V – I CRÔNICAS – DESTERRO, REPATRIAÇÃO E ELEVAÇÃO

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diciembre 28, 2018 by Bortolato

Deus escreve direito por linhas tortas”, diz um velho ditado.

Como entender o caminho que Ele prefere usar para chegar ao Seu alvo? Na verdade, ninguém o sabe, senão Ele mesmo, até que o manifeste. (I Coríntios 2:11) E os Seus caminhos parecem sempre trilhar por direções que nos surpreendem.

Até acontecimentos julgados como danosos, por mais que sejam, mostram, não raro, os traços dos caminhos que Deus escolhera para chegar ao fim desejado, malgrado todos os incômodos que as pessoas teriam de passar nesse trajeto.

As histórias dessas surpreendentes sendas usadas por Deus repetem-se, desdobrando-se e estendendo-se para muitos casos, em múltiplas ocasiões, e cada vez assumindo uma forma diferente.

Ao nos fixarmos neste enfoque, percebemos que sob este ponto de vista não há como haver restrições de tempos, conjunturas, particularidades, e minúcias as mais diversas. O homem continua o mesmo na sua natureza, desde a Criação – e o Senhor sempre foi, é e será o mesmo, eternamente.

O fato é que o pecado sempre machucou corações das pessoas nesta Terra, e também feriu muito ao coração do Único Deus Verdadeiro.

Para darmos um exemplo disso, podemos retroceder no tempo até Adão e Eva. Estavam no Jardim do Éden sem pecado e sem culpa, até o “dia do infeliz escorregão” em que tudo mudou para pior, e o Senhor teve que tomar a decisão de separá-los, e eles se foram embora dali, expulsos daquele Paraíso.

Suas vidas nunca mais foram privilegiadas por aquele ambiente e naquela mesma intensidade de antes; e eles rumaram errantes pela face da Terra até que chegou o dia final de suas vidas aqui, e que foram retirados deste mundo dos viventes.

Aos seus descendentes foi dada a mesma opção – viver tentando reaproximarem-se de Deus e religarem os vínculos espirituais que haviam sido quebrados, sonhando com uma restauração daquele estado gracioso que a raça humana havia perdido.

O dia da graça, no entanto, já chegou, há cerca de dois mil anos atrás.

O advento de Cristo deu-nos a maravilhosa possibilidade de sermos repatriados ao Paraíso, e, se por Ele aprovados, uma vez ali, no devido tempo seremos promovidos de status diante de Deus. Seremos eternamente elevados à condição de filhos do Único e Verdadeiro Deus.

A vida de um certo judeu teve a honra de ilustrar esta trajetória destinada aos que são fieis ao Senhor, revelando outrossim como poderão ser as coisas no decurso de nossas vidas terrenas.

Trata-se de Davi, o filho de Jessé. Este homem passou por várias fases em seu histórico de vida neste mundo, as quais nos mostram as perseguições de Saul que o obrigaram a partir para o desterro; mas também as suas glórias, a sua fidelidade, seus erros e seu coração como rei de seu povo.

I – Seu início de carreira:

Foi um crescente rápido e glorioso. Em sua fase de treinamento, matou um leão e um urso. Depois, com uma única pedrada abateu um gigante ostensivo e arrogante, e a partir daí deu muitas vitórias ao povo de Israel. Sua projeção e sua ascensão projetou-se de modo meteórico, crescendo em estima e honra diante de seus patrícios.

Logo ele passou a sair como chefe de mil soldados, e Deus o ajudou de tal maneira, que chegou a causar inveja e ciúmes em quem deveria dar graças pela grande colaboração prestada, que fortalecia cada vez mais o reino e o povo do Senhor perante nações inimigas.

I – Perseguido, foragido e exílio

Esta fase foi a mais difícil de sua carreira. Seu sucesso e sua fama começou a custar-lhe um alto preço. Ele esteve bem perto da morte por várias vezes, quase caindo nas mãos de Saul, o rei que obcecadamente queria a sua cabeça sem motivo justificável. A princípio, podia contar com a ajuda do príncipe Jônatas, mas depois, só com o auxílio de Deus, para salvar-lhe a vida.

Ao perceber que de fato não poderia mais facilitar as coisas para Saul pilhar suas mãos nele, foge e vai ao encontro do sacerdote de Nobe. Este sacerdote, juntamente com os seus colegas de sacerdócio, depois foi assassinado a mando de Saul, sem julgamento e nem apelação.

Ao fugir de Saul, perdeu o prestígio, perdeu a liderança de seus mil soldados, perdeu a nobre condição de genro do rei, e também a sua própria esposa, que passou a ser de outro homem. Além de tudo isso, quase perdeu a vida.

Para não oferecer mais problemas aos seus simpatizantes que pudessem ajudá-lo, caiu na clandestinidade, e assim passou a ser visto aqui e ali, às vezes, pelo povo, a quem continuava a prestar serviços relevantes de guarda qual um muro ao seu derredor.

