Aonde mora Deus

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junio 30, 2012 by Bortolato

O  LUGAR  ONDE  HABITA   DEUS

 

 

“Ouvi a oração e a súplica que V. fez diante de mim; consagrei este templo que V. construiu, para que nele habite o meu Nome para sempre.   Os meus olhos e o meu coração estarão sempre nele.” (I Reis 9:3)

 

Aonde mora você?

Quando se faz esta pergunta, logo vem a resposta na forma de um endereço.  Isto quer dizer, uma localização.

Todos necessitam de um espaço para ali coabitar com sua família.   Todos precisam de um lugar para morar: casa, apartamento, chácara, condomínio, ou algo assim como uma república, onde se divide o espaço juntamente com outras pessoas para ali habitar também.

O fato é que só mesmo quem teve a sua vida agredida pelo infortúnio é que deixa de ter um lugar para morar, e  assim são alguns indigentes, e alguns meninos e meninas de rua.  Moram sob pontes, marquises, dormem em buracos, becos, e não têm cama e nem cobertor.   Isto é muito ruim.   Pergunte-se a um desses meninos de rua se eles não desejariam ter uma casa, um lar, que tivesse um cabeça de família, um pai, e uma mãe, e não dará outra resposta: – é o que eles mais gostariam de ter – ao lado de irmãos, convivendo em família, dentro de uma casa confortável.

Para melhor esclarecermos, vamos exemplificar com um caso ocorrido numa família.

Eram seis pessoas: pai, mãe, e quatro filhos.  Por um infortúnio repentino, o pai saiu de casa pela manhã para ir trabalhar.   A mãe, grávida de seu 5º filho, foi para o médico, onde entrou em trabalho de parto repentinamente, e morreu ali, naquela clínica, ela e a criança.

Ao voltar para casa, o pai veio, a saber, que ficou viúvo, e perdeu –se a criança, naquele parto, sem mais retorno.   De repente parece que surgiu um furacão, um ciclone naquela família, para destruir aquela casa.   Alguns dos filhos foram morar na casa de tios.    Graças a Deus por aqueles tios, mas aquela família se espalhou e se diluiu.

O pai ia trabalhar viajando, e os filhos ficaram cada um para um canto diferente.    Depois de uma tragédia, veio a separação da família, para desencanto e tristeza de todos.

Passaram-se 5 anos, e o pai daquela família casou-se novamente.   Voltaram, então, a ser seis: pai, mãe (então a madrasta), e os quatro filhos.   Aquelas crianças voltaram a ter uma mãe, uma casa e um lar.   Do meio da tragédia, do drama e da tribulação, surgiu então uma luz no fim do túnel.

Então aquela “nova” mãe passou a tratar aquelas crianças com amor, doçura, carinho e disciplina.    Então aquela nova mãe ainda que substituta, passou a tomar aquelas pequenas criaturas pela mão, dar-lhes o alimento dia a dia, e leva-las para o médico, para a loja de calçados, quando precisavam de comprar sapatos,  a costurar suas roupas para que tivessem roupas novas.    Aquilo, para eles, parecia um sonho paradisíaco.   Voltaram a ter um lar e uma família.  Glórias a Deus!   Nem tudo é perfeito, mas Deus lhes propiciou a voltarem a ser felizes, em uma casa.   Poderíamos dizer que eles quase chegaram a esquecer-se da grave perda de sua mãe,  que sofreram no passado.

Como é bom termos um pai e uma mãe, que torcem por nós, que nos acompanham de perto nossas vidas, de modo que, quando temos algum problema difícil para nós, podemos nos aproximar deles, e pedir-lhes que nos digam o que lhes parece, e o que sugerem, qual a solução!

Todos nós gostaríamos de ter pessoas assim – que, quando nossos pais faltam, buscamos então este vínculo de confiança, esta relação com outras pessoas, mas todos buscam em lar onde habite o amor.   Quem não gosta disso?   Todos nós queremos ser felizes!

Pois bem:  todos nós somos criaturas de Deus.   Assim como aquela tragédia separou aquela família repentinamente, pai, mãe e irmãos, o pecado nos separou de presença de Deus.   A melhor coisa que nos poderia acontecer, nesta circunstância seria voltarmos a conviver juntos, na casa do Pai Celeste.    Nunca mais poderemos ser  completamente felizes se não houver novamente a reunião, a reagregação da família.  Homens, mulheres, crianças e velhos, todos necessitam morar felizes em algum lugar com sua família  –    e assim também nós somente seremos felizes se fizermos parte ativa da família de Deus!   Precisamos nos encontrar em algum lugar onde Deus está, e ali permanecermos.

