DEUTERONÔMIO – XIX – IMPUREZA, MORTE e VIDA

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diciembre 27, 2014 by Bortolato

DEUTERONÔMIO – XIX – IMPUREZA E MORTE

Os olhos de Deus nos veem agora, pois que tudo veem, e o menor indício de sujeira não é tolerado, uma vez que a impureza é algo que não Lhe cai no seu agrado.   V. sabia disso?

Por esta razão é que os israelitas, quando tivessem que ir à guerra, cada soldado teria de saber o que deveria ser feito para que o ambiente do seu acampamento fosse de uma limpeza tal que, subliminarmente trouxesse aos olhos de Deus e de Seus anjos a impressão de que os habitantes do céu estariam sendo respeitados, reverenciados e  bem recebidos pelos homens em condições que esboçassem,  neste mundo material, a pureza que há no meio dos exércitos do céu, ainda que de maneira um tanto inferior e grotesca.

Esta era a razão por que um porrete (em hebraico: yathêdh), ou seja, um pedaço de madeira trabalhado de tal maneira que serviria de pá para escavar no chão, de forma a cobrir dejetos que fossem postos na terra.  (Conforme Deuteronômio 23: 13-14):

“Entre os teus utensílios terás uma pá; e, quando te assentares lá fora, com ela cavarás e, virando-te, cobrirás o que saiu de ti; porque o Senhor, teu Deus, anda no meio de teu acampamento, para te livrar e para te entregar os inimigos; por isso, teu acampamento será santo, para que Ele não veja coisa impura em ti e se afaste de ti.”

A defecção e a enurese são atos que nos mostram claramente que somos seres em constante processo de aproveitamento de alguns elementos, mas também de eliminação de outros inaproveitados – mas estes devem ser lançados em locais apropriados para isso.    Também assim, como uma respiração: ao inalarmos o ar, aproveitamos o oxigênio e exalamos o que nosso organismo expele, o gás carbônico.

Daí depreendemos que a impureza poderia ter sido a causa da morte de muitos soldados mobilizados para guerra.   É intuitivo que em qualquer lugar onde alguém estivesse, necessitaria de algum sistema ou providência sanitária para não deixar que doenças se proliferassem.   Ouve-se muito falar a repeito de soldados que foram aos campos de batalha, e, antes que algum inimigo os tivessem atingido, pereceram de alguma peste.   Dejetos são coisas imundas, cheias de bactérias que, se espalhadas, deflagram muitas enfermidades, e por isto não devem ser deixadas displicentemente de forma a contaminar pessoas.

Nossas funções básicas fisiológicas nos trazem à meditação essas coisas:  temos que estar sempre inalando a essência de Cristo para dentro de nossas almas e temos que repelir constantemente os maus desígnios e maus pensamentos, empurrando-os para fora de nosso viver, de forma adequada: silenciosa e intermitentemente, não permitindo que estes cresçam e lancem raízes para dentro de nossas vidas.

Assim como os acampamentos dos israelitas tinham que ser adaptados à limpeza, e à pureza, de forma a satisfazerem à santidade do Senhor, nós também, todos os fiéis, temos que estar sempre limpando as nossas mentes, os nossos corações, sepultando imediata e completamente toda sujeira, no caso, moral e espiritual, pois somos o atual templo de Deus.   Daí porque todo o corpo, alma e espírito devam estar sempre muito em ordem, para que o Espírito Santo possa transitar em nós com toda a liberdade.

Na verdade, temos que dar as mãos à palmatória:  nossas mentes precisam estar em contínuo exercício espiritual.  Não existe homem ou mulher que nunca peque, que nunca se suje, e nunca se polua neste mundo – mas existem, sim, aqueles que estão sempre se vigiando e se lavando.   Como?   No sangue imaculado de Jesus, o Santo, ao confessarmos nossos pecados e deixando-os.

Se dissermos que não temos pecado, mentimos e tentamos enganar a nós mesmos. (I João 1:8)  Ilude-se aquele que pensa já ser perfeito, embora seja louvável o querer sê-lo  (Filipenses 3:12-14).  É preciso, ademais, estar sempre vigiando, pois não podemos nos esquecer de que ainda vivemos em um corpo de carne, comprometido com o pecado original, e que existe um inimigo que tenta usar de todos os meios para nos fazer-nos pensar que nossa fé é vã.

