I REIS – XVII – REINOS QUE SE ERGUEM E CAEM

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mayo 18, 2017 by Bortolato

Aonde estará a segurança?   A segurança, meus amigos!  Procura-se insistentemente!  Procura-se esta senhora, juntamente com a paz que ela promete, e, quando mal se pensa que ela chegou, eis que ela se vai embora sem mais e sem menos…

Quando nos tempos dos grandes impérios, cada grande monarca era visto como o símbolo da prosperidade e de dias promissores à frente.   Eles foram ícones em que se depositou a confiança dos povos.   Sua liderança liberou muitas vezes o perfume da segurança nacional, mas… quando analisamos mais a fundo cada um deles, vemos que estatisticamente bem poucos foram os reinos que puderam sustentar-se diante das forças contrárias que este mundo oferece.

O império Romano foi um dos últimos que encamparam um vasto território no mundo antigo e a manter seu emblema, a sua bandeira e a sua águia dourada, em pé – até que chegou o dia em que a casa caiu.

O Egito, a Assíria, Babilônia, Grécia, Pérsia foram outros que também se impuseram sobre vários povos, exercendo um poder de império muito vasto no Velho Mundo, até que chegou o dia em que estes também caíram.  Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler também quiseram montar um império assim, mas nem chegaram a lograr o êxito que tanto almejaram, e tiveram que pagar um alto preço por sua ousada pretensão – juntamente com o seu povo,  que viu a glória e a sua segurança desfazer-se no pó das suas ruínas.

Tudo parecia que ia bem até que chega o dia marcado, como chegou a estes.   Todos esses grandes reinos tiveram seu princípio, meio e fim.

Queria, porém, chamar a atenção para um determinado reinado que também foi por certo tempo duradouro, até que chegaram dias turbulentos.

O reino de Israel foi criado sob a tutela de um rei a partir de cerca do ano 1050 A.C., sendo que já existia antes sob outro tipo de liderança política e espiritual, desde c. de 1491 A.C.

Antes da monarquia, Israel era assumidamente uma teocracia, onde seu verdadeiro rei era o Senhor seu Deus.  Conforme os passos introdutórios que Moisés aplicou para a sua nação, debaixo da tutela do grande Yaweh, o Deus acima de todos os supostos deuses.   Durante a regência de Juízes, porém, houve graves problemas com o povo, que com frequência quebrava a aliança que havia sido feita com o este Deus desde o Monte Sinai, e houve até dias em que Israel teve de enfrentar uma temporária escravidão, sob o chicote de povos vizinhos.

Nos dias do juizado de Samuel, o povo se reuniu para pedir a ele que Deus lhes desse um rei, que unificasse toda a nação, e pudesse lhes transmitir paz e tempos de paz para semearem a terra, e usufruir dos benefícios da mesma sem transtornos.   Foi então que começou o período da monarquia em Israel, pois Deus lhes concedeu o que Lhe pediram.

Sob o cetro de Saul, pelos anos 1050 a 1010 A.C., aquela teocracia sob o governo divino ficou terceirizado de forma um tanto inconstante, com seus altos e baixos, mas quando Davi subiu ao trono, sucedendo-o, a soberania de Deus é reassumida, e as coisas passam a ir surpreendentemente bem para o reino.   Como característica constante que sempre marcou o Oriente Médio, havia ainda muitas guerras, mas Israel gozava de uma certeza muito firme de vibrantes vitórias, umas após outras, de formas as mais impressionantes, de maneira que o povo pôde sentir que estava sendo bem governado.

O cetro passou ao Rei Salomão, de 970 a 930 A.C., em tempos de muita riqueza, glória e abundância para o reino.   Tudo parecia seguro, e a paz era um fator muito comum naquele tempo, ao ponto até de se acostumarem com a mesma, mas em chegando o seu ocaso, algumas nuvens de tempestade já sinalizavam que um crepúsculo tenebroso estava chegando sobre a terra…

Salomão mesmo caíra em pecado de idolatria, fato que serviu de semente do mal semeada para as gerações que o seguiram.   As consequências foram inevitáveis.

O povo, inconstante como era, não percebera que a paz residia em uma determinada Pessoa, e que esta não era o seu rei humano, mas sim o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores, Yaweh.   Este erro de identificação sempre acaba custando caro para quem o comete, e não deu outro resultado.

