II CRÔNICAS – IX – GOVERNAR PARA QUEM MESMO?

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octubre 1, 2019 by Bortolato

II Crônicas capítulo 10 e I Reis 12:1-20

Eis aí a questão! Percorram toda a Terra, e procurem por um líder de nação que governe com os olhos atentos somente para o bem do povo. Todos dirão que fazem ou farão somente o melhor, o mais correto, cujo desempenho será digno de excelente nota, cujo comportamento será irrepreensível, e que a sua ideologia é e será sempre a mais louvável, enquanto que as demais seriam apenas o resto.

Para algumas ideologias políticas, tudo é válido, desde que se mantenha o alvo ideal. E qual seria esse alvo, afinal, que valeria a pena o sacrifício de milhares e milhões de vidas, se um governo deve ser direcionado com vistas a fazer o bem para a sua população?

Nicolae Ceausescu, líder do governo da Romênia, secretário geral desde março de 1965 e presidente da nação desde 28.03.71, permanecendo no poder do seu país até 22 de dezembro de 1989. A princípio foi um governante moderado, mas esta falsa aparência não durou muito. Durante uma revolução interna naquele dezembro de 1989, ele e sua esposa se viram em maus lençóis, e tentaram fugir de helicóptero, mas foram capturados pelo exército que havia passado para o lado dos revolucionários. O casal foi fuzilado em 25 de dezembro daquele mesmo ano, após um rápido julgamento. Petre Roman, primeiro ministro romeno entre 1989 e 1991, após a queda de Ceausescu alegou que “a sua morte (de Ceausescu) era inevitável porque até ao final foi um ditador sanguinário».

Vamos nos ater a certos detalhes sobre a vida desses homens que se propuseram a trazer muito conforto ao povo que os aceitou como líderes.

Ceausescu mantinha uma mansão onde vivia com sua família, onde gozava de muitíssimo luxo. Alguns detalhes dessa casa são: uma piscina interior e sala de banhos esplendorosas, gabinete médico, sauna, spa, solário, cinema e sala de prova de vinhos (no piso um), além de peças em ouro no lugar onde se aplicariam metais não tão nobres. Tudo para os reis e nada para os pobres…

Logo vem a questão: para quem governou Ceausescu? Para o povo, a quem matou muitos deles? As evidências do luxo megalomaníaco com que morava em sua casa mostram que ele governou muito bem… para si mesmo. Tsk, tsk, tsk…

E o que dizer de Joseph Stalin? Ele derrotou Hitler e transformou um país agrário em superpotência. Ao mesmo tempo, construiu campos de trabalho forçado e matou milhões de pessoas. Nascido em Gori, na Geórgia, em 1878, Iosif Vissarionovich Djugashvili só adotaria o famoso pseudônimo em 1913. Stalin, em russo, remete a “feito de aço”. E era assim que o jovem bigodudo se via: como um homem de aço, a despeito de seus mirrados 1,62 de altura. Quem, em algum momento, tivesse discordado de Stalin poderia ser preso, julgado e fuzilado – mesmo que por uma trivialidade. Tendo resistido e vencido a invasão nazista na Russia pela 2a. Grande Guerra Mundial, passou a receber a imagem de heroi nacional, mas em 1956, quando Nikita Kruschev subiu ao poder, apresentou à cúpula do partido os arquivos secretos do stalinismo, expondo ao mundo a face desumana daquele que foi o mais contraditório estadista do século 20.

Para quem então governou Stalin? Para o povo? Mas por que matar milhões de seu próprio povo, só porque não se enquadravam dentro de sua ideologia? Acontece que sua filosofia política dizia que “os fins justificam os meios”… para conseguir manter-se no poder! Eis aí o motivo…

Entre 1949 e 1959 Mao Tsé Tung foi o presidente da República Popular da China, quando teve em mãos governar o país mais populoso do mundo; e não deixou por menos: perseguiu todos os seus adversários políticos, chegando a executar um genocídio de 77 milhões de pessoas por conta de sua insegurança que não economizava em atos de violência. Sua ideologia justificou tais massacres? Então, para ele, a ideologia valia mais do que as pessoas a quem governava. Ele governou para um partido político, mas o povo chinês que vivia no mais baixo degrau da pirâmide do poder chegava a passar fome… Isto decididamente não é governar para um povo, mas para uma elite…

Adolf Hitler foi o füher da Alemanha no período de 1930 a 1945. Em 1939 acendeu o estopím da 2a. Guerra Mundial, ao invadir e evacuar a Polônia. Estima-se que cerca de 21 milhões de pessoas morreram sob suas ordens, entre os quais se destacaram os judeus, os homossexuais, os ciganos e os negros. O seu caso foi tão conhecido, que até nos poupa maiores comentários. Se formos ver o que Hitler desejava , seus planos eram para um Império Germânico, ou o IIIº Reich, na Europa, que durasse mil anos. Ele parecia julgar-se como se fora um deus do Olimpo. Ele quis exaltar uma supremacia nazista acima de tudo, como um rolo compressor que destruía tudo por onde passasse. A Alemanha sofreu centenas de milhares de baixas em seus fronts de batalhas, ficou quase totalmente destruída, e o mundo louvou a Deus quando a casa de Hitler sucumbiu. Conclui-se que ele afinal governou para a desgraça dos alemães e também dos seus inimigos.