 

I – DEUS QUER HABITAR CONOSCO.

 

Se examinarmos bem a história de Israel, veremos que Deus é quem providenciou todos os detalhes para que Ele pudesse habitar com o seu povo:  –  Ele criou este mundo, e nele colocou o primeiro casal.     Diz a sua Palavra que Enoque andou com Deus, e já não foi mais encontrado, pois Deus o havia arrebatado (Gn. 5:24) – porque Deus estava empenhado em leva-lo para o seu Lar Eterno, e assim também Ele se empenha para que nós sejamos também levados para esse mesmo maravilhoso lugar.  Louve a Deus, irmão, porque um dia você poderá coabitar nos Tabernáculos Eternos de Deus, juntamente com Enoque, Elias, Moisés, e ali todos seremos uma verdadeira família, de verdadeiros  irmãos.

Quanto maior a família, maior terá que ser a casa.

Quando Israel saiu do Egito, o Senhor passou todas as instruções  para Moisés, a fim de que pudesse ser construído o Tabernáculo que, afinal, era uma grande Tenda.

Deus marcou-o com a Sua gloriosa presença, fazendo com que todos pudessem notá-lo.    O seu povo não era um povo órfão.   Era o Seu Povo, que se reunia a Ele em adoração naquele Tabernáculo.   Ele amava o seu povo, e sempre o amou.   Uma coluna de nuvens acompanhava sempre aquela tenda durante o dia, e uma outra coluna, de fogo, à noite, assim também ali apareceria, todos os dias da peregrinação pelo deserto.

O Senhor instituiu então o sacerdócio desde o deserto, para que, quando alguém quisesse pedir perdão dos seus pecados, lá pudesse comparecer, para pedir oração.   Para quê?  Para que estivesse lá com seus filhos, reunidos em família.

Como é bom ter um Pai, a quem pedir perdão, sempre que sentirmos que pecamos.   Na parábola do filho pródigo, quando este voltou   da vida pregressa, para onde é que ele se dirigiu?   Para a casa do seu pai!Graças a Deus, irmãos, porque quando desejamos nos encontrar com o Pai Eterno, existe um lugar nesta terra aonde podemos nos dirigir para encontra-lo.

Muitos hoje já não podem mais encontrar com seus pais carnais, porque estes já não vivem mais, mas nós temos um Pai Eterno, que nunca morrerá!    Basta nos dirigirmos à Sua Casa, e Ele lá estará.    As saudades de um pai e uma mãe que já se foram, às vezes são tremendas, mas não sofra mais de frustração – dirija-se ao Pai Eterno, que te ama e te espera – vá até a casa de Deus, pois que Ele ali está.

Quando alguém desejasse abrir o seu coração, carregado de problemas, diante de seu pai ou sua mãe, iria até a sua casa.   Levaria um presente a eles, para lhes fazer um agrado, e lhe beijaria com muito amor, não é mesmo?   Como não é bom poder fazer isso!   Contudo, nossos pais terrenos não duram para sempre.   Derrame então o seu coração diante do teu Pai Celeste, que nunca passará! Venha até a Casa de Deus, que Ele lá (aqui) está.   Abra o seu coração, e presenteie ao Senhor com o louvor dos seus lábios!

Deus quer habitar entre nós!  Aproveite!

 

 

 

DO TABERNÁCULO PARA O TEMPLO

 

Após habitar em tendas, num esforço contínuo de permanecer junto a homens fracos na fé, volúveis, inseguros muitas vezes, instáveis, o poder de Deus permanecia ali, no Lugar Santíssimo, dentro da Tenda.

O rei Davi olhou para os seus palácios suntuosos, onde morava cheio de riquezas e luxo, e olhou para seus filhos ali, para sua família, e se sentiu realizado em poder ter assim um lugar para congregar a todos, bem ali.

Olhou também para a Tenda da Congregação, e viu a diferença.   A Tenda, tal e qual a vida de um servo de Deus aparenta ser, mostrava-se  por fora revestida de peles de texugos e de  carneiros.

Não era muito atraente, para sermos sinceros, muito embora tinha uma extrema beleza no seu interior: muito sublime, grande, e, no ar, aquele tremendo impacto da Presença Divina, bem próximo de todos do povo.