Tão persistente foi a caçada que Saul empreendeu contra Davi, que este teve que procurar asilo político junto a uma nação inimiga de Israel, muito embora ele permanecesse fiel ao seu povo de origem e mais ainda ao seu Deus Yaweh – isto lhe era inegociável, muito embora não o demonstrasse aos gentios, por força das circunstâncias, tendo que ocultá-lo aos seus anfitriões estrangeiros, com quem chegou a estabelecer relações de amizade e subserviência, por questão de segurança própria e daqueles que o vieram a seguir.

Ele teve que cumprir uma agenda de guerreiro, simulando estar traindo ao seu povo, e dissimulando com perfeição e sucesso a sua perfeita fidelidade a este – manobra que ao mesmo tempo era como equilibrar-se e caminhar sobre o fio de uma navalha. Incrivelmente, ele o conoseguiu, com a santa ajuda do Senhor.

Enquanto vivia esta encenação perante o rei Áquis, por incrível que parecesse, foi ainda surpreendido por uma crescente onda de adesões de homens de Israel que estavam insatisfeitos com suas dividas adquiridas, acrescidas da truculência e injustiças cometidas da parte do rei Saul. Providencialmente, aquelas adesões vieram a fortalecê-lo sobremaneira, e rodeá-lo de correligionários fieis, pois que os tais eram mui valentes e valorosos soldados israelitas (e com o tempo, recebeu apoio até de estrangeiros).

I Crônicas, capítulo 12:1-22 enumera uma plêiade de fortes, corajosos e arrojados guerreiros que passaram ao seu lado, vindos da tribo de Benjamin, de Gade, de Manassés e de Judá, formando naturalmente uma base sólida para a formação do grande exército que em breve haveria de liderar.

III – Repatriação e Elevação

Ora, ao vir-se chegada a hora em que Saul fora morto, não demorou nada para que Davi fosse procurado como o eleito e coroado rei sobre a tribo de Judá, em cerca de 1.010 A.C., na cidade de Hebrom. Seu domínio então passou a ser mais extensivo. Judá era apenas uma tribo, mas que foi então corroborada com alguns voluntários de outras tribos de Israel.

Passados ainda sete anos e meio de lutas, ao fim deste período morreu também Isbosete, o último filho direto de Saul, e então todas as tribos de Israel vieram a Davi, até Hebrom, para ungi-lo rei sobre toda a nação, por cerca de 1.003 A.C.

A profecia que o Senhor lhe entregou através de Samuel, então, cumpriu-se na íntegra.

IV – Epílogo

Considerando que somos peregrinos nesta Terra e que a nossa pátria está reservada no Céu, tal qual Abraão, vivemos neste mundo que atualmente está sob o comando do maligno, mas nos antevemos, através da certeza que o dom divino da fé nos proporciona, que nos espera uma nova Pátria, na Nova Jerusalém.

Muitos de nós podemos passar por tribulações, algumas até cruéis, porque pertencemos ao povo de Deus, somos pertencentes à dinastia de um sacerdócio real, santo, que há de reinar sobre esta Terra juntamente com Cristo, o Rei dos Reis, e Senhor dos Senhores, eternamente – e isto, sem sombra de dúvida, nos faz inimigos dos inimigos de Deus.

Satanás e suas hostes infernais não se conformam com isto e estão empenhados seriamente em nos desencaminhar, derrotar-nos e fazer-nos voltar atrás.

Por este motivo é que nos sentimos alvos de tantos ardis, tantas estratégias imundas a nos testar, combatendo-nos com tanto ardor, fúria e por vezes também através de astúcias enganadoras. Se não estamos sozinhos porque temos os anjos do Senhor ao nosso lado, não nos esqueçamos que do outro lado, do outro lado das linhas de frente de Deus, existem outros anjos prontos para a peleja, que não estão brincando, jogam tudo que podem e o que não podem, pois estão cientes que estão fadados a serem derrotados pelo poder do Senhor dos Exércitos.

Contudo, por mais fortes que sejam os ataques dos nossos inimigos, inimigos de Deus, não nos entristeçamos por causa disso. A promessa de Cristo é:

Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 3:20)

Estamos sujeitos a lutas, provas e tentações, e, sem querer a ninguém desanimar, estas são, sem dúvida, maiores do que as forças que pensamos deter em nossas mãos, mas a promessa de Deus é de que Ele não nos deixará sozinhos nas batalhas – e Ele é bem maior do que o poder dos nossos inimigos.

A cada batalha vencida pelo poder de Deus, vamos engrossando Suas fileiras e angariando glórias, conforme nos aproximamos do dia final, se permanecermos firmes, sempre até o fim.

Cristo, o Rei de Toda a Terra, e Ele mesmo está no comando dos Seus. Juntemo-nos a Ele, que é o grande vencedor. As procelas são grandes, mas temos o Deus que é maior do que tudo. Ninguém se ufane de ser capaz de reunir condições próprias, mas podemos crer que o Deus Único e Verdadeiro não nos falhará, e assim como Ele venceu, nós também com Ele venceremos.

Ele diz:

  • Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu fardo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas, porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28,29)

  • Lázaro, vem para fora!” (João 11:43)

  • Vinde a mim, e vos fareis pescadores de homens”. (Mateus 4:19)

  • Vinde repousar um pouco…” (Mateus 6:31)

  • Vinde, porque tudo já está preparado” (Lucas 14:17)

  • Vinde, benditos do Meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” (Mateus 25: 34)


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