Kubai Klan, (1215-1294), imperador dos Mongois quando este dominava parte da China, também foi famoso por seus atos de crueldade contra aqueles que aprisionava, que sofriam atos tais como de castração e de estupro. Sua saga para expandir o império Mongol foi tanta, que resultou em inúmeras guerras e um saldo de 19 milhões de mortos. Ele queria mais poder, cada vez mais, e com isso provocou a morte de muita gente. Certamente que não governava para os seus, mas para o seu poder de dominar as pessoas.

A imperatriz Cixi (1835-1908) foi responsável pela morte de 12 milhões de chineses; depois dela, Chiang Kay-shek liderou o regime comunista na China entre 1928 a 1949, deixando um rastro de 10 milhões de mortos. Isto é que é ser socialista? Tudo pelo social? A China continuou na miséria, e até hoje ainda luta para ter melhores condições estendidas às suas classes mais baixas…

Mencionaríamos também os governos de Saddam Hussein, no Iraque, Pol Pot, no Camboja, cada um em seu rincão, de vez que ambos contabilizaram quase quatro milhões de mortes. Poderíamos ainda falar de outros como Ivan IV, o terrível (Russia), Benito Mussolini (Itália), Augusto Pinochet (Chile), Francisco Franco (Espanha), Omar Al-Bashir (Sudão), etc., etc., etc. A lista é indefinidamente longa. Se pudéssemos remontar toda a História Universal, creio que nos perderíamos nas minúcias que revelariam uma incontável série de atrocidades cometidas por tiranos que subestimaram o valor de vidas humanas – em troca do voto de confiança que cidadãos lhes deram para elevarem-nos ao poder.

Daí voltamos à pergunta: para quem eles governaram? Para o povo, que teve de suportar seus excessos? Não, a plebe não gozava de nada disso. Então para que governar o seu país? Só podemos entender que pouco ou nada lhe incomodava a pobreza da população, e nem mesmo o sangue que derramaram….

Voltamo-nos agora para o ano 931 a.C., para a pequena nação de Israel. Conta-nos II Crônicas capítulo 10º que era um momento de transição de governo. O rei Salomão veio a falecer, depois de um governo exuberantemente luxuoso dentro de seus palácios, ao ponto de chamar a atenção de outros povos. Suas setecentas esposas e trezentas concubinas apontavam para um altíssimo dispêndio que a nação teria de suportar. Além do mais, do povo de Israel muitos eram tomados para servirem como oficiais civis e militares, enquanto muitos dos estrangeiros que moravam em terras conquistadas, em especial os povos cananeus, foram colocados em trabalhos forçados. Tudo aquilo tinha um alto custo em impostos e taxas para serem arcados pelo povo, de modo que todos os seus contemporâneos podiam ver que não era fácil manter toda aquela pompa real.

A fim de poderem aliviar as suas cargas que lhes pesavam duramente, o povo todo de Israel foi até Siquém para coroar a Roboão, e como um desabafo em forma de petição, solicitaram que o novel rei lhes tornasse suas vidas mais leves, com menos dificuldades, e como reconhecimento pela concessão deste favor real, prometiam sua fidelidade como súditos do reino.

Este pedido não teve uma resposta imediata. Roboão certamente quis pensar um pouco sobre a situação, antes de comprometer-se com o seu povo.

Era a grande oportunidade para que ele os conquistasse gentilmente, com um gesto de acolhimento a uma nação que penava muito para manter a Casa Real. Teria sido muito bom, se esta solicitação fosse atendida.

Ocorreu, no entanto, que Roboão recorreu a dois grupos de conselheiros: os mais velhos, que haviam sido servidores de seu pai, e os mais jovens, com os quais vinha tendo certo relacionamento de amizade.

Os conselheiros mais velhos olharam bem e puderam compreender que a situação era de ter misericórdia daqueles que se queixaram por estarem vivendo oprimidos. Isto produziria o efeito que faz um bom cartão de visitas, dando início a um bom relacionamento entre o rei e o povo.

