II REIS – XIX – DEUS CONCEDE OPORTUNIDADES, APROVEITE

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julio 14, 2018 by Bortolato

II REIS – XIX – DEUS CONCEDE OPORTUNIDADES, APROVEITE

Você está preocupado com o futuro? Então prepare-se. As oportunidades virão, pode crer, mas não as deixe escapar. Algumas delas não mais se repetirão. Outras poderão repetir-se, e outras ainda lhe aparecerão constantemente, mas as mais importantes… Como isto será? Só o tempo dirá.

Desde quando nascemos as chances da vida já começam.

Desde o princípio, do primeiro choro, o primeiro respirar, estamos começando a enfrentar a vida. Aliás, no nosso parto mesmo somos pressionados para fora do conforto do ventre materno, mas isto é porque não poderíamos ficar mais tempo lá dentro. Chegada a hora da oportunidade, temos que vir à luz. Este é o destino dos que recebem o dom da vida.

A vida é uma preciosidade, mas o que será dali em diante? Tudo depende. Depende de circunstâncias e da maneira como iremos interagir com estas.

E Deus dá chances a todos, de diferentes maneiras, mas todos as recebem. Como serão as suas? É fundamental ficar atento para o Doador dessas oportunidades. É preciso interagir à altura das expectativas divinas.

Vamos dar exemplos, para melhor esmiuçarmos este assunto.

Durante vários anos o Senhor Yaweh esteve esperando que Seu povo produzisse bons frutos na terra que lhes concedeu nela habitarem.

Se nos ativermos a apenas sessenta anos da história de Israel do Reino Norte, e os circunscrevermos dentro dos anos dos reinados de Jeroboão II e de Peca (de 793 a 732 A.C.), observaremos maneiras constantes com que se praticaram erros e inevitavelmente se colheram as consequências. Nós aprendemos muito quando atentamos para tais coisas, se conseguirmos bem diagnosticar as causas e os efeitos.

Vamos analisar o capítulo 15 do IIº Livro dos Reis.

Jeroboão II reinou de 793 a 753 A.C. Podemos dizer que este recebeu uma grande oportunidade em sua vida. Herdou o trono de seu pai Jeorão, o qual vinha fazendo uma séria campanha para retomar terras que Hazael, rei da Síria, havia tomado através da guerra.

Tendo recebido um profecia da boca do profeta Jonas, na qual se predizia que ele seria ajudado pelo Senhor Yaweh nessa campanha, ele logrou haver alcançado um presente de Deus.

Foi feliz. Recuperou terras. A nação toda estava muito oprimida pela truculência síria, mas ele teve em suas mãos a bênção de conseguir sacudir o jugo, e assim reinou por quarenta anos.

A propósito, Israel Norte foi uma nação que recebeu do Senhor Yaweh visitações maravilhosas através de Seus profetas. Elias, Eliseu, Micaías, e um constantemente renovado elenco de verdadeiros servos de Deus se espalharam pelas terras de Israel. Na época do reinado de Acabe e Jezabel, quando os porta-vozes divinos estavam sendo mortos e perseguidos, o funcionário do reino chamado Obadias escondeu cem deles em duas cavernas e os sustentou com pão e água (I Reis 18:13), e o Senhor mesmo declarou a Elias que havia sete mil servos Seus que não dobraram seus joelhos a Baal, e nem beijaram o tal ídolo, pois a idolatria é algo que aborrece e irrita muito o coração de Deus.

Oportunidades não faltaram para que Israel fosse advertido de perigos, orientado corretamente, e estimulado a seguir os caminhos do Senhor, mas todos os seus reis, desde Jeroboão I até Oseias, o último do reino Norte, todos eles se deram para adorar os bezerros de ouro que foram colocados em Betel e em Dã. Pois perderam preciosas oportunidades.

Israel era a nação que o Senhor do Céu dos céus escolhera para ser uma bênção maravilhosa em Suas mãos, mas aquilo que Yaweh esperava dele, Jeroboão II não fez. Recebeu grandes livramentos, mas não aproveitou a oportunidade para demonstrar gratidão e fidelidade a Quem tanto o beneficiou.

Foi como um filho pródigo, que recebeu uma grande fortuna das mãos de seu pai, e que desgraçadamente nem sequer agradeceu, e foi-se a gastá-la e esbanjar toda a fortuna. Pois isso não fica nada bem.

Jeroboão II não deixou jamais de adorar aos bezerros de ouro que seu xará havia anteriormente instituído em Betel e em Dã, desde 931 A.C.

Perdeu uma excelente chance de deixar um grande legado para seu povo, e quando morreu, Zacarias, seu filho, reinou em seu lugar.

Era então chegado o ano 753 A.C. Zacarias, filho de Jeroboão II continuou na prática idólatra de seu pai. Não aprendeu que aquilo desagradara a Deus. Pouco então ficamos sabendo acerca de seu reinado tão breve, o qual durou apenas seis meses. E foi só!