Davi olhou para o Tabernáculo, e suspirou, pensando que a Morada do Altíssimo merecia algo de  melhor aparência, melhor mais vultuoso, mais bonito, algo que demandasse um certo sacrifício da parte de todos do povo, mas que refletisse um amor mais profundo, puro e à altura do glorioso Deus de Israel, o Deus dos Exércitos, o Deus riquíssimo da vitória, cuja bandeira jamais conheceu derrota.

Consultou o Senhor, mas o profeta não entendeu bem, e este disse-lhe para fazer tudo o que estivesse em seu coração.

Mais tarde, ouvindo a voz de Deus, o Senhor lhe recomendou que deixasse essa tarefa para o seu filho Salomão, porque Davi não era o mais indicado para tão sublime atribuição.   Subindo Salomão ao trono, vieram então os tempos de construção, e ali, em Jerusalém, no monte Moriá, na eira de Araúna, ergueu-se uma casa que se chamava a Casa do Senhor.

Aquela Casa podia ser vista ao longe, pelos peregrinos que vinham todos os anos, para celebrar cultos aos Deus de Abraão, Isaque e Jacó.      Era um símbolo da Presença de Deus ali.   Todos os israelitas sabiam que, no dia em que houve a consagração daquele Templo ao Senhor, o fogo desceu dos céus para consumir os sacrifícios no altar dos holocaustos, logo ali, bem defronte ao Edifício da Casa de Deus.

Salomão, mesmo sendo um homem como outros, pecador como todos que já pecaram, fez uma oração, pedindo que Deus atendesse ao Seu povo quando este se voltasse em arrependimento, e de joelhos voltados para onde se situava aquele templo, fossem atendidos, perdoados, curados e renovados.

Acabou de orar, e o fogo caiu.

Uma certa fumaça especial, vinda do nada, invadiu e encheu o interior daquele Templo, e saía para fora, marcando presença diante de todo o povo, envolvendo pessoas que estavam ali perto.

O povo se ajoelhou e adorou àquele maravilhoso Deus!

Os sacerdotes levitas não podiam mais se manter de pé, pois a glória do Deus Vivo estava ali, e nenhum homem tinha forças para se manter de pé perante Ele, o Senhor.   Os sacerdotes e os levitas foram ao chão, sem forças.

Logo após essa consagração do local, com tamanha bênção sobre o Povo do Senhor, Ele mesmo, o Deus de Abraão, apareceu em sonhos a Salomão e respondeu:

“Ouvi a oração e a súplica que você fez diante de mim; consagrei este templo que você construiu para que nele habite o meu Nome para sempre!   Meus olhos e o meu coração estarão sempre nele”.(I Rs. 9:3).

 

Aquele era o lugar da restauração!

O povo que vinha de todas as tribos de Israel, vinha ai sempre pensando firmemente nesta promessa:  “ consagrei este templo … meu Nome,  meus olhos e meu coração estarão sempre nele…”

 

Olhem agora para Jacó e seus filhos (a sua descendência é quem estava ali, naquela ocasião), quem eram eles:

a)       Jacó foi um enganador que roubou a bênção de seu irmão, mas o Deus de Jacó o transformou, restaurou e mudou-lhe o nome – passou a ser chamado de Israel.

b)       Olhem para Ruben, seu primogênito – fraco que foi, adulterou com a mulher de seu pai, mas Deus chamou a seus filhos para estarem ali, abandonar seus pecados e viver uma nova vida, pura e santa.

c)       Olhem para Simeão e Levi, filhos assassinos que mataram os homens de uma cidade inteira, mas o Senhor chamou sua descendência para estar na presença de Deus, ser perdoados, amados, e transformados em novas criaturas  – Levi até teve parte no sacerdócio araônico, e deu seus filhos para servirem ao Senhor naquele Templo.

d)       Olhem para Benjamin, e sua descendência, que rebeldes que eram, cometeram atrocidades, e, negando-se à justiça,  intentaram resistir e matar às tribos irmãs.  Quiseram exterminar os homens de Israel, e quase foram exterminados (Juízes, caps. 19 a 21).   Deus os chamou também para estarem ali, com os corações humilhados, sim, arrependidos, sim, mas para perdão, renovação e bênção!

e)       Olhem também para José, maltratado, rejeitado, traído, amargurado e vendido, quase morto por seus irmãos, sem motivo justo!   Deus chamou também a sua descendência para perdoar, esquecer mágoas, amar, abençoar seus queridos irmãos, e para ser abençoado juntamente com eles, na Casa do Senhor.

f)        Todos os irmãos de José que intentaram matá-lo, e o venderam aos ismaelitas, estavam ali representados por suas descendências, também – e foram chamados por  Deus para olhar para seus irmãos com amor, com doçura,  e até mesmo com ternura,  abençoando-os de todo os seus corações, porque na Casa do Pai Celeste não há lugar para ódio, rancor, rixas, brigas, divisões e falta de amor, pois o nosso Senhor contempla os nossos corações quando aqui chegamos, para sermos curados no profundo de nossas almas.    Vamos todos entregar os nossos corações a Deus nesta hora, para que tenhamos este espírito de amor, compaixão uns para com os outros, e perdão mútuo.

