SALMOS – XLVI – O MATRIMÔNIO DOS SÉCULOS

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mayo 31, 2021 by Bortolato

Salmo 45

Várias cerimônias de casamento ficaram gravadas na História, o que despertou o interesse e atenções do mundo contemporâneo. Reis e príncipes deixam suas noivas roubarem a cena nesses eventos repletos de fantásticos nuances. Milhões de expectadores da mídia dirigem seus olhares cheios de curiosidade.

Muito notórios são os fatos que acontecem na família real britânica, por exemplo. Parece que nada escapa dos representantes de notícias de jornais.

Mulheres do mundo inteiro voltam suas atenções para os detalhes encantadores que vão se lhes apresentando de modo a hipnotizá-las e encherem seus olhos . Muitas delas imaginam que um dia desses bem que poderiam ter sido as escolhidas e pedidas em casamento por algum rei ou príncipe, e deixam seus corações voarem nas asas da imaginação, mas tudo não passa de apenas um sonho que nunca se realizaria, senão em um escala muito mais modesta, em suas vidas – exceto raras exceções.

Quero, porém, chamar a atenção para um casamento, o mais rico, mais maravilhoso, e mais estonteante de todos os tempos. Ainda não aconteceu, mas em breve a humanidade toda o poderá saber, e acompanhar como será. Não se trata da família real britânica ou de outra nação em que poderíamos pensar que pudesse materializar esse tão grande evento.

Será um acontecimento no qual haverá um estrondoso som de festa, do qual algumas pessoas poderão não somente presenciar, mas também participar.

No Salmo 45 lemos uma descrição profética desse fato futurístico.

Os filhos de Coré foram os autores desta peça de literatura sacra. Não sabemos com precisão quando a mesma foi escrita, mas tudo indica que tenha sido nos primeiros anos do reinado de Salomão, em Jerusalém.

Uma vez composta, esta peça literária serviu para ser acompanhada de música especialmente criada para abrilhantar o momento em que uma noiva se apresentaria toda adornada, dirigindo seus passos para encontrar-se com o seu noivo real, no palácio onde então passaria a viver com o seu amado nubente.

O que é que os filhos de Coré estavam vendo, ao sentirem a inspiração divina fazer-lhes fluir tais palavras?

Em primeiro lugar, focalizou-se a figura do Rei que mostra suas brilhantes vestes, tendo uma linda coroa fixada sobre sua cabeça, símbolo de sua glória.

Ele traz uma espada junto ao seu cinto, e vem cavalgando majestoso. Seu porte e presença exalam os perfumes da verdade e da justiça. (versos 3 e 4). Seu arco e suas setas o fizeram vitorioso em todas as batalhas.

Duas características desse Rei são, no entanto, exclusivas.

Afirmam os escritores sacros, os filhos de Coré, que Ele, este Rei, extravasa a graça dos seus lábios, e por isso Deus O abençoou PARA SEMPRE! (verso 2)

E mais: Ele é chamado de … Deus! – cujo trono é estabelecido PARA SEMPRE! ( v. 6)

Ele ama a justiça e odeia a iniquidade (v. 7)

Logo, não está em vista neste Salmo apenas o rei Salomão. Os salmistas estão enxergando mais longe. Seus olhares estão focados em Jesus, o Messias! Salomão é aqui apenas uma sombra passageira, uma figura até imperfeita, que ainda quando bem focalizada, acaba sendo ofuscada pelo brilho do Messias, abrindo espaço para que vejam uma glória muito maior – a do Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores, Jesus, o Cristo.!

Os filhos de Coré viam em Salomão apenas um introdutor, um tosco representante que recebe a visita dos olhares que contemplam a excelência do seu reino, apenas como uma amostra grátis do esplendor da glória do Messias, em Seu reino eterno.

O Salmo 45, porém, revela que o Messias vem portando uma espada, arco e flechas… Diria alguém: – Mas Jesus usaria dessas armas para reinar absoluto?

De fato, no Reino Milenial do Messias não haverá mais lugar para armas e nem mais se falará em guerras, até que se levante Satanás novamente para aliciar povos e fomentar guerra novamente, mas para este ser vencido de vez para sempre.

Hoje, enquanto o Reino Eterno da plenitude da paz de Deus não é instaurado neste mundo, Jesus vai guerreando, sim, porque o pecado ainda tem rondado por todo lado, deixando suas marcas funestas, e o mal tem que ser combatido. O Filho de Deus vai percorrendo esta Terra por todo lado, usando a espada do Espírito, e despedindo setas da Sua Palavra, que vão se espalhando e alcançando até os confins da Terra, os corações dos que creem nEle, e temem quando ouvem a Sua palavra.

Hoje Ele se revela em Espírito, mas chegará o dia em que Ele virá materialmente e todo olho o verá. Ele então chegará para buscar a Sua noiva, a Sua Ekklesia.