Os mais jovens, porém, que eram acostumados a viver na opulência sem calcular os custos e as consequências dos excessos de Salomão, nem sequer pensaram na situação da população – apenas olharam para as obrigações que esta tinha que cumprir perante o régio poder, e queriam sugar ainda mais a quem já se via em uma má conjuntura. Para eles o que importava era manter as receitas do Estado em alta, como sinal de saúde para a nação, e de que a nobreza poderia crescer mais e mais em posses e poder.

Parece que Roboão não atentou para o fato de que os antigos conselheiros tinham uma visão e uma sensibilidade mais ampla, pois que tiveram uma longa convivência com os clamores do povo durante anos.

Roboão decidiu adotar a política que seus “amigos” de infância. Três dias depois da primeira consulta feita, voltou a Siquém para dizer, ipsis literis, o que seus jovens servidores lhe aconselharam a falar:

  • Meu pai fez vocês carregarem pesadas cargas; eu vou aumentar o peso ainda mais! Ele castigou vocês com chicotes; eu vou surrá-los com correias (lit.: escorpiões).” (II Cr. 10:14, cf. A Bíblia na Linguagem de Hoje)

Veja-se bem: isto é maneira de se falar com um povo oprimido? A quem queria Roboão servir? Se quisesse governar para o bem do povo, não teria ouvido os seus jovens amigos. Mas não, ele queria mesmo era ter uma vida opulenta, como a de seu pai, para mais ainda. Queria liderar Israel para seu próprio benefício, não se importando com o sofrimento do povo.

Naquela ocasião estava presente ali um homem de Efraim, que era encarregado de todos os trabalhos forçados nos territórios do norte de Israel, chamado Jeroboão, filho de Nebate, que havia fugido da presença de Salomão, tendo migrado ao Egito, pois que procuravam-no para matá-lo, de vez que recebera uma profecia de que haveria um dia de governar sobre dez tribos de seu povo, e foi tido, naquela ocasião, como um traidor do reino. Os israelitas mandaram chamá-lo para todos irem juntos falar com Roboão.

Diante daquela resposta truculenta do rei Roboão, houve um alvoroço. Gritarias de um lado para o outro, e em seguida uma debandada geral. Dez tribos do norte de Israel rejeitaram a liderança de Roboão, e saíram de sua presença acintosamente, como sinal de protesto, de desapontamento e de revolta. Somente o povo da região da tribo de Judá aceitaram-no como seu rei.

Tentando contornar a situação, Roboão pediu que o seu encarregado dos trabalhos forçados, Adonirão, fosse falar com os israelitas revoltosos, na possibilidade de reverter aquele quadro negativo, o que este imediatamente lhe obedeceu, mas não houve termo de acordo. O radicalismo estava já implantado nos corações dos que se achavam prejudicados pela política do novo rei. De repente houve um tumulto, alguém pegou em pedras para atacar a Adonirão, e outros começaram a aderir àquela violência, que culminou com uma execução sumária: no final, o apedrejaram até a morte.

O movimento daquela expressão de repúdio e protesto tomou um vulto tal que alçou o nível de uma rebelião nacional, e esta quase que incluiu ao rei Roboão no esquentar dos ânimos. Ao ver o perigo iminente perto de alcançá-lo, este correu depressa para o seu carro de guerra, deu meia volta e fugiu para salvar a própria pele, rumando de volta a Jerusalém.

Assim foi que houve uma ruptura do reino. Conforme a profecia de Aías, dez tribos de Israel foram rasgadas do domínio de Roboão, as quais passaram a eleger a Jeroboão como seu rei.

Roboão, inconformado com os acontecimentos daquele dia, sentindo-se traído, quis armar-se para fazer guerra contra Jeroboão e Israel Norte, a fim de tentar recuperar pela espada os domínios que havia perdido logo nos primeiros dias de seu reinado. Foi quando um profeta, Semaías, o exortou a não fazer isso, porque aquela divisão provinha da parte do Senhor.

Bem fez ele em ouvir a voz de Deus.

Esta situação, bem como a de muitos outros povos, denota que muitos governantes pensam em serem duros exploradores do povo, enganadores, falsos defensores de sua nação, pois almejam apenas poder e riqueza em suas mãos. Governam para si mesmos, e para tanto ainda estendem aos seus ministros e conselheiros a possibilidade de obterem ganhos com a corrupção, como que a constituir uma elite aparelhada para sugar o sangue do povo, enquanto procuram manter as aparências perante a sociedade. Proclamam-se seus legítimos representantes, mas não com fidelidade aos compromissos mantidos com esta.