Roboão foi idólatra como Salomão em seus dias de velhice, e teve que suportar uma divisão do seu reino.   Jeroboão, antigo servo de seu pai, liderara uma rebelião, e foi aclamado rei de dez tribos do reino de Israel, restando apenas Judá e Benjamin para os descendentes de Davi.   Isto já foi determinante para que houvesse guerras entre as tribos do norte e as do sul.

O filho herdeiro do trono de Roboão, Abias, por sua vez, herdou também os defeitos e erros de seu pai, mas para a sorte e bem-aventurança de Juda, este teve um breve reinado, de apenas três anos, quando deixou a coroa para seu filho Asa.

Asa foi um rei relativamente temente a Deus, e seu reinado foi abençoado com segurança durante os últimos anos de seu reinado.  Enquanto ele reinava sobre Judá, foi contemporâneo de sete reis de Israel Norte, os quais sucederam uns após outros, numa mostra de que o afastamento da Torah, da Lei do Senhor, foi uma causa extremamente funesta para os cidadãos que  tiveram de submeter-se a tais turbulências políticas.

Enquanto o reino de Judá gozava de uma segurança que durou várias décadas, o reino de Israel Norte esteve passando por tempos de muita insegurança, guerras internas, e uma decadência espiritual e moral cada vez mais acentuada.   Parecia que Israel se estava inclinando para dar um mergulho de cabeça para dentro de um inferno de vexames e dores.

Os capítulos 15 e 16 de I Reis nos revelam com detalhes o que aconteceu.

no capítulo 14 pudemos ler que o profeta Aías vaticinou um verdadeiro genocídio que viria a exterminar com a descendência de Jeroboão, filho de Nebate, por causa deste rei ter-se desviado do Senhor Yaweh, adotado outros deuses para seu reino, e expulsar das tribos do norte de Israel os sacerdotes e levitas, com vistas a adotar outros sacerdotes que exercessem ministério espúrio e idólatra.

Pois de fato isto foi o que aconteceu…  Nadabe, filho de Jeroboão, herdou a coroa de seu pai – mas isto não durou muito tempo: dois anos apenas, em cerca de 909 a 908 A.C., pouco depois de Asa haver começado a reinar no reino de Judá, ao sul.

Nadabe, como filho de um pai corrompido moral e espiritualmente, como foi Jeroboão, não negou a sua estirpe.  Durante o pouco tempo em que teve o cetro do reino em suas mãos, fez o que não devia, era mau aos olhos do Senhor.   Aonde não se segue a Lei do Senhor, códigos muito mais falhos, de frouxa moral, de abusos sobre direitos de cidadãos que tomam o lugar do poder legislativo, e muitas injustiças ocorrem, mesmo sob a égide do desventurado rei.  E assim foi nos dias de Nadabe.

Naqueles dias, uma pequena cidade fronteiriça, Gibetom, estava sob domínio filisteu, e Nadabe foi para lá com seus exércitos confiando que estava em conquistá-la.   Baasa, filho de Aías, da tribo de Issacar, em dado momento, em vez de cooperar com o sítio, conspirou contra seu rei, e o matou.   E não ficou só nisso.   Ao assumir o poder sobre a casa de Israel, tratou de eliminar toda a descendência de Jeroboão, cumprindo literalmente a profecia de Aías.

Baasa então reinou sobre Israel durante vinte e quatro anos (908-886 AC.), assentando sobre Tirza a capital do reino.   Ele até poderia ter sido recompensado por Yaweh, se tivesse tomado uma decisão: a de retornar aos caminhos que a Lei de Moisés havia prescrito para o povo de Israel.   Israel ainda era, aos olhos de Deus, apesar de tudo, um povo privilegiado por ter sido liberto da escravidão para ser propriedade exclusiva do Senhor, mas Baasa não atentou para isto.   Estupidamente ignorou isto.

Como foi o reinado de Baasa?  Correspondeu ele ao destino que o Senhor lhe propiciara?   Ele recebeu o reino das mãos de Nadabe, e exterminou uma dinastia que significava a impiedade, e muita podridão moral e espiritual em Israel.   Por drástico que isto pareça, dentro da soberania de Deus foi a providência que foi tomada para tirar Israel dos caminhos pérfidos de Jeroboão e sua descendência.

