II CRÔNICAS – XIII – VOLTA-TE PARA O ÚNICO DEUS

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noviembre 16, 2019 by Bortolato

II CRÔNICAS – XIII – VOLTA-TE PARA O ÚNICO DEUS

II Crônicas capítulo 28

A mente humana é muito volátil, e a sua imaginação é fértil. É assim que pesquisadores usam este atributo para procurar encontrar soluções úteis, desfazer enigmas, dogmas e mitos, com vistas a encontrar algo novo e diferente do comumente aceito ou convencionado como bom até então.

Isto é muito comum quando se trata de buscar-se remédios para a cura de doenças incuráveis. Quando o antigo não funciona nos casos críticos, é instintivo sair-se à cata do novo, inédito e inaudito, onde talvez se esconda um mistério prestes a ser descoberto.

Temos, porém, que ter um cuidado muito grande quando se trata de temas inegociáveis e indiscutíveis, pois estes, se postos em dúvida ou cheque-mate, podem por a perder até mesmo as vidas das pessoas.

Seria como procurar-se destruir as bases de colunas que sustentam grandes edifícios. Destruí-las seriam o mesmo que fazer tudo desabar e ruir até o chão. É o que alguns querem, afinal, mas por que motivos? Qual a motivação que poderia justificar tal atitude? Destruir por destruir? Querer ver o circo pegar fogo para fazer o espetáculo ficar mais envolvente e emocionante? Mas e o que vem depois? Como será o dia seguinte? Quantos circos terão de ser queimados até satisfazer o sadismo de uma pessoa? Quando o último circo vier a ser destruído, para onde se voltará o desejo macabro dos incendiários?

Querem ver o mundo inteiro pegar fogo? Isto seria muito difícil de acontecer, se movido pelas mãos de homens, mas há uma profecia escrita pelo apóstolo S. Pedro, que diz, sim que um dia isto irá acontecer, porém não será pela mão e a vontade dos homens:

Mas os céus e a terra que agora existem, pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios”

Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite: no qual os céus passarão com grande estrondo e os elementos, ardendo, se desfarão. “ (II Pedro 3:7, 10)

O que evidentemente é imprescindível, pois então, é fazer o uso do bom senso, neste caso.

Há pessoas que arrogantemente erguem seus narizes para o céu, e dizem que “ignoram Deus”, ou que “não precisam de Deus”, ou que “não creem em Deus”, ou ainda, “detestam Deus”. Outras preferem dizer: “eu tenho um outro deus”. Estas todas estão dando marretadas nos pilares da vida que, se com muita insistência, acabarão por ver ruir abaixo tudo o que poderiam receber de bem nesta vida e na vindoura.

Há coisas que podem e devem ser mudadas, mas há outras que jamais deveriam ser alvo de cogitações dessa espécie. Diz a Lei do Senhor em Deuteronômio 19:14:

Não mudes o marco do teu próximo, que colocaram os antigos na tua herança, que possuíres na terra que te dá o Senhor teu Deus para a possuíres”.

No caso, está se ordenando na Lei que não se deve buscar mudar o lugar do limite de uma possessão, um propriedade de terceiros, buscando alcançar vantagem. Isto seria um crime de apropriação indébita, passível de punições previstas pelo próprio Deus de Israel. Quem ousasse agir assim seria severamente punido, com grande prejuízo para si mesmo e para os seus descendentes.

Quanto mais ainda severo será o castigo contra quem ousar desafiar a Deus, erguendo o seu nariz e proferindo palavras ofensivas, ou assumindo atos que implicitamente ofendem ao Altíssimo. Seria como cuspir para cima – a lei da gravidade lhe faria sentir no rosto a imediata resposta à sua insensatez, sem prejuízo às respostas dadas pelo Céu a curto, médio e longo prazo contra o ofensor.

É lamentável que existam pessoas que, muito embora tenham recebido uma educação que lhe deixara um legado de respeito, amor e adoração ao único Deus digno de receber o título divino, terminem por negarem-se a abraçar este bom legado que por sorte grande lhe chegara gentil e gratuitamente às suas mãos. Aliás, isto é mais do que lamentável, é terrível! Não é só para se lamentar, porque uma horrorosa recompensa alcançará o infeliz incauto que o ousar assim.

A Bíblia está repleta de exemplos neste sentido, desde a história de Caim e Abel. Quer ver apenas um desses casos?

Vamos para o Segundo Livro de Crônicas, e ler no capítulo 28 a história do rei Acaz.

Quem foi Acaz? Um jovem, filho de um piedoso rei de Judá, chamado Jotão.

Recebera de seu pai o exemplo de como um homem deve ser fiel adorador do único Deus que salvou e salva o Seu povo com mão forte como ninguém, como nenhum outro deus o poderia salvar.

