II CRÔNICAS – X – DÁ TEU CORAÇÃO A DEUS

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octubre 11, 2019 by Bortolato

II Crônicas capítulos 11 e 12

Já pensou nisto alguma vez? Isto será o remédio mais eficaz de toda a sua vida. Mas se quer que seus efeitos sejam plenos, faça-o integralmente, por inteiro, sem reserva de domínio. Uma entrega parcial trará resultados também parciais, e no final sabemos que todos desejam obter de Deus bênçãos completas.

O que podemos oferecer a Deus? Na verdade, tudo pertence a Ele por direito, pois que Ele é o Criador Supremo. Fez a Terra, o mar, as montanhas, os rios, as florestas, os peixes, as aves, os animais, e também os homens. Você e eu, eles, elas, grandes e pequenos, brancos, negros, amarelos, crianças, jovens, adultos e velhos. A Ele devemos toda a nossa constituição física, o que somos, o que pudermos ser, e o que seremos, inclusive até o nosso fôlego de vida.

Em Números 6:9-20 lemos que em Israel poderiam surgir algumas pessoas especialmente consagradas a Deus, mesmo não sendo da linhagem sacerdotal dos filhos de Aarão. Eram estes os chamados nazireus. Tais pessoas faziam promessas especiais para se dedicarem ao serviço de Deus Yaweh, os quais eram dotados de uma aparência sui generis, pois que não cortavam seus cabelos e nem faziam suas barbas, enquanto durasse o seu tempo de nazireado. Além disso, não deveriam beber nada, absolutamente nada procedente das vides, e nem mesmo comer uma baga sequer de uva. Só estes detalhes já os faziam pessoas bem diferentes do restante de seu povo, mas o que mais valia era a dedicação a Deus a que se propunham, e faziam questão de exercê–la .

Quando os nazireus terminavam o seu tempo de nazireado, ele deveria ir até a porta da Casa do Senhor, raspar toda a sua cabeça e entregar a Deus três animais sem defeito: (1).um carneirinho como holocausto, (2).uma ovelhinha como sacrifício para tirar pecados, e (3).um carneiro como sacrifício de paz.

Então, que vantagem obteriam tais pessoas tão especiais? Inúmeras. Basta vermos o que sucedeu com alguns dos nazireus: Sansão, cuja força lhe foi acrescentada de forma sobrenatural, de modo que ninguém o podia vencer, enquanto ele cumpriu o voto.

Samuel, por sua vez, foi criado pelo sumo sacerdote Eli, e começou a receber a Palavra vinda de Deus para o seu povo desde criança; através de seu ministério ele pôde restaurar a vida espiritual e dar vitórias estonteantes a Israel em suas batalhas.

João Batista foi outro dedicado ao Senhor desde o ventre materno. Teve um ministério muito abençoado, conseguindo levar muitos a se arrependerem e se converterem ao Senhor, preparando o povo para a chegada do Messias.

Jesus, o Messias, também foi um nazireu, e não há nEle um só pecado, dolo, fraude, simulação ou dissimulação que se possa atribuir-Lhe. Perfeito em todos os seus performances, e reto em todos os seus caminhos. Inigualavelmente poderoso em palavras e em obras. A Ele e somente a Ele, o Pai Celeste disse: “Tu és meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mc.1:9-11)

Não há como alguém poder sequer comparar-se com a vida de tais nazireus. Tudo neles era muito diferente, em muitos sentidos, mas podemos depreender de suas vidas que Deus é também diferente de nós, homens, em muitos aspectos – e a essa diferença podemos chamar de santidade – mas podemos nos aproximar bastante de Sua perfeição se nos propusermos a buscá-la com muita humildade. Jamais seremos iguais a Ele, mas poderemos nos aproximar e ser semelhantes a Ele. Sério. Nunca chegaremos a ser exatamente como Ele é por motivos óbvios, mas sim, podemos ser por Ele tocados, trabalhados, burilados e transformados em… imagens ambulantes de Deus.

Isto é um processo. Um processo que alguns não gostam de ter de submeter-se. Não gostam porque acham que o preço a ser pago é muito alto para eles. Olham para o custo do presente, não avaliando se o prêmio do futuro vale ou não a pena. E vale, creiam.

