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SALMOS – LXIV – ORAÇÃO CONTRA A DIFAMAÇÃO

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enero 23, 2022 by Bortolato

Salmo 64

Quais setas envenenadas são as palavras caluniosas.

A difamação é a arma mais usada por inimigos para denegrir a imagem de homens bons.

Ai, a língua! Que instrumento eficaz, que bem poderia ser usada para construir, consolar e até mesmo tentar cativar os maus, levando-os ao arrependimento – mas lamentavelmente também pode ser usado para destruir, derrubar, oprimir e até matar (e como tem sido operosa!).

Atualmente temos notado que principalmente na área da política, quantas e quantas maquinações malignas são trabalhadas, a fim de lançar lama sobre os nomes de pessoas que não mereceriam tais comentários. Destroem tudo quanto partidários de outra ideologia tenham construído, seja bom ou ruim para o público em geral, sem avaliar o quanto se teriam feito malfazejos, escondendo a completa verdade, por fazerem os seus motivos reais acima dos mais nobres valores da vida.

Uma certa figura pública, sentindo-se extremamente prejudicada, teve sua carreira destroçada por ataques de cunho interesseiro, tendencioso e mentiroso. Seu pai, que era um parlamentar bem conceituado no Brasil, também foi afetado pelas palavras maldosas que lhe desferiram, e, como já sofria de enfermidade grave, veio a falecer em meio ao stress provocado.

Assim se comportam as más línguas, destruindo os bons e as pessoas que são melhores do que seus destruidores.

Desgostoso, o filho que sofreu a desconstrução de seu nome, o que foi sujado indevidamente, escreveu seu desabafo em um livro, onde narrou o ocorrido, e intitulou-o de “Assassinado de Reputação”, o qual traz detalhes de coisas até então ocultas, para esclarecimento geral da questão.

Esta conduta antiética é algo bem antigo. Parece ser um tipo de cultura que foi passando de geração a geração, e provavelmente por acharem que assim se consegue alcançar quaisquer objetivos, os mais escusos, pensam ser este um bom veículo para subirem os degraus do sucesso.

Foi assim que mancumunaram entre si para levarem Tiradentes à forca, e para matarem Caio Júliio César à traição – até Brutus, seu pretenso amigo, participou do esquema. Assim também fizeram para levarem Jesus à cruz.

Tais personagens inescrupulosos estudam meticulosamente e preparam seus discursos, adicionando nuances poéticos para tentar encobrir a injustiça de seus atos, lançar açúcar na amargura e a vileza de suas maquinações. Os que os ouvem então podem ser logrados, se faltar o discernimentos de espíritos a estes.

Projetam iniquidade, inquirem tudo o que se pode excogitar, é um abismo o pensamento e o coração de cada um deles”. (Salmo 64, verso 6)

Isto acontece muito mesmo até nos primeiros anos de vida de crianças. Pais permissivos deixam que seus próprios filhos sejam envenenados dentro de estabelecimentos de ensino, e não vigiam seus pequeninos, não fazem a necessária higiene e depuração mental junto a sua família. Se os progenitores agirem desta maneira, estarão permitindo que esse veneno seja inoculado nas mentes de seus mais queridos, sem que estes últimos sejam medicados com o contraveneno. É assim que crescem e se formam os pequenos monstros.

O rei Davi se mostrou perplexo no dia em que escreveu o Salmo 64. Estava rodeado de inimigos e nem percebeu que estes estavam sendo forjados dentro de sua própria casa. Ele não teve a sabedoria para colocar bons conceitos e boa moral, de maneira tal que lograsse estabelecer um bom perfil de conduta aprovada diante de Deus dentro de sua família e colheu os resultados de sua omissão.

Quantos pais hoje pagam um alto preço por haverem negligenciado a educação, mormente a religiosa, no tocante a seus filhos.

Existe, porém, um bálsamo para o coração dos que sofrem nesta área. Por mais danos que venhamos a ter que enfrentar, ainda há o socorro de Deus que atende a nossas orações.

As más intenções das línguas ferinas chegaram para ferir, como que anunciando a chegada de uma nova estação, das dores da alma em sua vida?

Existe um soro antiofídico dado por Deus, que pode aplacar a fúria e o poder, tanto das intrigas de inimigos, como das setas que estes disparam contra a reputação dos que amam ao Senhor.

O Salmo 64 nos revela o que fez Davi, ao cair em si ao deparar-se com esse tipo de situação.

Realmente, não adianta ficarmos a chorar o leite derramado. É preciso banir a tristeza que sufoca as ações dos prejudicados, porque é preciso abrir o caminho para a libertação. O choro só nos atrasa a nossa disposição para lutarmos, e por mais estapafúrdia que pareça a surpresa sofrida, ainda é melhor reagirmos, procurando um remédio à altura.

Este Salmo é a oração daqueles que são traídos em sua confiança.

Davi descreve o modus operandi dos que secretamente armam tumultos contra os justos. Tais inimigos armam ciladas, aproveitando-se do anonimato e do elemento surpresa. Afiam suas bocas como espadas e setas que usarão, verbalmente, como armas mortais. (versos 3 a 6)

O grande alívio, porém, que se pode encontrar era bem conhecido pela parte de Davi, pois desde logo pedia ao Senhor que o escondesse da conspiração dos maus. (verso 2)

Existem bons motivos para que os justos não se torturem quando descobrirem ter sido vítimas de calúnias.