Houve uma conspiração. Um certo Salum levantou-se e ousou ferir a Zacarias diante de todo o povo, tomando ostensivamente o poder através de seu ato traiçoeiro. Assim foi. Zacarias não teve muitas oportunidades, aliás as teve bem menos do que seu antecessor. O seu tempo de reinado foi curto. Passou, e as chances de fazer tudo diferente passaram para as mãos de outros.

Salum, por sua vez, começou seu reino em 752 A.C., abrindo-se-lhe uma porta de imensas chances de mostrar o seu melhor para o Senhor Yaweh, mas… por bem pouco tempo menos ainda do que as dadas a Zacarias, a quem assassinou, subtraindo-lhe o trono e a vida – reinou por apenas UM MÊS!

Um mês apenas, e o conspirador teve de suportar uma contra-revolução, liderada por Menaém, filho de Tifsa.

Uma rebelião atrai outra, e a duras penas foi que Menaém conseguiu manter-se no poder. Este ainda recebeu a dádiva de poder reinar por dez anos em Israel. Isto quer dizer, dez anos de chance para reverter o quadro idólatra que estava espalhado por toda a terra de Israel, mas não o aproveitou da melhor forma. Continuou a cultuar os dois bezerros de ouro, a contragosto da vontade do Senhor.

Ah, se ele tivesse bem aproveitado aquela oportunidade que teve, mas a desprezou e a desperdiçou!

Ele poderia ter alcançado a graça de saber que o Salmo 73:27-28 dizia a verdade.

Nas palavras de Deus usando a Asafe:

Os que se afastam de Ti, eis que perecem; Tu destrois todos os que são infieis para Contigo. Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio”.

Menaém não foi fiel à aliança do Senhor que lhe estava proposta pelas palavras do próprio Deus na Sua Torah e nos Salmos.

Deixou passar a oportunidade que lhe fora dada. Ele poderia então, quando o rei Pul, da Assíria, veio-lhe contra a terra, rechaçar a investida em uma só batalha, mas… ele não estava ao lado do Senhor, portanto não pôde socorrer-se com Quem mais poder teria para ajudá-lo, e teve que pagar um mil talentos de prata, ou seja, 35.100 quilos, arrecadados de todos os nobres e ricos de Israel, para não sofrer uma lamentável e vergonhosa derrota.

Mesmo assim, Menaém ainda pôde reinar até 742 A.C., mas logo após ter-se visto frente a frente com Pul, rei da Assíria, morreu.

Foi quando deixou o trono para seu filho Pecaías – e os bezerros de ouro ainda permaneciam de pé, em Betel e em Dã, desafiando a paciência de Deus – e Pecaías tomou o cetro do reino e fez o mesmo que seu pai: aos bezerros de ouro, tudo!

A oportunidade do poder sobre Israel permaneceu em suas mãos somente por dois anos, e ele continuou a fazer o que seu pai fazia, desagradando em extremo ao Senhor.

Foi então que um chefe de campo de apenas mil soldados, cujo nome era Peca, filho de Remalias, em um banquete, matou-o à traição e apoderou-se do trono, com o auxílio de oficiais e cinquenta homens da terra de Gileade.

Peca recebeu, então, aquela mesma oportunidade que os seus anteriores deixaram passar, mas tampouco as aproveitou, muito embora as tivesse durante os vinte anos em que esteve de posse da coroa de Israel.

Durante esses vinte anos, ao final ele havia perdido toda a área de Gileade, como também toda a região que fica além-Jordão, mais a região de Quedes e Hazor, para Tiglate Pileser, rei da Assíria.

Então Oseias, filho de Elá, conspirou contra Peca e matou-o, tomando-lhe o reino pela força e pelo sangue derramado.

Como podemos ver, foram muitas e muitas as oportunidades que esses reis receberam nas suas mãos, e as desperdiçaram, fazendo com que o povo todo perdesse a chance de servir a Deus integralmente, e assim sendo impedido de receber as bênçãos prometidas a Israel desde a época de Moisés (Deuteronômio cap. 28 e Êxodo cap. 20).

Todos eles já morreram, e agora aguardam o seu julgamento na ocasião do Juízo Final, e não terão desculpas a apresentar diante do Trono de Deus.

À vista de todos esses fatos, que diremos?

  1. Identifique as chances que Deus lhe dá.

  2. Aproveite-as de conformidade com as suas forças, faça o melhor e Deus o recompensará.

Pois hoje é o dia da oportunidade, que Deus lhe dá. Ele lhe deu um corpo, que respira um ar, do qual você nunca, jamais chegou a pagar impostos sobre isto. Ele lhe deu uma vida, que lhe permite ir e vir, andar, correr, brincar, interagir com outros, comemorar, e alegrar-se, ou talvez em algum momento, entristecer-se, endurecer o coração contra tudo e contra todos.

