ESTER – I – HUMILDADE, FÉ E AÇÃO

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mayo 9, 2020 by Bortolato

Introdução

Há os que desprezem a humildade. Muitos são os que valorizam a arrogância e procuram impor-se sobre seus pares com excessiva audácia. Falam com muita ousadia, achando que o valer-se de seus discursos irá decidir para afinal alcançarem os seus objetivos.

Os falastrões ignoram que muitas vitórias já foram alcançadas com cautela, paciência e humilde espera pelo momento mais adequado para entrarem em ação.

Quando situações do momento são delicadas, há que haver preparação devida para cada caso – e cada caso é um caso especial, diferente dos demais.

Não se colocam elefantes em um mostruário de artigos de porcelana, e bem assim não se colocam papagaios para estes tomarem conta do galinheiro.

Há quem se fie nos seus bens e riquezas, enquanto outros colocam o seu coração nos cargos que ocupam, achando-se importantes demais pra serem derrubados. Há ainda os que se iludem com a suposta sabedoria e os conhecimentos angariados, pensando terem em suas mãos todas as ferramentas necessárias para lograrem atingir suas metas, mas… os fatos é que falarão mais alto, e as coisas geralmente não são bem do jeito que se pensa ser, e nem como foi planejado.

Os humildes sempre foram os mais desprezados, mas estes são os que muitas vezes têm as chaves para uma conquista de vitória, principalmente quando a paciência em meio a uma tribulação é um quesito imprescindível.

Isto é notório em vários momentos da História Universal, que aponta para episódios em que a violência dos violentos é quebrada em dado momento. Isto aconteceu com Napoleão Bonaparte, e também pelas Grandes Guerras.

A Bíblia, por conter em seu escopo alguns livros históricos, nos traz vários exemplos de fanfarronices que se deram mal, para vergonha e desgraça dos fanfarrões.

Quer ver?

Davi e Golias, encontro que ocorreu em cerca de 1018 A.C.(I Samuel 17), de todos é conhecido; a morte do exército de Faraó no fundo do Mar Vermelho, em 1.491 A.C.(Êxodo 14) de igual modo difundida no mundo todo; a vitória dos trezentos homens de Gideão sobre o exército dos midianitas em 1256 A.C. (Juízes 6 e 7); o modo como Sansão sozinho matou a milhares de filisteus, (de 1141 a 1120 A.C., conforme Juízes 13 a 16; o encontro entre Elias e os 450 profetas de Baal no monte Carmelo no ano 906 A.C. (I Reis 18); a vitória de Josafá sobre uma confederação de nações que o sitiaram em 896 A.C. (II Crônicas 20); o extermínio do exército de Senaqueribe, quando este intentou invadir Jerusalém, no ano 710 A.C.; estes são apenas alguns exemplos clássicos de que a força e o poder pertencem a Deus, e Ele é quem tem a última palavra sobre o destino das nações, e, por conseguinte, também sobre as nossas vidas.

Iremos nos ater nestes próximos artigos a um determinado livro das Escrituras Sagradas: o livro cujo título aparece simplesmente com o nome de uma mulher, da qual poucas informações temos: Ester.

Quem era Ester? O seu nome original dado por seus pais era Hadassa, que em hebraico significa “murta”. Ela teve seu nome mudado ao ser inserida no palácio do rei Assuero. (Este rei governou sobre a Pérsia de 486 a 465 A.C., de acordo com o anais da História). Em resumo, Ester era apenas uma jovem judia que perdera os seus pais ainda menina, e como órfã foi criada por seu primo, chamado Mardoqueu, ou Mordecai; e por ser bela de aparência, foi tomada para um concurso de beleza em que a vencedora deveria ocupar a vaga deixada por uma rainha rejeitada pela corte persa..

Eles pertenciam, pois, a uma linhagem de gente desprezada por ter sido vencida e levada cativa para a Babilônia, desde o ano 606 A.C.

Como descendentes desta raça cujas glórias tinham ficado no passado, eles estavam com o seu conceito em baixa. Aliás, o povo judeu foi já muito odiado faz séculos e alguns milhares de anos. Durante a Segunda Grande Guerra, quase chegaram a serem exterminados, porque eram considerados pelos nazistas como se fossem ratos de esgotos da sociedade, os exploradores dos povos e responsáveis causadores da miséria e da inflação que derrubou a economia da Alemanha após a I Guerra (acusação leviana, por sinal), e que portando, mereciam sumariamente morrer.

Passar por humilhações e desprestígio moral são situações por que muitos têm passado neste mundo, mas isto se torna em um drama quando se passa de um simples preconceito para um builling, e daí para uma perseguição mortal. Neste contexto, salve-se quem puder!