Onde não há verdade, a mentira permeia, não há possibilidade de haver confiança, portanto não há acordo, alianças se desfazem, como em um casamento que se desmorona com os acontecimentos, no decorrer do tempo.

Há, porém, na Bíblia, uma promessa maravilhosa da vinda de um Rei muito especial, que reunirá as maiores e grandes virtudes em seu reinado: justiça, paz, amor, misericórdia, salvação, e muito mais: vida eterna! É tudo e muito mais do que um povo necessita à frente de seu governo, para ser uma nação feliz.

Os profetas do Antigo Testamento assim o disseram: Isaías o escreveu em seu livro, capítulos 9, 11, 25 a 27 e 40 a 66; Jeremias, por sua vez, também o predisse em 30:21-22; 23:5, 6; e 33:15, 16; Daniel 2:44; 7:13, 14; 12:3; Miqueias 5:2.

No Novo Testamento as profecias de Jesus, o Messias prometido, são todas bem delineadas, e apontam para um futuro em que Ele virá, não mais como sofredor, mas revestido de glória e esplendor, para reinar nesta Terra para toda a eternidade (Mateus, capítulos 24 e 25; Lucas 21:25 a 38; Marcos 13:24 a 31; as cartas de Paulo, de Pedro e sobretudo o livro de Apocalipse são unânimes em deixar patente que Jesus virá em breve para assentar-se em Seu trono e reinará nesta Terra para sempre).

Alguns não creem nisso, como não creram quando Jesus profetizou acerca de sua própria ressurreição, mas o fato é que a tumba está vazia, e o Seu Evangelho proliferou-se pelo mundo como um fogo se acende em mata em época de estiagem. Milagres, como aqueles que Jesus fazia em Seu ministério terreno continuam se realizando, porque o poder que o Messias prometeu dar àqueles que O seguissem, ainda está sendo derramado sobre muitos lugares, onde quer que haja discípulos que creiam nEle. Se Ele ressuscitou mortos, seus discípulos continuaram fazendo o mesmo, porque Ele é quem executa tais obras, e isto prova que Ele ainda vive.

Assim como Ele ressuscitou mortos, Ele disse que um dia irá voltar para reinar nesta Terra, e isso também acontecerá. Quem não quiser crer, não poderá tampouco executar as mesmas obras que Ele fez, faz e fará.

Quem, no entanto, crer que Ele virá, e esse dia não tardará, irá ao Seu encontro com Ele nos ares, e ainda poderá voltar como Ele há de voltar, para com Ele reinar.

Isto é muito bom. Muito bom, mais do que bom, e será maravilhoso.

Para quem constata que governos deste mundo são muito falhos, que a sua justiça é defeituosa e tendenciosa, tem aqui uma palavra de conforto: seja você um dos representantes do Reino de Deus na Terra. Como? Em primeiro lugar crendo piamente que Jesus é o Rei de toda a Terra, e que está prestes a vir como Salvador para tomar posse de Seu reino. Em segundo plano, aproximando-se dEle e seguindo-O fielmente, até o fim.

Se este mundo não lhe agrada, fique calmo, pois também não agrada a Deus, que observa que o mundo jaz no maligno. Muitos são os governantes que governam para si mesmos e para os seus achegados, mas a nossa esperança está firmada no Senhor que não poupou nem a si mesmo para nos dar a salvação…

Jesus, o Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, está à sua espera. Ele colocou a Sua própria vida e derramou o Seu sangue para inclinar-Se para você, entrar em seu viver diário, transformá-lo e fazê-lo mais que feliz. Pois Ele diz: “Vem!”

Venha como está, mas com fé. Pedro quase afundou no mar da Galileia, quando estava já andando sobre as águas, porque duvidou, mesmo depois de haver crido e caminhado sobre as ondas. Não é esse o tipo de fé que Deus procura, mas você pode encontrá-la dentro em seu coração, se permitir que o Senhor mesmo a semeie em sua alma – e mais tarde Ele virá para colher os Seus frutos.

Vc vai econtrar o Grande amor de Deus, ao qual nos dispomos a servir . Em Seu domínio, homens estarão onde não há vergonha, choro e nem dor. Apesar das controvérsias deste mundo, assim será, e não falhará.

Vc pode crer assim?

Ele lhe diz: – “Vem!”

Não despreze o convite. É feito do Senhor Soberano que criou todo o Universo e Se inclina para você, para lhe dizer: – “Vem comigo!”

Não duvide, creia!

Não vacile, venha!

Não espere, venha agora!

Não procure desculpas, Ele é o Rei do Universo, que deu a Sua vida em troca da sua em uma cruz.

Ele tem um grande amor por sua alma.

Seja feliz, com Jesus!


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