Deus previu que Vc um dia viria a pecar, a afastar-se dEle, ignorá-Lo, ou até mesmo revoltar-se, mas há algo que é necessário que saiba: Ele não se esqueceu de Vc. – e a prova disto é que Vc. está vivo, e tem a chance de ainda procurar saber melhor Quem é Ele, e o que Ele fez por Vc.

O que Ele fez por Vc? Vamos fazer uma pequena digressão aqui.

Quando o pecado entrou na raça humana, herdamos essa maldição, que tem-se perpetuado de geração após geração. Tanto tempo atrás foi isto, que hoje até tomaram a decisão de procurar apagar esta desdita da memória de cada cidadão terrestre, mas fatos são fatos, e ninguém pode apagá-los da História. O primeiro homem pecou, e passou esta herança maldita para todos os seus descendentes.

Pois bem: o pecado, que passou de geração após geração, chegou até nós – chegou para mim e para Vc., desafiando e desagradando a Deus – e isto gera graves consequências: a vida que pecar, esta morrerá (Ezequiel 18:20), e não se forjarão manobras habilidosas para que a culpa seja esquecida com o passar do tempo, por caducidade, ou por anistia geral, ou por subterfúgios outros. Cada qual terá de arcar com aquilo que tiver feito através do seu corpo. Ponto.

Não tem mais conversa? Não se aplicará o “jeitinho brasileiro” ? Nenhum “quebra-galho”? Lamentável dizer que não. Cada pecado merece o seu tratamento próprio, e sofrerá a devida condenação.

Aí alguém dirá: mas eu já me arrependi de muitas coisas que fiz no passado e mesmo assim, a minha culpa prevalece?

Opa! Foi bom ter mencionado o arrependimento, mas este só terá surtido algum efeito, se for somado à fé – uma determinada fé. Crença total e inabalável, mas não em qualquer coisa, e nem em qualquer santo.

Se Vc. se reconhece como um pecador que entrou num beco sem saída, há uma esperança.

Falamos de Jesus! Jesus, o Filho de Deus, veio a este mundo para cumprir toda a Lei – e a Lei diz que a ira de Deus permanece sobre todo pecado e toda impiedade (Romanos 1:18). Pois Jesus veio a Seu tempo, compadecido das codições lamentáveis de todo pecador, como um bravo batalhador, para desfazer as obras do diabo, isto é, todas as obras do mal.

Não havia outra forma de pagar as nossas culpas, se não através da morte, e Ele veio para enfrentar a morte na Cruz, a fim de redimir-nos do peso das nossas culpas. Ele veio para os Seus, os Seus patrícios em especial, e os Seus não O receberam, mas a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.

Se Vc. já se arrependeu de seus erros, então já deu um importante passo para ser um bem-aventurado remido e salvo pela justiça de Cristo, que Se propôs a sofrer a morte em seu lugar, substituindo-o no pagar a pena.

Mas há um detalhe: Ele deu a vida por nós, um por um em particular, e uma vez por todos, e propôs um novo caminho para trilharmos: o Seu caminho. Na verdade, Ele disse ser “o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim.” (João 14:6)

Ele disse a um cego, a quem curou, “Eu sou a Luz do Mundo” (João 9:5 e 12:46); “Eu sou o bom Pastor, o bom Pastor dá a vida pelas ovelhas”(João 10:11). A uma multidão, disse: “Eu sou o Pão da Vida” (João 6:35); e para Marta, Ele disse: “Eu sou a ressurreição e a Vida. Quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá” (João 11:25).

Jesus curou coxos, cegos de várias espécies de cegueira, leprosos sem conta, ressuscitou ao filho da viúva de Naim, à filha de Jairo e a Lázaro, este depois de morto havia quatro dias.

Não bastasse isso, Ele também ressuscitou ao terceiro dia após sua morte. Apareceu aos seus discípulos, voou para as alturas do céu, quando um anjo disse que um dia Ele há de voltar, e ainda enviou o Seu Espírito Santo para encher de graça e poder aos que nEle creram.

Quando o apóstolo S. João estava em Patmos, Jesus o visitou de forma gloriosa, e disse: “Eu sou o Alfa e o Ômega (o primeiro e o último), o Princípio e o Fim, diz o Senhor Deus, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apócalipse 1:8).

Nota: A versão Uncial “Aleph”, do original grego, do século IV, que é das mais antigas, trazem a expressão ”o Princípio e o Fim”.

Se Vc se reconhece como pecador e que tem imensa necessidade de receber o perdão dos pecados, a Vida de Jesus em Vc, e apossar-se das Suas promessas, será preciso tomar uma decisão muito bem tomada, clara e bem definida, aceitando o que Ele fez por sua vida – e esta será a sua grande oportunidade, a maior e a mais importante que já teve e jamais haverá outra igual.

Se Vc aceita-O como seu Salvador, Deus e Senhor de sua vida, ore a Ele rogando-Lhe o perdão, e peça que o seu nome esteja inscrito no Livro da Vida – e siga a vida que Ele lhe dá para sempre.

Mais um detalhe importante:

Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10c)


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