Acaz também chegou a ter conhecimento de que o Senhor Yaweh, o Salvador de seu povo, deixou uma Lei, e contundentes testemunhos de Seus atos de poder, tal como a Arca da Aliança que Moisés construíra, e onde foram colocadas as duas Tábuas que continham os Dez Mandamentos. Seu ancestral Salomão também levantara dois pilares que marcaram o lugar por onde o seu povo, no passado, chegou a atravessar o Mar Vermelho a pé enxuto, um em cada lado da margem daquele mar. Hoje uma delas ainda está ali, em pé, junto à praia de Nuweiba, do lado ocidental do mar, dando testemunho do fato milagroso ocorrido por cerca de 1490 A.C.

Acaz também não ficou ignorante sobre o fato de que alguns reis de Judá e Israel anteriores a seu pai, que se deram à idolatria e não deixaram de receber a paga por esta infidelidade ao Deus que tantas glórias concedeu à Sua nação, salvando-a milagrosamente por inúmeras vezes, em guerras e conflitos com outros povos. Ele por certo que teve tempo para receber tais informações da parte dos sacerdotes e levitas, que sempre estiveram ali em Jerusalém, trabalhando para exercerem o ministério que Yaweh lhes havia concedido.

Acontece que corruptores estão sempre à nossa volta, em toda parte poderemos nos deparar com alguns desses, que, tal e qual a serpente no Jardim do Éden, lançam dúvidas e insinuações sobre aquilo que Deus disse, e tentam distorcer a verdade, apontando para um outro caminho, o caminho da idolatria, infiel ao Senhor dos santos profetas desde os tempos antigos.

Esses procuram atrair pessoas, e depois lançar mão e arrastar suas vítimas para o engodo, cujo caminho só leva à destruição.

Acaz recebera a influência de ambas as partes: as do Senhor, e as dos corruptores. Eis aí o ponto nevrálgico onde muitos escorregam e patinam, desviando-se do caminho verdadeiro, derrapando nas curvas e descendo ao abismo.

A palavra-chave para sairmos bem desde este ponto crítico é: discernimento! Muito discernimento! Que se observem os resultados, os frutos das decisões tomadas a partir desse ponto. Vamos ver, então o caso de Acaz.

Ele recebeu a coroa sobre sua cabeça, após a morte de seu pai Jotão, em cerca de 732 A.C., e reinou até c. 715 A.C., isto é, por dezesseis anos, em Judá.

Como foi o seu reinado? Antes de falarmos de seus sucessos ou insucessos, vamos às origens de seus problemas.

Desprezando a Torah, a Lei do Senhor, e também o bom exemplo que seu pai lhe deixara, Acaz entregou-se à idolatria de maneira radical, tal e qual fizeram os reis de Israel Norte. Neste quesito, ele foi o segundo pior rei de Judá, apenas tendo sido superado mais tarde pelo rei Manassés.

Que mais fez ele? Queimou incenso a deuses no vale do filho de Hinom, nos altos e nos outeiros, como também debaixo de toda árvore verde que encontrava em seu reino.

Ofereceu sacrifícios a deuses estranhos, e por incrível que pareça, chegou mesmo a queimar seus filho no fogo em honra a Baal, o deus dos sidonios.

Ora, a proteção e a força do povo de Israel, bem como o de Judá, estava na obediência ao mando do Senhor Yaweh dos Exércitos. Quando alguém abandona ao Deus verdadeiro, Ele deixa essa pessoa à mercê dos deuses a quem ela vem a servir – o que no final das contas não é nada bom. Outros povos que também tinham lá os seus deuses, disputavam o poder e as terras de seus vizinhos, e com isto ele, Acaz, foi surpreendido com a invasão de uma coalisão de Israel Norte com a Síria.

Esse exército avassalador foi invadindo as terras de Judá, e as cidades-fortalezas foram caindo umas após outras, nas mãos de Peca, rei de Israel, e de Rezim, rei da Síria. Chegaram a levar para Samaria cerca de duzentos mil prisioneiros feitos nessa guerra, e os levaram para Samaria, com grande despojo.

Dentre aqueles duzentos mil judeus, alguns teriam sido feitos escravos, e outros teriam sido mortos, não fosse ter o profeta Obede ter advertido que a culpa de Israel Norte se tinha elevado até os céus – culpa esta que estava se incrementando mais ainda com aquele sequestro de cidadãos de Judá para a escravidão. Cinco homens de Efraim se opuseram àquele ato nefasto, e então os israelitas resolveram vestir os que estavam nus, calçaram aos descalçados, deram-lhes de comer e beber, ungiram-nos e a todos os que estavam fracos puseram sobre jumentos e os deixaram em Jericó, cidade próxima de Jerusalém.

Enquanto isso Acaz, que ficara em Jerusalém, conseguira escapar do cerco que a coalizão lhe havia imposto, e astutamente foi fazer uma aliança com reis da Assíria, enviando-lhes as riquezas que havia na Casa do Senhor, pedindo-lhes que atacassem a Peca e a Rezim, proposta que os assírios acataram e assim o fizeram. Rezim foi morto pelos sirios, e Peca foi assassinado por Oseias, israelita que passou a tomar o seu lugar junto ao trono (II Reis 15:30) em 732 A.C.

Acaz buscou aliança com Tiglate-Pileser, da Assíria, e encontrou-se com este em Damasco, que já na ocasião estava sob domínio assírio, mas apesar de seu esforço, sua tentativa foi frustrada.