 

 

O LUGAR  QUE JESUS AMOU, E ONDE ELE ESTÁ

 

Na plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho Jesus para que, todo aquele que nele crer, tenha vida eterna, e passe da morte para a vida.   A estes, Ele lhes deu o poder de serem feitos filhos de Deus.   Estes irão morar eternamente com Ele, e Ele já faz morada dentro de seus corpos, pois que os purificou.   Onde houver dois ou mais de nós, Ele ali também está.

O templo do Senhor hoje é o lugar onde se reúnem os discípulos de Jesus.   Cada um de nós, que cremos, é um pequenino templo de Deus!    Uma partícula do conjunto de crentes que, reunidos, invocam fortemente a presença do Senhor conosco.

 

Assim, quem tem Jesus, tem a vida, e já não morre mais, porque quem vive na presença de Deus, viverá eternamente!     É lógico que falamos da vida no Espírito, e não na carne.

 

Jesus, porém, um dia teve que morrer neste mundo, numa cruz para levar ali em seu corpo os nossos pecados, e é porisso que podemos usufruir hoje do perdão de Deus.

Depois que Jesus morreu, o véu do Templo se rasgou, como  que dizendo que a Santa Presença hoje está além dos muros de Jerusalém e do véu daquele templo de pedras.

Nós, porém, como “templinhos” de Deus, podemos ter também a mesma Presença Divina em nossas vidas!   Que a sua vida, meu irmão e minha irmã, seja tão plena da Vida de Cristo em seu interior, que todos possam ver isso, sentindo a glória do Shekinah  bem dentro de você!

 

Sejamos, você e eu, plenos do fogo do altar, que queima as obras do mal, o pecado, queima a sentença de morte contra nós, queima o mal que era dirigido contra nossas vidas.   Que o fogo de Deus em sua vida queime por onde quer que você passe, porque você é chamado para isso mesmo!  O inferno não resiste à nossa presença, pois que estamos plenos do Espírito de Deus!

 

Sejamos nós como os sacerdotes divinos, que oferecem a Deus sacrifícios que lhe sejam agradáveis, de louvor, que penetrem à Presença de Deus!   Sejamos aqueles que oferecem as suas orações a Deus, certos de serem ouvidos!   Seja você e eu, aqueles que vão para a Casa do Pai para sermos abençoados, sermos revestidos do poder de Deus, sermos santificados, sermos queimados só em chegarmos perto do calor do Corpo do Senhor Jesus, sermos verdadeiras tochas incendiárias,  sacrifícios vivos para Ele,  que abrimos nossas bocas para falar dEle e sermos usados nas suas mãos como Ele o quiser.

 

Sejamos nós como sacerdotes que entram no Lugar Santíssimo, no Santo dos Santos, para louva-lo, para nos enchermos da sua alegria só em contemplá-lo, para O louvar e para intercedermos por um povo necessitado do perdão e da graça divinos!

 

Sejamos nós aqueles que, quando vêm para a Casa de Deus, vêm alegres, vêm com o coração bem disposto, com vontade de se aproximar dAquele que conhece os pensamentos e os propósitos do todo coração.     Que os nossos corações estejam dispostos a abandonar o mal, o pecado, o mundo, a carne e as obras do diabo, só para ser de Deus um verdadeiro adorador!

 

Seja você aquela bênção na Casa de Deus, porque é nela que iniciamos o nosso estágio.   Somos estagiários, que estão ainda aprendendo como andar com Deus, em comunhão com Ele e com os irmãos que irão um dia compartilhar da eternidade mais abençoada que existe:  a eternidade na companhia dos santos e do único e verdadeiro Deus!

 

Sejamos nós como as Pedras Vivas que se somam uma a uma para levantar o lindo, magnífico, maravilhoso e inigualável Templo da Igreja do Deus Vivo, a quem seja glória para todo o sempre!

E que Deus abençoe este lugar, onde erigimos um altar de adoração


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