Neste Salmo, também são dedicadas palavras à noiva do Rei. Ela também tem que estar preparada – e profeticamente o estará – esperando a vinda do Noivo.

A Igreja, congregação que é composta de judeus e de gentios, é representada por princesas que estão no palácio, enfeitadas e adornadas, muitas delas sendo estrangeiras, que poderiam sentir saudades do lugar de onde vieram. Este Salmo as orienta como dever reagir nessas condições, dizendo-lhes: – “esqueçam a casa de seus pais, e olhem bem para os encantos do Rei que as acolhe…” (versos 10 e 11 deste Salmo)

Assim como os casamentos são cheios de expectativas e esses enlaces matrimoniais trazem certo clima de glamour, estes servem de ilustração, trazem à luz uma vaga ideia de como será o cenário da união final que haverá entre Cristo e a Igreja.

Desta forma, assim como a união matrimonial que está descrita na Bíblia, que selou-se entre Boaz e Rute, Isaque e Rebeca, Salomão e a Sulamita, o Salmo 45 nos enseja a volvermos do material para o espiritual, do passado para o futuro, do temporário para o eterno, quando haverá a união entre Cristo e a Sua Noiva.

O Apóstolo Paulo também se refere aos casamentos que se concretizam neste mundo como figuras do enlace eterno do conúbio celeste entre Cristo e a Igreja:

Grande é este mistério (referindo-se a casamentos), mas eu me refiro a Cristo e a Igreja”. (Efésios 5:32)

Os filhos de Coré, pois, inspirados, deixam que suas palavras fluam de forma a exaltar a magnificência do Rei Eterno, e segundo a visão que têm da beleza de sua amada Noiva (Salmo 45:13), dirige um poema sacro a ambos.

Altos elogios são endereçados à noiva que é conduzida à presença do Rei (verso 14), às suas vestiduras especiais, com seus adereços, feitas especialmente com vistas para o dia do seu matrimônio.

A Igreja de Cristo, sua Ekklesia, é aquela muito bem selecionada, tirada do mundo e alienada deste, para ser modelo padrão da noiva que é levada a esquecer-se do seu povo, e a casa de seu pai (verso 10), pois que o seu futuro é muito mais rico, glamouroso e abençoado junto ao seu Noivo, o Senhor de todas as coisas, o Rei dos Reis.

Muito embora esse tipo de palavras sejam muito usadas para decantar contos de fadas e coisas irreais, é esta mesma linguagem enriquecida de detalhes que perfazem um conjunto de expressões capazes de descrever um todo fantástico que satisfaz aos gostos mais exigentes do mundo, a qual é adaptada para referir-se a coisas reais e verdadeiras que virão à tona em um futuro em que o mundo será presenteado com os mais ricos dons, provenientes do Céu e do Trono da Graça de Deus.

Aqueles que comporão o contingente da Igreja de Cristo, quando de Sua próxima vinda, do Rei da Glória a este mundo, o verão, contemplarão, ficarão extasiados, e desfrutarão de delícias do Reino de Deus nesta Terra.

O que poderíamos dizer, então, para os leitores é: não fique de fora desta maravilhosa bênção celestial prestes a descer sobre esta Terra.

A Noiva de Cristo é composta daqueles que creram em Sua palavra, aplicaram-na em suas vidas, e foram transformados pelo poder da mesma. Foram chamados para fora das coisas deste mundo, e atenderam a este chamado para fazerem parte integrante da Noiva de Cristo.

Jesus disse: “Vinde a Mim…” para Pedro, Tiago, André e João, e eles foram transformados – de pescadores de peixes, passaram a pescar homens para o reino de Deus.

Ele também diz um “vinde a Mim” para todos os que estão cansados e desiludidos deste mundo, que carregam um pesado fardo de preocupações e coisas que não compensam, e nos incita a olharmos para a grande surpresa que lhes está sendo preparada, se ouvirem e vierem a Ele.

Jesus não promete uma vida sem desafios, e nem sem problemas, mas promete que estará conosco todos os dias das nossas vidas, nos aliviará da nossa carga pesada, de modo que aquilo que tivermos que levar, andando com Ele, será muito mais leve do que aquilo que este mundo nos obriga a carregar.

Isto, pois, é apenas um pequeno detalhe da participação de Cristo em nossas vidas. O melhor ainda está por vir… em uma grande festa das Suas bodas.

Venha a Jesus. Não há o que temer. Nós, os que atendermos ao Seu convite, nos sentiremos muito melhor, para sempre. Venha, e guarde bem esta promessa, de participar dessas bodas do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. E seja mais um promitente futuro cidadão do Reino dos Céus.

O melhor de Deus está nos esperando. Vamos lá, para vivermos com Jesus.


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