Os inimigos dos judeus não levaram em conta que aquele povo humilhado era o povo escolhido por Deus, e que teve que passar muitas vezes por severa disciplina, mas não deixaram de ser e são mui amados do Senhor.

Filhos maus em geral são tratados com castigos, mas nem por isso são rebaixados de sua posição que têm por natureza, e os seus pais sempre gostariam de vê-los responder bem a esse tratamento educativo, o que traria muitas alegrias a toda a família. Da mesma forma, Deus assim espera pelo arrependimento dos pecados e de uma volta aos áureos dias de comunhão e da graça divina.

É isto o que os inimigos de Israel não consideraram, e alguns quiseram vê-los exterminados – o que, aliás, infelizmente até hoje acontece no Oriente Médio.

Este é o enredo do livro. Muito embora sequer se mencione o nome de Yaweh, ou Adonai, ou Eloim no seu texto, ainda se pode bem perceber como o Senhor agiu em favor de Seu povo. Não vemos nas suas páginas palavras de vaticínio por profetas de Israel. Uma única profecia é falada pela boca da esposa de Hamã, o filho de Hamedata, na qual prevê a queda do agagita, e isso foi expressado apenas dentro da casa do mesmo, sem uma divulgação imediata entre os judeus.

O autor do livro é desconhecido, na sua forma final de escrita, mas o teor encontrado indica ter sido o próprio Mordecai, o primo de Ester, isto foi registrado na forma final desse livro, pouco depois da morte do rei Assuero, também conhecido como Xerxes I, na história da Pérsia.

Os acontecimentos nele narrados tiveram lugar durante o reinado desse rei, que sucedeu a Dario I em 485 A.C.,e reinou durante vinte anos sobre 127 províncias, desde a Índia até a Etiópia.

Naquela época, certo número de judeus ainda estava na Babilônia, sob a regência persa. Alguns deles já haviam voltado para Jerusalém havia mais de cinquenta anos, enquanto outros provavelmente permaneceram por conveniências: bens imóveis, pertences, negócios, envolvimento com filhos, netos, pais e avós que não quiseram voltar para as terra de Judá.

Vamos, porém, comentar cada capítulo por sua vez, e assim deixamos aqui aquele gosto de “quero mais”, que será satisfeito nas próximas edições.

A mensagem principal que encontramos no livro é que nas horas mais difíceis da vida, diante de cruéis leis e ameaças de inimigos, podemos esperar em Deus, se a Ele nos apegarmos com humildade e plena consciência de que Ele é quem tem o poder de nos socorrer quando nos encontramos sozinhos e sem amigos ou aliados.

Invoca-me no dia da angústia; Eu te livrarei e tu me glorificarás” (Salmo 50:15)

Assim é que a fé se comporta como uma arma ao alcance de todos os que creem no Senhor.

Podemos viver dias terríveis, sob constantes ameaças, mas o Senhor é o autor da nossa vida. A Ele pertence dar-nos o fôlego que respiramos desde que saímos do ventre materno; e a Ele pertence também o direito de fazer cessar a nossa respiração, bem como o dia em que isto se dará.

Malgrado homens se ufanem de terem a ciência e o condão de poderem tirar a vida de outrem, ninguém o poderá fazer se não houver o consentimento do Deus Onipotente.

Eis, pois, o ponto que nos enseja a propormos: – apeguemo-nos a Ele. Cheguemos a Ele humildemente, e ajamos de forma tal que, impulsionados pela fé, obtenhamos o Seu favor. Ele sabe recompensar essa fé.

Sejamos os benditos agraciados pelo amor de Deus que se manifestou de modo profundo e inegável na pessoa de Jesus, o Cristo, o Seu Filho, e abramos a oportunidade para sermos surpreendidos pela chegada da Sua visitação.

Confessemos a Ele tudo o que de certo ou errado fizemos ou fazemos na vida. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar, e nos purificar de toda injustiça que quiçá tenhamos cometido. Se assim procedermos, o que acontecerá a seguir é encontrarmos a verdadeira vida, conforme a promessa de Cristo:

  • Eu vim para que tenhais vida, e vida com abundância…” (João 10:10)

Quem já atendeu a este convite e desfruta desta promessa sabe que é a pura verdade. A vida que realmente satisfaz, que muitos procuram em diversos lugares, e das mais diversas formas, está em Jesus, o Filho de Deus.

Ele ainda diz:

  • Vinde a mim, todos os cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.” (Mateus 11:28)

Jesus é a solução. Vamos a Ele.


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