos exércitos do mal estão sempre mudando de lugar, querendo simular serem também de Deus.

Dizer que certas coisas provêm de Deus sem pensar muito, ou sem usar do discernimento que somente o próprio Senhor pode dar, é arriscar demais, uma leviandade e uma temeridade, é estar ao alcance de seitas e filosofias heréticas, que têm por finalidade levar-nos à perdição eterna.

Os seguidores dessas seitas ou grupos filosóficos, ao que tudo indica, viram-se fascinados por poder terem visões, receberem ensino desses enteais, mas não colocaram o discernimento de espíritosem ação.   O Apóstolo Paulo já percebeu isso e avisou-nos para não nos admirarmos de uma coisa dessas, porque “o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.    Não é muito, pois, que seus ministros se transformem  em ministros de justiça.” (II Coríntios 11:14-15)

 


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