Interessante notar que, embora Rezim tivesse sido vencido pelos assírios, e já não mais era rei da Síria, Acaz, ao passar por Damasco, viu ali um altar idólatra que achou bonito e quis levar a sua planta para Jerusalém, onde erigiu um semelhante, seguindo o modelo sírio. Ele nem sequer pesou na balança que os deuses sírios não serviram para nada, pela invasão da Assíria…

Depois disso, filisteus também deram sobre as campinas e o sul de Judá, tomaram seis cidades importantes da região, bem como suas jurisdições, e habitaram ali. Além disso, também os idumeus lograram invadir Judá, feriram-no e levaram consigo presos em cativeiro, de forma que a aliança com a Assíria não ajudou a Acaz.

Durante os dias do cerco a Jerusalém na crise provocada por Peca e Rezim, Isaías foi encontrar-se com Acaz, e profetizou o insucesso daqueles dois reis de apoderarem-se da cidade real, bem como a queda de ambos, pela mão do Senhor. Isaías ainda disse a Acaz que pedisse um sinal nas profundezas ou nas alturas para que este pudesse passar a crer no Deus Yaweh, a quem o rei havia abandonado. Acaz, desdenhosamente não quis sequer receber um sinal milagroso das mãos de Deus; mas mesmo assim, foi-lhe dada a preciosa promessa da virgem que conceberia um dia e que daria à luz um filho, o Emanuel, o Deus conosco. (Isaías 7:14).

Em vez de atender ao apelo e à oportunidade de reabilitação que o Senhor gentilmente lhe estava oferecendo, Acaz foi se aprofundando mais ainda na sua rebelião contra o caminho da Torah, pois ajuntou os vasos da Casa do Senhor e os despedaçou; fechou as portas do Templo de Yaweh, e fez altares idólatras em todos os cantos da cidade real, bem como em muitos lugares altos em Judá. Isso tudo só veio a deflagrar a idolatria pelo reino todo, o que muito irritou ao Senhor, e assim foi o reinado desse jovem rei, que teve poucos anos de vida…

Assim, vemos que Deus poupou por algum tempo a vida de Acaz, a fim de provar que um rei idólatra e rebelde não tem o sucesso tão almejado por este. A paciência do Senhor o aturou por dezesseis anos, até que Acaz veio a falecer aos seus trinta e seis anos de idade, jovem, cheio de forças, de esperanças, mas que seguiu um caminho totalmente equivocado.

Enquanto ele vivia, o povo fiel a Deus suspirava e orava ao Senhor, suplicando por um basta para tanta desordem e desconformidade com a Lei de Moisés. Sacerdotes, levitas, e todo um povo fiel sofreram naqueles dias, suspirando por dias melhores – e então chegou o fim da vida de Acaz, que morreu e foi sucedido por Ezequias, seu filho, e filho de Abia, filha de Zacarias, servos do Altíssimo.

Tantas foram as oportunidades oferecidas a Acaz, e ele não as aproveitou. Rejeitou até mesmo o desafio que o Senhor lhe fez, de lhe mostrar nos céus ou nas profundezas da Terra um sinal que comprovaria que era a mão de Deus que estava livrando Jerusalém das mãos de seus inimigos.

Rejeitada a oferta de sinais milagrosos das mãos de Yaweh, o Senhor ainda foi maravilhosamente misericordioso: em vez de deixá-lo ser destruído pelos israelitas do norte e pelos sírios, Deus lhe prometeu enviar o Seu próprio Filho, que haveria de nascer de uma virgem, em Judá.

Quantas pessoas seguem os seus próprios caminhos nas jornadas de suas vidas, e não atentam para o fato de que Deus as tem livrado de perigos, enquanto espera que estas venham a reconhecê-Lo como o seu Salvador e Senhor.

A todos Ele oferece, apesar de tudo, o que tem de melhor: o Seu próprio Filho, Jesus, para fazer parte de suas vidas, dissipar névoas de incertezas, dúvidas, sofrimentos, dores, e tristezas…

Esta foi a maior oferta que alguém poderia nos dar em toda a nossa existência: o Filho de Deus, o Rei dos Reis, para tomar os nossos pecados, curar-nos por dentro da alma e por fora, interior e exteriormente, alegrando-nos com uma alegria insuperável, que sobrepuja a todas as infelicidades que possamos estar vivendo, e ainda nos dar a insuperável promessa de podermos continuar a viver com Ele por toda a eternidade…

Haveria proposta mais vantajosa e feliz do que esta? Não a deixemos escapar! Ele passa, deixa-nos o Seu toque de amor, e espera que abandonemos nosso passado de erros, desacertos e pecados, para segui-Lo, ao Rei de toda a Terra, desfrutar de Sua comunhão amorosa, e de uma vida plena, cheia de alegrias e de santos propósitos.

Vale a pena! Venha! Ele lhe está chamando! É agora! Aproveite, e tenha uma vida eterna com Jesus! Em breve nos encontraremos junto a Ele.


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