Olhamos para a vida do famoso rei Davi. Ele não era um nazireu, mas procurou muito aproximar-se do Senhor Yaweh, e como lhe estava sendo preparado o trono de Israel, teve de passar por caminhos muito espinhosos. Teve de aprender a sofrer pacientemente para poder alcançar a graça de Deus, que lhe concedeu a graça de poder ser um rei debaixo da bênção, da unção e direção do Céu para fazer de Israel uma nação vencedora sobre todos os seus inimigos.

Como seu sucessor, veio Salomão, que obteve a bênção de dirigir o povo de Deus com muita sabedoria, mas que infelizmente falhou no tocante a aceitar muitas mulheres, e mulheres estrangeiras que lhe atormentaram tanto, até que ele cedeu para a idolatria. Assim, Salomão teve um reinado muito rico, até pomposo, famoso, mas maculado por uma falha infeliz, que deixou como herança para os seus descendentes, e abriu no meio do povo de Deus uma brecha espúria e insistente por anos a fio.

Em II Crônicas capítulos 11 e 12 lemos sobre alguns fatos históricos que ocorreram durante o reinado do filho de Salomão que o sucedeu ao trono.

Roboão era o seu nome, filho de uma mulher amonita denominada de Naama, portanto, de origem de uma nação idólatra.

Logo nos primeiros dias de seu reinado, ao tentar impor uma política opressora sobre o povo de Israel, Roboão lançou seu encarregado dos trabalhadores forçados em uma situação de iminente rebelião, o que culminou com a morte por apedrejamento do seu fiel servidor – e quase que a própria vida do filho de Salomão também não é abruptamente rompida juntamente com Adonirão, ali em Siquém, naquele ano 931 A.C.

Roboão então quis reaver o governo e o domínio de dez tribos israelitas que perdera bem naquele início de seu reinado, mas foi proibido de fazer guerra contra as tribos do Norte de Israel, através de uma profecia de Semaías. Naquele primeiro momento, com as tropas já reunidas para rumar contra Jeroboão, Roboão cedeu à voz de Deus, mas depois ficamos sabendo que houve uma longa guerra entre as tribos do Sul, Judá, e as dez tribos do Norte de Israel, de modo que teria havido uma tentativa de relativizar a Palavra profética que provinha de Deus.

Roboão então tratou de construir muralhas e fortalezas em várias das cidades de Judá e Benjamin, e também colocou escudos e lanças em todas elas, de modo que ficou bem fortalecido nos termos bélicos de sua época.

Durante seus primeiros três anos de reinado, Roboão veio a portar-se como um digno adorador de Yaweh, e foi também nesse período que os levitas iniciaram um período de êxodo: abandonaram suas terras de pastagens e outras posses e migraram para toda Judá e para Jerusalém, porque Jeroboão oficializou cultos idólatras no território Norte, e expulsou os sacerdotes de seu reinado.

Com isto, o reino de Judá aumentou consideravelmente sua população, enquanto que o de Jeroboão perdia muitos dos valorosos servos do Senhor Yaweh.

Roboão teve ao todo dezoito esposas e sessenta concubinas, que lhe deram vinte e oito filhos e sessenta filhas. A grande maioria desses filhos foram designados para liderarem as cidades que ele fortificou em Judá.

Após aqueles primeiros três anos de adaptação e que o reinado de Roboão se viu firmado, aí então vimos que o coração de Roboão se deixou corromper, e ele, e todo seu povo consigo, abandonaram a Lei do Senhor Yaweh. Isto foi muito lamentável.

Diante desses momentos em que a idolatria começou a permear sobre Judá, imagine-se como ficou o coração do Senhor Yaeweh, que lhes dera a terra, muitas riquezas adquiridas desde a época de Salomão, e muita abastança, tanto do agronegócio como do comércio.

Eis aí um problema. Se alguém deseja ser fiel a Deus, é preciso que o seja sempre. É como em um casamento, que deveria durar para sempre, até o fim. Não é sensato envolver-se em uma união dessas para haver infidelidade. Logo, casais que outrora faziam juras de amor e dão lugar a conflitos internos, atraindo brigas constantes entre ambos, de modo que eles têm duas saídas para resolver a questão: ou arrependimento e reconciliação, ou a separação.

Assim é com o Senhor Deus. Não há lugar para outro deus em corações onde o verdadeiro Deus habita. E como desfazer os laços malditos que amarraram e puxaram o povo de Judá para a idolatria?

