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NÚMEROS – III – QUEM ERAM OS NAZIREUS?

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abril 10, 2014 by Bortolato

Homens especiais, que Deus chamou para serem Seus, eram algo como símbolos da esperança da manifestação divina entre um povo que suspirava pela redenção e pelo favor do Senhor.

Em Números, capítulo 6, lemos o que Deus legislou sobre essas pessoas em especial.

A sua aparência física já os denunciava, por onde quer que fossem.   Todos sabiam, ao vê-los, que Deus tinha um negócio, uma certa transação, uma inteiração íntima com esses.   Eles eram como que uma bandeira do céu vestindo um homem e anunciando que bênçãos poderiam advir da presença desses veículos do esperançoso desprender da vontade de Deus para com o seu Israel.

Desde o seu nascimento, não lhes era permitido comer ou beber nada que viesse da videira.  As razões dessa exigência residiam em dois motivos:   antes de tudo, sabe-se que quando fermentam  as uvas, estas produzem o vinho, que é uma bebida forte, na qual se constata certo teor alcoólico –  e o álcool, como se sabe, altera o comportamento dos que o ingerem mais que uma pequena dosagem.   Muito embora os nutrientes do puro fruto da vide sejam muitos, e sua inclusão em uma dieta possa vir a ser saudável, temos que considerar que naquele tempo e lugar não havia geladeiras e congeladores para manter uvas e outros frutos frescos, sem alteração de seus elementos naturais originais.   Vale lembrar que até o maná do deserto devia ser ingerido dentro de um espaço de um dia somente, exceto o colhido na véspera dos sábados.   Daí haver um passo muito curto entre o armazenamento e a fermentação.

O Senhor deseja usar pessoas que não estejam movidas a álcool (salvo melhor juízo, cremos que dentro desta qualificação estão incluídos os psicotrópicos, remédios usados como estimulantes, e calmantes).   O patriarca Noé bem que soube disso, depois que sua experiência própria demonstrou a nocividade da embriaguez.   Bem nos fala o apóstolo Paulo, quando diz: – “Não vos embriagueis com o vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 5:18).

Um outro motivo para nazireus não se deixarem ser movidos ou embriagados pelo vinho era porque a sua figura era muito semelhante à de Jesus, o Cristo.   Eles O representaram, ainda que inconscientemente, e por isso, deviam ser também semelhantes a Ele em todo o seu modo de viver – e ser igual a Cristo é um desafio muito grande.   O homem que O representasse fisicamente precisava ser equilibrado, sério, responsável, de forma notória. 

De acordo com Núm. 6:5, o nazireu não faria cortes em sua cabeleira, bem como em sua barba.   Em 6:6, vemos que não poderia sequer aproximar-se de morto algum, ainda que fosse seu pai, ou sua mãe.

Tal como Jesus, seus cabelos e barba os identificaria facilmente, diante de todo o povo, como homem santificado, e consagrado ao Senhor.  Poderiam frequentar festas, casamentos, mas não deviam beber bebida alcoólica; exceto quando chegassem ao final do ministério de seu nazireado.   Assim, Jesus encerrando seu ministério, tomou a ceia com seus discípulos, e em seguida, entregou-se a Si mesmo para morrer na cruz, muito embora não tivesse cometido pecado algum, como o Cordeiro de Deus exigido por oferta pelos pecados do mundo.   Este capítulo se encerra com a bênção sacerdotal, a qual Aarão e seus filhos proferiam sobre o povo de Deus (Num. 6:22-25), a qual , em sua palavra final, menciona que Jeová visite ao Seu povo, resplandecendo sobre este, e lhe conceda graça.

Números, capítulo 7º – Deus aceita ofertas a Ele dedicadas

Foi nessa ocasião que o Tabernáculo foi ungido e consagrado, bem como o altar e os utensílios sagrados.   Foram trazidas carroças, bois, peças de ouro, prata, bodes e carneiros, e fina farinha de cereais.   Para que tantas coisas?   Antes de tudo, seriam em parte usadas para o holocausto contínuo.   Em parte, para que o ofício sacerdotal e levítico pudesse ser exercido.

O fato é que Deus não necessita de carne para comer, e nem de ouro para Sua riqueza.  Alguns há que, assim pensando, têm por inúteis tais ofertas, servindo apenas para o sustento do cerimonialismo sacerdotal.   Isto, porém, não é bem assim.   O que os homens precisam compreender é que Deus é o Criador das árvores que cederam a madeira que serviu para construir as carroças.   Essas árvores cresceram porque Deus lhes deu terra apropriada para o seu crescimento, chuva e força para se desenvolverem.   Também quanto aos bois, bodes, carneiros, foi o Senhor quem lhes deu vida e saúde para viverem, proporcionando-lhes desde o clima e o habitat compatível com o seu crescimento.   Foi o Senhor que também deu aos israelitas o trigo para trazerem em oferta naquele dia.   A prata e o ouro, então, nada lhes custou, senão apenas um pedido aos egípcios, ao saírem do Egito.

Tudo, enfim, foi dado pelo Senhor aos homens, e não passou de um momento propício à entrega de parte de tudo aquilo que receberam, em reconhecimento pela Providência Divina.  Deus nunca necessitou de nada daquilo, mas queria ver corações agradecidos, pelo menos dentro de Seu povo, ao qual resgatou da escravidão com Sua mão de poder.