Baasa, porém, não reconheceu o favor e a oportunidade que tinha recebido das mãos do Senhor.  Em vez de procurar ganhar o coração do povo para si e para Yaweh, conforme nos relata Flávio Josefo, este rei se tornou pior que Jeroboão e Nadabe.   Fazia seus súditos passar por vexames e tribulações constantemente, e suas palavras eram notoriamente blasfêmias que vomitava contra Deus.   Dentro de um reino que deveria, com todos os direitos, honrar e adorar somente a Yaweh, o Deus misericordioso que os salvara e livrara por inúmeras vezes de inimigos ferozes, Baasa fez, ao contrário do esperado, um rei que levou seu povo à desonra, lamentavelmente para seus súditos e, consequentemente, para si mesmo também.

Baasa também fez guerra contra Asa, todos os dias do seu reinado.  Chegou até a edificar a Ramá, cidade que distava de Jerusalém em apenas oito quilômetros (quarenta estádios).   O intento de Baasa era, por certo, adquirir um posto de observação, de onde poderia fiscalizar as pessoas que quisessem passar das fronteiras do reino Norte para ir a Jerusalém, cidade onde se adorava ao Senhor, com vistas a puni-las e  impedi-las; e também ter um posto de onde pudesse fazer rápidas incursões contra o reino de Asa.  Isto, porém, não prosperou, porque o rei Asa logrou enfraquecer seu algoz, ajudado por uma aliança com Ben Hadade, rei da Síria.

Como Israel Norte estava indo de mal a pior em seu relacionamento com o Deus que tão bem desejava trazer ao Seu povo, e este último sofria nas mãos de um déspota impiedoso, pior do que aqueles a quem sucedera, então aconteceu o que era de se esperar.

O Senhor enviou um profeta, Jeú, para lançar sobre Baasa o mesmo tipo de palavras proféticas que haviam vaticinado o infeliz extermínio da descendência de Jeroboão.   O mesmo que acontecera a Jeroboão e sua família haveria de suceder também à casa de Baasa.

Um certo homem de nome Creom, então, assassinou a Baasa, e ele foi enterrado em Tirza.  Elá, seu filho, reinou em seu lugar a partir do vigésimo sexto ano do reinado de Asa, de Judá, mas isso não foi para a segurança de Israel, pois que este reinou por apenas dois anos (886-885 AC.).

Chegou o dia em que Elá, a exemplo de Nadabe, também quis conquistar a cidade de Gibetom, e para isto enviou para lá os seus exércitos, deixando a casa de Arza, um de seus oficiais, desguarnecida, enquanto ali se banqueteava e se embriagava.   Seus soldados todos estavam ocupados nos cerco de Gibetom, e isto foi uma chance para que um de seus comandantes, Zinri, como oportunista que era, se aproveitasse para chegar ao local, invadi-lo e assassinar a Elá.

Zinri então auto-proclamou-se rei de Israel, e não poupou à casa de Baasa, matando a todos os homens, eliminando até mesmo seus parentes e amigos.  Com poucos dias de reinado, este massacre foi a marca que deixou de pronto.   A nenhum partidário de Baasa poupou o novel rei, Zinri, porém isto não lhe trouxe a paz que esperava, pois quando os exércitos de Elá, que estavam em Gibetom, souberam do que havia acontecido, não aceitando o ocorrido, proclamaram a Onri, o chefe dos exércitos que estava no arraial de guerra junto a Gibetom, como o rei de Israel.

Sete dias apenas foram os dias do reinado de Zinri, pelo ano 885 AC., e nada mais.

Onri marchou contra Tirza, cercou a cidade, e Zinri, vendo-se em sérios apertos, e prevendo que teria o mesmo destino que deu ao ex-rei Elá, foi-se a recluir-se no seu palácio, e ali pôs fogo em sua própria casa; e ali mesmo morreu queimado…

E isto foi tudo?  Não!  Os desatinos, as incertezas e as guerras internas ainda não haviam terminado, em Israel Norte.  Parecia que o peso dos pecados dos seus reis estava caindo sobre as cabeças dos que tiveram a coroa sobre as mesmas – e quando isto aconteceu, o povo sofreu sem nada poder fazer senão esperar pelos acontecimentos que viriam a seguir-se.