Pois é… quando alguém trai ao Senhor, e toma caminhos que se desviam dEle, abre um distanciamento que é muito perigoso e totalmente prejudicial. Não há como dizer que tudo vai ficar normal, sem que haja um tratamento de choque.

Ao afastarem-se do Senhor, os judeus praticaram crimes e ficaram à mercê de sua própria sorte. Aquela sebe invisível, formada de anjos que os cercava e os guardava zelosamente, devido às atitudes grosseiras do povo e de seu rei, fora retirada. Então…

Então os judeus puderam ver que algo acontecera ao nível espiritual, que se manifestou de maneira lastimável: Sisaque, o rei do Egito, no quinto ano do reinado de Roboão, veio com suas tropas, juntamente com um exército enorme de líbios, suquitas e etíopes, que acompanhavam um aluvião egípcio de mil e duzentos carros de guerra, e sessenta mil cavaleiros, e invadiram Judá fazendo renderem-se, cidade após cidade nas quais colocou guarnições e por fi, sitiaram Jerusalém.

Roboão então recorreu ao Senhor, a quem havia abandonado, e percebeu que não obteve reposta. O profeta Semaías o advertiu que aquela situação tão desconfortável era a consequência inevitável do distanciamento dos caminhos do Deus de Israel.

Então, o que fazer, quando tais coisas surgem à frente, como se uma sequência de infortúnios estivessem achegando-se, atados um ao outro, sem que haja sequer uma luz no fim do túnel? Tudo parecia estar perdido, e Roboão, juntamente com os seus súditos reconheceram que pecaram contra o maior benfeitor do Universo, deixando escapar de suas mãos a privilegiada situação de filhos Seus, protegidos pela Sua mão.

Eles então se humilharam, confessaram seu grave erro, dizendo que justo é o Senhor até por esse tipo de julgamento que estavam recebendo.

O Senhor então enviou o Seu profeta, e pronunciou-Se dizendo que não os exterminariam totalmente, mas que eles teriam de passar pela servidão aos egípcios, para aprenderem a lição de que a servidão ao Deus Yaweh é muito mais suave (compare com Mateus 11:28).

Roboão, então, vendo que não teria forças para resistir a Sisaque, tentou entregar Jerusalém ao egípcio mediante um termo de acordo – acordo que foi quebrado, porque o Templo do Senhor foi saqueado, e levados todos os tesouros que haviam sido consagrados a Deus, além dos tesouros de Roboão e ainda mais os escudos de ouro que Salomão havia feito, juntamente com as aljavas de ouro dos sofonianos que Davi havia oferecido a Deus.

Heródoto refere-se a essa guerra, dizendo que Sisaque mandou elevar colunas nos lugares que se haviam entregue a ele sem resistência, nas quais gravara símbolos do sexo das mulheres, como sinal de sua reprovação pela falta de virilidade e covardia demonstrados pelos povos vencidos (Flávio Josefo, História dos Hebreus, livro 8º, capítulo 4º).

Depois disso, Roboão tratou de colocar escudos de bronze no lugar daqueles de ouro, os quais Sisaque levara para o Egito, a fim de poder fazer a escolta do rei quando este se deslocava para a Casa do Senhor.

Fica evidente que a queda espiritual acabou sendo materializada na rendição e submissão ao povo do Egito, assim como os escudos de ouro foram substituídos pelos de bronze, mostrando a todos que houve um despojamento das riquezas do seu país, tanto materiais como espirituais.

Uma queda espiritual, pois, faz ecoar o seu som por meio de uma queda material. Assim são as coisas, e não adianta querer-se negá-lo.

O cronista escreve que “Roboão fez o que era errado, pois não procurou com todo o coração conhecer a vontade do Senhor Yaweh” (II Crônicas 12:14)

Esta foi a história de um rei que poderia ter sido muito mais brilhante, abençoada, feliz, sem nenhuma desdita, mas não foi bem assim o que aconteceu. Pela misericórdia do Senhor, não houve um massacre naquele ano de 926 A.C. em Jerusalém.

Enfim, o caminho para Deus ainda permaneceu aberto, até para aqueles que havia apostatado, a quem Ele não lhes negou aceitá-los de volta à Sua comunhão.

Assim são os homens, porque cedem à tentação de quebrarem as Alianças com Deus.