Números 7: 89 traz um texto em que, quando Moisés entrava no Lugar Santíssimo, e ali falava com Deus, e a voz do Senhor lhe falava por sobre a tampa (o Propiciatório) da Arca do Concerto, entre os dois querubins.

Deus foi quem escolheu aquele lugar para dali relacionar-Se com Seu povo, através de Moisés.  Ele começou a falar com Seu servo desde a sarça ardente, mas depois passou a falar-lhe desde aquele Santo Lugar, o chamado Santos dos Santos.   A mesma voz, do mesmo Deus, seu libertador.   Ele lhes foi seu Salvador, que os tirou da escravatura, e que então passou a ser-lhes o seu supremo Líder, e seu Legislador.   No fundo, Deus lhes foi por Pai, que os adotou, estando eles em extrema tribulação e carência de socorro.

Como Moisés, bom é para o homem estar presente no lugar e na hora em que Deus está pronto para falar, pois Sua voz trará paz ao Seu povo.

Sem profecia, o povo se corrompe, e a Voz do Senhor é a nossa direção segura para marcharmos rumo à nossa Terra da Promessa.

Hemos de considerar que Deus  escolhe pessoas para estarem  em Sua santa presença, e, através destas, é que as bênçãos de libertação, salvação, orientação divina e direção para a jornada da vida poderão ser dispensadas do céu para esta terra.   Seu método e veículo de comunicação não deve ser contestado, pois é Ele quem sabe qual a melhor maneira de conviver com um povo pecador, mas que necessita muito da Sua graça e compaixão.  Ouçamos pois a Sua voz, ainda que intermediada por meros homens, pois assim Ele quis que fosse, nesta dispensação em que Se revela.   Um dia, porém, hemos de vê-Lo face a face, conforme as palavras do Seu servo Jó  (Jó 19:25-27), mas para partirmos desta para a outra vida.

O melhor, enquanto vivemos esta vida terrena, é quando podemos dedicar nosso tempo para buscá-Lo no lugar e no momento em que a Ele assim aprouver – então nós também poderemos ouvi-Lo.  Santo privilégio!

 

Números, capítulo 8º – Vamos acender a lâmpada do Senhor!

Nos versos de 1 a 4, vemos que as sete lâmpadas do castiçal do Tabernáculo, trabalho esmerado dos artífices, obra muito bem acabada e vistosa, em ouro brilhante, um verdadeiro adorno que realçava o aspecto interior da câmara de entrada daquela Tenda, foi enfim colocado em seu lugar próprio, e foram acendidas as suas luzes, para iluminar o recinto.   Aarão assim o fez, em obediência ao mandado do Senhor, colocando em uso a operação de iluminação – pois o Senhor é Luz, e assim também seus anjos e mensageiros devem sê-lo.

Em Apocalipse 1:12 aparece o candelabro, sobre o qual Jesus estende suas mãos, pois o mesmo representa os sete anjos das sete igrejas espalhadas pela Ásia Menor, área que hoje pertence à Turquia.   Esse candelabro nos revela que Deus emprestou a Sua luz ao povo do Antigo Testamento através de Moisés, Aarão, os profetas (veja-se Zacarias 4:1-2) e continua a abençoar-nos nesta era da igreja.   Não fora assim, não valeria a pena sermos do povo do Senhor, pois sem sua bênção, nossas vidas jamais serão iluminadas, o que significa dizer que jazerão nas trevas.

Disse Jesus: – “Vós sois a luz do mundo.  Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.” (Mateus 5:14).   Ele quis dizer-nos que não devemos, antes de tudo, deixar apagar a luz que Ele implantou em nós.  Como fazer isso?    A profundidade da Palavra de Deus nos leva a meditar sobre essas palavras e lembrar-nos de que os castiçais daquela época eram semelhantes ao tronco de uma árvore, que, fixada sua base como que fincando raízes no chão, e eleva seus ramos para cima.   Na extremidade de seus ramos, são apostos cálices, do tipo de reservatórios de óleo, nos quais, uma vez preenchidos com o azeite, colocavam-se também pavios para que queimassem, e apresentassem uma chama, que iluminaria o ambiente.

Jesus disse que somos a luz do mundo.  Por este motivo, não devemos deixar que essa luz que Ele colocou em nossos corações seja apagado.   O diabo, nosso adversário, lutará com todas as forças e astúcia para tentar nos ludibriar e não deixar a chama permanecer acesa.   A chama é o nosso testemunho.   Não podemos dar bom testemunho, sem que tenhamos o óleo do Espírito Santo constantemente dentro de nosso ser – e para tanto, precisamos estar sempre buscando este óleo santo, maravilhoso, que vem para dentro de nosso ser, curando feridas da alma, tapando brechas do nosso espírito, acumulando a paciência, a esperança, e o amor de Deus enraigado em nossos corações.   Como buscamos esse bendito óleo do Espírito?  Paulo nos responde:  seguindo o bem, orando sem cessar, regozijando-nos sempre, em tudo dando graças , cumprindo a vontade de Deus em Cristo Jesus para conosco (I Tessalonicenses 5:15-21).   Não apaguemos o Espírito, não desprezemos as profecias, julguemos todas as coisas para retermos o que é bom, e que nos abstenhamos de toda forma do mal.


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