Que insegurança!  Quantos infortúnios!  O que, ou melhor, quem poderia deter a esta sucessão de fatos terríveis?   Somente o Senhor, a quem Israel havia abandonado.   Isto nos faz lembrar da queda das duas torres gêmeas em Nova Iorque, ocorrida em onze de setembro de 2001.  Quando estas caíram, muitos murmuraram contra Deus, atribuindo a Ele a culpa pela falta de proteção, mas poucos atinaram para o fato de que o Senhor dos Exércitos lhes protejera por longo tempo, enquanto eles não O haviam abandonado, até que… as consequências aconteceram… foi um desastre, um nojo geral, e muitas lametações…

Onri liderou um exército que venceu a Zinri em pouco tempo, mas o povo de Israel Norte ficou dividido entre este e Tibni, filho de Ginate.   E esta divisão parecia ser equilibrada, de modo que não houve acordos.    As duas forças se degladiaram durante pelo menos quatro anos, depois da morte de Zinri, até que, segundo Josefo (Livro Oitavo, capítulo 7, item 356), Tibni morreu assassinado.

Com a morte de Tibni em c. 880 A.C., Onri teve a maior das facilidades para tornar-se o único rei de Israel Norte, e conseguiu reinar até o ano 874 A.C., totalizando doze anos de reinado.

Onri, como o rei remanescente de toda essa tempestade política que despencou sobre Israel como sinal de ausência das bênçãos de Yaweh sobre a nação, então passou ser o próximo portador da grandiosa oportunidade que recebera das mãos de Deus para fazer de seu país outra vez temente ao Senhor Yaweh, e observador da Torah, a Lei que Moisés deixara para as gerações, mas…  infelizmente, não foi assim que as coisas sucederam.

O que poderíamos dizer de Onri, que o pudesse diferir dos que vieram imediatamente antes dele, é que ele transferiu a capital do reino para o monte que comprara de Semer, e ali construiu sua cidade, Samaria, estrategicamente bem situada para efeitos militares, mas no tocante a seus atos, no entanto…  Onri, em termos de justiça, moral e fidelidade a Yaweh, fez coisas piores do que as que seus antecessores fizeram, e isso durou até o ano 874 A.C., e deixou seu filho Acabe para assumir a coroa e o destino do reino de Israel.

Acabe chegou a reinar por vinte e dois anos em Samaria, mas em que pese ter tido longos dias de reinado, estes já foram por demais extenuantes, tempos em que muito sofreram os seus vassalos, e mais ainda os verdadeiros servos de Yaweh.    Muito tempo para quem usou e abusou da paciência de Deus, mas o seu fim também foi trágico, conforme veremos na próxima lição.

Quando olhamos para esta sequência de reinados desastrosos, não deixamos de observar que nos nossos dias a lição se repete.    Israel Norte quis ter um rei, não se importando se este viesse a ser bom ou mau aos olhos divinos.   Queriam paz e segurança, mas não seguiram a receita que a Lei do Senhor lhes prescrevia – e assim deram com os burros nágua.

É assim que muitos povos procuram por um líder.   Procuram alguém que seja sábio, hábil politicamente, bom gestor dos recursos, do poder econômico, e das defesas militares do seu país.    Ah, e ainda exigem que seja um bom ouvinte dos clamores do povo, sensível às suas necessidades.   Desejável que tenha um currículo invejável, e seja, enfim, uma espécie de “super-homem”!   Mas esquecem-se de observar se o tal é um servo temente a Deus.   Parece que este pré-requisito se tornara caduco, aos seus olhos!   E qual é o resultado disso tudo?

Quando não se faz questão de que um líder seja temente a Deus, a tendência é que o tal faça da mesma maneira que fizeram Nadabe, Baasa, Elá, Zinri, Tibni e Onri.   Por quê?  Porque quando não se prima pelos caminhos do Senhor, outros caminhos serão trilhados, os quais estarão fora da vontade de Deus, que é o Autor da paz e detentor de toda a segurança.

Este episódio da história dos reis de Israel nos ensina que quando alguém se desvia dos caminhos do Senhor, estranhos caminhos são tomados, os quais não nos trazem a paz e a segurança que tanto desejamos.   Esta é a causa de muitas infelicidades.

Quer saber mais sobre o futuro das nações?   Reis e reinos, todos sucumbirão e se acabarão, mas Ele, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores voltará a este mundo para ser o eterno gestor da justiça – e hoje Ele está aberto para ser por um a um de nós escolhido com a finalidade de reinar em nossos corações.   Dias virão em que, em meio a terríveis circunstâncias, Ele virá para ser o efetivo Rei de toda a Terra…

Convidemos, pois, a Jesus, o Cristo, que é o Príncipe da Paz, para entrar em nossas vidas e reinar dentro de nós, colocando em ordem nossa casa, e dando-nos um brilho de justiça, amor e segurança que ninguém é poderoso o suficiente para nos privar.

Ora, vem, Senhor Jesus!  Maranata!


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