O primeiro é a arma da oração, instrumento divino que nos é franqueado ao nosso alcance a qualquer momento da vida, a qualquer hora e quaisquer circunstâncias. Orar a Deus é respirar no espírito, é inspirar o ar que vem do Céu, e exalar fora o ar venenoso que vem do inferno a nos espinhar as almas.

Lancemos ao Senhor toda a nossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de nós. A oração de um justo pode muito em seus efeitos.

O segundo é que, mesmo que os difamadores não saibam, estes estão debaixo do alcance da mão de Deus. Os que se reiteram nessa prática malfadada, sofrerão os juízos do Juiz de toda a Terra.

Mas Deus desfere contra eles uma seta; de súbito se acharão feridos. Dessarte serão levados a tropeçar; a própria língua se voltará contra eles; todos os que os veem meneiam a cabaça. (versos 7 e 8)

O terceiro motivo é que todos os vitimados pelo efeito das línguas destruidoras são assim provados com o consentimento do Senhor, para que haja uma ação de aperfeiçoamento de seu caráter, com a finalidade de que eles se sintam conduzidos para um fortalecimento interior e formação da estrutura moral e espiritual.

A maior recompensa que podemos ter em meio a esse tipo de coisa é que somos escolhidos para sermos mais fiéis, e possuirmos maior porção da glória de Deus sobre nossas cabeças.

Meus irmãos, tende por motivo de vossa alegria o passardes por várias provações, sabendo que a vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter a ação completa, para que sejam perfeitos e íntegros, em nada deficientes”. (Tiago 1:2-4)

O quarto motivo que precisamos levar em conta é que TODAS as coisas cooperam para o bem daqueles que são chamados segundo o Seu propósito. (Romanos 8:28)

Esta é uma confiança que deve ser acrescentada nos nossos espíritos. Para que deixar o descontentamento nos levar a reclamações ou a murmurações? Não é de bom alvitre tal atitude. Se tudo que nos chega para vivermos, por fim trará o nosso bem, não há porque nos importarmos muito, porque no final seremos beneficiados, ainda que não o percebamos, e por mais esdrúxulo que isto pareça. Nisto há um certo mistério: a chegada do mal poderá nos levar ao nosso bem. Isto parece até uma contradição, mas no nível do espírito não o é! O tempo é um excelente mestre para nos mostrar que assim são as coisas de Deus. E o Espírito de Deus o confirmará a cada um que nEle confiar desta maneira.

Jesus o Cristo foi traído por Judas Iscariotes, o qual se aliou aos inimigos do Mestre; mas ao mesmo tempo foi abandonado pelos Seus discípulos quando aprisionado no jardim do Getsêmani.

Depois de seviciado e morto, ressuscitou e quando isto aconteceu, qual foi o paradeiro de Judas? Já não vivia mais neste mundo, pois não suportou a enormidade do pecado que cometeu. Suicidou-se.

Os discípulos, que por sua vez O abandonaram, fugindo da ameaça dos judeus e dos romanos, depois da ressurreição foram novamente reunidos e reencontrados com o Senhor que venceu a morte; foram perdoados por sua fraqueza e novamente unidos a Ele. Aquele momento da cruz serviu para mostrar-lhes quem eles realmente viveram momentos de grande pressão, e prepará-los para executarem, com ousadia e destemor, a missão que Jesus lhes confiou, vencendo o medo das línguas e das multidões adversárias.

É assim que Deus trata com os pecadores. Aqueles que O amam e temem-nO, são alvos da Sua misericórdia. Os demais…

Fiel é a palavra e digna de toda aceitação que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas por esta mesma razão me foi concedida misericórdia para que em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a Sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo para quantos hão de crer nEle para a vida eterna”. (palavras do Apóstolo Paulo, em I Timóteo 1:15-16)

Podemos distinguir os dois tipos de pessoas que vivem neste mundo: os que têm a Cristo em suas vidas, atuante e como seu Mestre, e os que não O têm.

Quem tem o Filho tem a vida, e quem não tem o Filho de Deus não tem.” ( I João 5:12)

Visto isto, que dentre os nossos alvos nesta vida, tenhamos acima de tudo o andar com Jesus – e se ainda não O temos como nosso grande Companheiro de jornadas, podemos nos aproximar dEle para Lhe entregarmos os nossos corações, pedindo-Lhe que perdoe os nossos pecados, e que seja o nosso Salvador e Senhor, de modo que os nossos nomes estejam perpetuamente inscritos no Livro da Vida.

Sejamos bem-aventurados eternamente por nosso fiel companheiro e Mestre, a nos ensinar os passos que devemos dar a cada momento.

Sejam os leitores, pois, felizes eternamente, é o nosso desejo, e o do nosso Senhor e Salvador que espera tomarmos esta decisão como irrevogável, para todo o sempre.

Este é também um grande desafio, mas como serão felizes os que decididamente o aceitarem.

Deus abençoe esta sua decisão, e seja sempre firme na fé.

Breve nos veremos para compartilhar esta bênção na sua plenitude. Até lá.


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