Oremos sem cessar, vigiando em todo o tempo:

“Sonda-me ó Senhor, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se em mim há algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno”. (Salmo 139:23-24)

“Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve” (Salmo 51:7)

Deuteronômio 21:22 começa dizendo que “se alguém pecar passível de pena de morte…”

Prosseguindo dentro deste tema, o salmista diz nos Salmos 14 e 53:

“Do céu olha o Senhor para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus.   Todos se desviaram, e juntamente se corromperam… (versos 2-3)”

Assim também Paulo o confirma:

“Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23)

E mais diz Paulo:

“O salário do pecado é a morte…” (Romanos 6:23)

Realmente, a ira de Deus paira sobre a cabeça de toda alma que peca (Romanos 1:18).

“A alma que pecar, essa morrerá”  (palavra de Deus revelada ao profeta Ezequiel em 18:20)

Pois então o leitor pode pensar: – será que eu também estou enquadrado entre esses tais, e condenado à morte pela rigidez da Lei de Deus?

Infelizmente, a verdade é esta.  Isto é real.   No Salmo 75:8 lemos que:

“Porque na mão do Senhor há um cálice com vinho espumante, e misturado, Ele o derrama; e, todos os ímpios da terra bebem, sugando até o fim”. (AS21)

Alguém talvez dirá que não é o seu caso, porque não se encaixa bem dentro do conceito de “ímpio” ou de “impiedade”…  Aceitaria que tenha pecado um pouco, por vez ou outra, mas que não seria um pecador por excelência.   Assumiria que já pecou, talvez como que “por descuido”, ou “por acidente”.   Acha até que tenha errado dentro de uma margem de erro aceitável ou até desculpável para Deus.

Bem, a Lei do Senhor é perfeita (Salmo 19:1), mas o fato é que não o somos – e transgredir em um só item da Lei já nos faz transgressores, e não há como escapar disso.   Um condutor de veículo que ultrapassa a uma certa velocidade permitida e mata a um transeunte é culpado, e também alguém que apenas estaciona em local proibido – ambos estão sujeitos a punições previstas em lei, e ambos terão que arcar com os seus atos, uma vez flagrados.  Como os olhos de Deus tudo veem, não há como sequer tentar enganá-Lo – somos culpados e estamos sujeitos a um julgamento.   Um dia haveremos de estar em Sua presença, diante do Tribunal do Céu, para prestarmos contas de tudo quanto fizermos, e não há um só homem, desde Adão, que não tenha feito por merecer a devida pena por seus erros morais e espirituais.   Exceto um, um único homem:  Jesus Cristo homem.

Para nossa sorte, este único homem, totalmente justo e inculpável, recebeu a sentença que era destinada a cada um de nós:

“O que for pendurado no madeiro é maldito de Deus “  (Deut. 21:23)

Ora, isto é de deixar qualquer um confuso.  Nós, pecadores, teríamos pendente sobre nossas cabeças uma sentença de morte, e foi Ele, Jesus, o único que não a merecia, e foi Ele quem sofreu essa pena máxima!   Como entender isso?

Isso, na verdade, é coisa que Deus fez.   Foi Ele mesmo quem planejou e colocou na Terra tal situação deveras paradoxal,  para homens ímpios a executarem.   Parece até ironia.  Ironia de Deus?   Não vemos assim, mas diremos que foi Sua providência tomada para que não perecêssemos eternamente.   É uma verdadeira loucura, o que Deus fez!   Jesus teve de beber daquele cálice horrendo de que fala o Salmo 75:8, quando pedia ao Pai para que o mesmo lhe fosse afastado!   Entregou o Seu único Filho para ser crucificado e destruído, enquanto nós, pecadores somos beneficiados com o sangue derramado na cruz.   Quem daria um filho único nas mãos de homens  ímpios para ser morto, a fim de anistiar a pecadores?   Mas a loucura de Deus é maior e mais sábia do que a sabedoria dos homens, e tem salvo a milhões e milhões neste mundo.

Que nos resta então?   Que cada um de nós, individualmente, se arrependa dos seus pecados, volte atrás, e receba a Cristo de vez para sempre, como o seu Mestre e Salvador.   Este é o único caminho que nos leva ao Pai (João 14:6).   Sejamos, pois, salvos pela vida e a morte de Cristo!


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