II REIS – XVIII – AS MISERICÓRDIAS, SEMPRE AS MISERICÓRDIAS

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julio 9, 2018 by Bortolato

Já ouviu falar de maldições hereditárias? Não? Sei que alguém diria que isto soa como fantasia, ou fruto de uma imaginação fértil, mas outros já levam este fato a sério.

Creia ou não, vamos nos lembrar de um velho adágio em espanhol:

Yo no lo creo em las brujas, pero que las hay, las hay.”

Fatos são fatos, mais fortes e seguros do que simples palavras, e que conhecimento temos de posse nas nossas mãos?

Fato inegável é que o pecado, desde o princípio, gerou a morte; isto está comprovado milhões de vezes na História, desde a Criação e queda do homem, narrada no livro de Gênesis.

Muitos são os tipo de pecado que se cometem nesta Terra, e todos estes têm a sua paga, mais cedo ou mais tarde todos os seres terão que se haver com a justiça divina.

Isto nos leva a fazer a seguinte pergunta: se o pecado é um veneno inoculado no sangue da raça humana, não existe um contraveneno para extinguir os seus efeitos nocivos?

A resposta é como um bálsamo na ferida: – SIM! Existe.

Todo pecado é transgressão que aborrece o coração de Deus, e o próprio Deus já decretou que o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23). Eis aí um horrendo fato, mas… qual é o remédio?

Vamos ler o trecho bíblico de II Reis, capítulo 13. É uma lição deixada na História, entre os anos 814 a 782 A.C…

O texto diz que houve duas sucessões no trono de Israel Norte. A primeira delas foi a passagem do trono de Jeú para Jeoacaz, o qual passou a reinar de 814 a 798 A.C.

Jeú havia, em seu reinado, destruído a adoração a Baal e a Aserá – dois “deuses” que, na concepção dos que os cultuaram, seriam marido e mulher.

Apesar de ser bastante eficiente no eliminar a cultura de Baal em Israel, Jeú ainda tolerou a adoração ao bezerro de ouro, fato que, desde a saída do Egito provocou enormemente a ira de Deus, e a morte de cerca de três mil israelitas no deserto da Arábia – lição que há muito já deveria ter sido aprendida, mas teimosamente voltaram a fazer o mesmo, repisando o mesmo passo em falso. Desde a coroação de Jeroboão I em cerca de 930 A.C fora reintroduzida essa idolatria hedionda.

Acabe e sua família foram severamente punidos até a morte, através do genocídio praticado por Jeú. E por sinal, qual o motivo dessa execução em série, à queima-roupa? A idolatria, sem dúvida alguma.

Jeú começou um novo tipo de pecado, que na verdade não era novo, mas foi reintroduzido na cultura hebraica de sua época. O resultante desastre, em consequência disso, demorou um pouco, mas veio.

Hazael fora ungido rei sobre a Síria ( II Reis 8:7-15) com a finalidade de destruir aos poucos um povo idólatra. Isso redundou em uma série de ataques contra as cidades de Israel, deixando rastros de constantes carnificinas.

Ao herdar o trono em 814 A.C., Jeoacaz foi muito atingido pela ação da Síria que decerto tinham planos de estender seu território para o sul dessa nação, tomando as terras de Israel. A Transjordânia já havia sido tomada, e restava apenas o lado Oeste do rio Jordão, ainda sob o cetro de Israel.

Durante o reinado de Jeoacaz as invasões sírias, sob o comando de Hazael, foram tantas e tão violentas que o poder militar de Israel ficou extremamente reduzido.

Era época de crise política para Israel. Que fazer? Jeoacaz lembrou-se dos tempos dos Juízes, em que o povo sofreu muito nas mãos de povos invasores – mas eles clamavam e o Senhor lhes enviava um libertador, usando de Suas ternas misericórdias.

Ah, as misericórdias do Senhor! E não é que foi assim que o Senhor os ouviu?

O texto bíblico relata que realmente um salvador foi dado pelo Senhor em resposta às súplicas de Jeoacaz. A situação era deveras aflitiva. Nesses momentos é que os necessitados têm seus corações abertos para concordar com Deus: reconhecendo seus erros, confessando seus pecados e suplicando por misericórdia.

Assim, o coração de Deus viu o estado de opressão que o povo que Ele havia escolhido e que se desviara dos planos divinos, caindo nas mãos dos sírios.

Há quem diga que o Salvador tenha sido um rei assírio, o qual teria atacado a Hazael, fazendo com que Israel passasse a sofrer muitos transtornos.

Apesar disso, Jeoacaz continuou adorando e assim incentivando a adorarem ao bezerro de ouro, o que ocasionou mais e mais perdas para Israel.