De outro lado, Deus lhes enviou o Seu próprio Filho, depois de cerca de novecentos anos, o Qual veio na limitada condição humana, para servi-Lo como um nazireu, e Ele levou o Seu nazireado até o fim.

Como vimos acima, Jesus deveria apresentar o sacrifício de três animais antes de poder ter findado o Seu abençoadíssimo ministério de nazireu: um carneirinho para ser queimado em oferta de holocausto; uma ovelhinha para tirar os pecados, e um carneiro como sacrifício de paz, mas Ele não os trouxe ao altar para a execução do sacrifício. Por que não? Se esta era a exigência da Lei de Deus, por que não? Então se conclui que Jesus quebrou esses itens da Lei? A resposta é: – Porque Ele apresentou-Se a Si mesmo, em um sacrifício muito superior ao daqueles animais. Seu sacrifício tão perfeito foi, que supriu com muita vantagem excedente ao daqueles ovinos.

Jesus deixou-Se levar ao monte Calvário para ter Sua vida completamente consumida, como o eram os animais oferecidos por holocausto, no caso, como o do carneirinho.

Ele ofereceu-Se a Si mesmo como oferta pelos pecados, mas qual, ou o quê? Ele não havia cometido pecado algum! Interessante notar que Ele voluntariamente desceu às águas do batismo de João, que foi instituído para os que se arrependessem de pecados – mas Ele não tinha pecado de forma alguma! Claro fica este mistério quando o desvendamos à luz de Isaías 53:4-8, que diz:

No entanto era o nosso sofrimento que Ele estava carregando, era a nossa dor que Ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus O estava castigando, que Deus O estava maltratando e ferindo.

Porém Ele estava sofrendo por causa dos NOSSOS pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que Ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que Ele recebeu.

Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho, mas o Deus Eterno castigou o Seu servo, fez que ele sofresse o castigo que nós merecíamos.

Ele foi maltratado, mas aguentou tudo humildemente e não disse uma só palavra. Ficou calado como um cordeiro que vai ser morto, como uma ovelha quando cortam a sua lã.

Foi preso, condenado e levado para ser morto e ninguém se importou com o que ia acontecer com Ele.

Ele foi expulso do mundo dos vivos, foi morto por causa dos pecados do nosso povo…”

(Versão da Bíblia na Linguagem de Hoje)

Assim, Ele cumpriu toda a Lei, sofrendo a morte de cruz.

O sacrifício do Senhor Jesus o Cristo valeu também como uma oferta pacifica, porque promoveu a paz com Deus, injetando-a nos corações daqueles que nEle crerem, daqueles que, arrependidos, voltam-se para Ele.

A maravilha das maravilhas é algo até um tanto incompreensível, quando tomamos ciência de que Deus abriu mão de Seu Filho Unigênito para que Este se entregasse a Si mesmo como oferta… em nosso lugar, no lugar de pecadores!

Jovens, adultos e crianças! Atenção para este detalhe tão importante! O sacrifício de Jesus foi tão eficaz, que ao nos substituir naquela cruz, Ele deixou aberto o caminho que Ele mesmo tinha antes da Sua encarnação: o caminho para a glória do Trono de Deus, de vida eterna sem mais choro, dor, ou enfermidade, mas cheio da alegria de termos sido feitos como filhos do Único Deus verdadeiro.

Jesus morreu como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, para livrar-nos de um futuro muito desastroso e sombrio na eternidade. Deixou um caminho aberto para o assumirmos, e as múltiplas bênçãos que neste estão embutidas nem chegam ao nosso nível de compreensão.

Em vez de tristeza sem fim, temos à disposição a alegria e seremos felizes eternamente.

Em vez de fraqueza e sentimento de impotência, somos revestidos do incalculável poder de Deus.

Em vez de sentença condenatória, uma bendita palavra de absolvição.

Em vez do peso dos pecados, teremos perdão e um alívio sem precedentes na alma.

Em vez de punição da Lei, recebemos a Graça de Deus.

Em vez de agonia, vem-nos o êxtase.

Em vez do inferno, a glória do Céu.

Eis aí o que nos diz a mensagem da Cruz. Há muitas coisas ainda ocultas em mistério que não chegou o tempo de serem reveladas. É muito além do que poderíamos pensar ou mesmo desejar.

Para tanto, precisamos embarcar na Sua Arca da Salvação.

Está pronto para nela entrar?

Então venha, pois Jesus lhe espera.


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