Israel Norte, nessa época, contava apenas com cinquenta cavaleiros, dez carros de guerra e dez mil infantes a pé, tal a devastação que Hazael lhe impôs. As misericórdias do Senhor não permitiram que fossem completamente destruídos, e os preservaram como nação, apesar dos pesares.

E assim foi o governo de Jeoacaz em Israel: fraco, impotente e medíocre, e ainda deveriam levantar as mãos aos Céus em agradecimento por não haverem sido completamente dizimados, tomado totalmente o seu território, e tornarem-se para sempre em apenas um distrito da Síria.

Em chegando o ano 798 A.C., falecido Jeoacaz, sobe ao trono o rei Jeoás, seu filho. Este não foi muito diferente de seu pai no que tange à idolatria dos bezerros de ouro. Contudo, em resposta aos constantes clamores que Jeoacaz havia feito em seu tempo de reinado, o Senhor promoveu um plano misericordioso para escape das mãos dos reis da Síria.

Quando tudo ainda estava caótico e parecia que Israel iria ser absorvido pelo poder sírio, aconteceu que o Senhor resolveu recolher a Eliseu, o Seu profeta, desta Terra, e antes que isso acontecesse, Yaweh quis manifestar-Se mais uma vez usando o Seu instrumento profético como Seu vaso de bênçãos.

Já um tanto idoso, com todos os indícios de que estivesse beirando os seus 90 anos de idade, Eliseu, enfim, gravemente enfermo, sentia que seus dias estavam chegando ao fim para este mundo. Estava chegando a hora de partir e encontrar-se com o Senhor, a Quem serviu desde a sua mocidade.

Depois de veicular um sem-número de milagres durante a sua vida, em seus últimos anos esteve como nunca achegado a preparar homens para serem seus discípulos, de modo que sua figura não mais era tão evidente com a política de Israel, e assim o vemos omitido nos relatos bíblicos nesse período, o que não o impediu de continuar sendo sempre muito ativo e laborioso pela causa do Senhor.

Ele não podia ser esquecido dos reis e reinos a quem tanto serviu de instrumento de Deus. Seus feitos eram constantemente lembrados, principalmente em Israel, e naqueles instantes finais de sua vida, ele foi visitado por Jeoás, o então rei sobre a nação de Israel.

Na ocasião, Jeoás citou a exclamação tão lembrada, aquela frase que pronunciou o profeta quando recebeu o manto e a unção de Elias sobre si: “Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros”.

Eliseu então diz ao rei para participar de um ato profético. Eliseu fala-lhe para tomar arco e flechas em suas mãos.

OK, Jeoás assim o fez. Retesou o arco com uma flecha e Eliseu impôs as suas mãos sobre as mãos do rei, e lhe ordenou que atirasse para o Oriente, ponto cardinal que apontava para as terras da Transjordânia, terras que Hazael e seu filho Ben Hadade haviam tomado dos domínios de Israel.

Então veio a palavra profética : – “Flecha da vitóira do Senhor!” – porque Jeoás feriria a Ben Hadade em Afeque, cidade ao Norte da Transjordânia, localizada no distrito de Basã, na entrada de Damasco, seis quilômetros a leste do mar da Galileia.

Era para Jeoás consumir de todo o exército da Síria, e por isso Eliseu lhe disse ainda para tomar as flechas que o rei tinha em seu poder, e as desferisse contra a terra. Jeoás assim o fez, mas apenas com três flechas.

Devido a esse “economia” de flechas disparadas naquele ato profético, Eliseu ficou indignado, e protestou, dizendo que o rei deveria ter ferido a terra por cinco ou seis vezes, mas porque o fez somente por três vezes, então suas vitórias seriam restritas a apenas três batalhas. A história conta que nessas três guerras, Jeoás recuperou as cidades que Hazael e Ben Hadade haviam tomado das mãos de Jeoacaz.

As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos” (Lamentações 3:22).

Os pecados de Israel provocaram uma séria de desgraças que atingiram ao povo, bem como a sua terra, mas para comprovar que Yaweh é bondoso, fiel e misericordioso, as maldições decorrentes de seus pecados foram parcialmente quebradas.

Se houvesse fé pura e fiel ao Senhor no coração de Jeoás, ele certamente que lograria ver o seu povo completamente livre dos exércitos do rei da Síria. Crer no Senhor, eis aí a grande pedida. Quando a fé é plena e inabalável, não há maldição que prevaleça.

Ah, se meu povo me escutasse! Ah, se Israel andasse nos meus caminhos! Logo Eu derrotaria seus inimigos e voltaria minha mão contra seus adversários. Os que odeiam ao Senhor se entregariam a ele e permaneceriam assim para sempre. E Eu te sustentaria com o trigo mais fino e te saciaria com o mel tirado da rocha.” (Salmos 81:11-16)


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