II CRÔNICAS – XII – CORAGEM E LOUCURA

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noviembre 5, 2019 by Bortolato

II Crôncas capítulo 26

Coragem é uma atitude louvável, que contagia, arranca elogios dos seus observadores e leva-os a seguirem àqueles que os inspirou com suas façanhas. A coragem, entretanto, compartilha uma zona limítrofe com a imprudência e a insensatez. Às vezes é difícil de estabelecer-se a diferença entre uma coisa e a outra, mas os resultados de cada uma delas são muito bem distintos.

Coragem é aquele ingrediente que os homens de Israel notaram no rapaz Davi quando este inchou o seu peito com fé no Senhor Yaweh, para ousar sair sozinho das tropas militares de seu povo, para descer ao vale de Elah, e encarar frente a frente um gigante famoso por seus feitos em combates, que vinha protegido com uma pesada couraça de escamas que rechaçava as flechas que o atingiam, caneleiras de bronze, armado com uma longa lança provida de uma ponta de ferro respeitável, espada, escudo e ainda acompanhado de um escudeiro.

Golias o viu, e admirou-se de ver que, em vez de um grande guerreiro muito bem armado vir ao seu encontro, era aquele rapaz de boa aparência, que não vinha rosnando, e nem lhe parecia alguém à sua altura para combatê-lo. Muito arrogante, o gigante reclama que queria um homem com “H” maiúsculo, e não um menino sem armadura, apenas munido de uma funda e cindo pedras lisas colhidas do ribeirinho. Indignado, Golias dizia sentir-se rebaixado à posição de um cão, repreendeu-o e o amaldiçoou pelos seus deuses, certo de que a vitória seria sua, sem dúvida alguma.

Davi, sem armadura, sem as armas convencionais apropriadas para entrar em uma luta corpo a corpo, lá ia para aquele confronto temido por todo o Israel. Ele inspirou o ar profundamente para gritar em alto e bom som uma resposta àquelas maldições que Golias lhe dirigiu:

  • Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo, porém eu venho contra ti em nome de Yaweh dos Exércitos. Hoje mesmo Yaweh te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves dos céus e às bestas feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel. Saberá toda esta multidão que Yaweh salva, não com espada, nem com lança, porque de Yaweh é a guerra e Ele vos entregará nas nossas mãos.” (II Samuel 17:45-47)

Os soldados israelitas, que não tiveram a ousadia de ir assim ao encontro do gigante que os atemorizava, ao ouvirem esse discurso de Davi, sentiram aquele fogo da coragem do rapaz ruivo soltar centelhas que lhes acendiam a fé e a intrepidez dentro dos corações daqueles que criam no Senhor, que salva o Seu povo com muitos ou com poucos, como foi o caso de Jônatas. Apesar disso, alguns outros o taxaram de louco. Seu próprio irmão mais velho o havia repreendido, por achar que aquele era um menino que estava brincando de ser soldado.

Os israelitas ficaram admirados com a ousadia do rapaz Davi, que contava, na ocasião, com cerca de dezessete anos de idade. Puderam, outrossim, sentir o poder daquelas palavras ungidas por Deus voarem no ar, tocando em seus espíritos, transformando o clima daquele lugar, porque era a hora e o momento em que o Senhor faria um fogo invisível mas bem perceptível, quase palpável, descer ali, fazendo acontecer mais um glorioso milagre do céu tocar na Terra.

O momento do pega-pega então começou. Cessaram os discursos, as palavras de ambos foram ditas, e agora era a hora que causava maior medo e ansiedade para o povo de Yaweh, enquanto os filisteus já contavam com uma vitória certa. Aquele vale de Elá parecia encurtar-se a cada passo da corrida de ambos os lados.

Davi já havia acomodado uma pedra em sua funda, e ia em frente, girando-a cada vez mais rápido, a fim de obter força no impulso que iria atirá-la. Enquanto isso, Golias também vinha correndo, com sua lança enorme na mão, chegando cada vez mais perto para alcançar Davi, tencionando aplicar-lhe um golpe fatal, mas desta vez não foi como ele estava esperando.

Davi solta com firmeza e segurança a sua primeira pedra. Ele já havia treinado esse tipo de arremesso muitas vezes, e tal e qual os seus patrícios benjamitas , o fazia com sucesso, atingindo até mesmo um fio de cabelo, a uma distância prevista de cerca de cem metros de distância (Juízes 20:15, 16).

O gigante não contava com isto; parecia que ele não cria que uma pedra o pudesse matar. Para a sua fatalidade, ele ainda, correndo fazia com que o impacto da pedra contra si aumentasse a sua potência no impacto.

A pedra voou com enorme força, desta vez com uma velocidade tal e qual Davi nunca antes o experimentara. Ela não desenhou uma parábola, subindo e descendo, como muitas vezes vemos a trajetória de pedras que se atiram ao ar. A pedra subiu, percorrendo o caminho de uma reta, foi incrível. Era a mão do Senhor a empurrá-la na direção certa, e ela se encravou na testa de Golias, destruindo toda a vida de seus movimentos. O único movimento que o corpo do gigante fez então era o de cair, indo direto ao chão, onde passou a jazer inerte.

Davi estava mais perto do corpo de Golias do que o seu escudeiro, e não desperdiçou a oportunidade: correu, achegou-se logo, e a primeira coisa que fez foi desembainhar a espada do seu algoz, e com a mesma, decapitou-o, diante dos olhos de milhares e milhares – para o espanto e horror de uns, e para a alegria, entusiasmo e excitação de outros.

Aquele acontecimento teve uma repercussão imediata na multidão. Aquilo cheirou mal para os filisteus, os quais estavam fielmente crentes de que Golias mataria com muita facilidade o rapazinho que falava bonito sobre o seu Deus Yaweh. Ficou patente para todos os presentes ali que aquela espetacular vitória do jovem judeu era algo que vinha do sobrenatural, pois que naquela luta os deuses de Golias estavam compromissados com ele, assim como o Senhor Yaweh o estava com Davi. Os discursos de ambos colocaram em jogo a presença de Deus contra os deuses filisteus.

Tal como Davi profetizara, ficou claro que o Deus de Israel é muito forte e valoroso na guerra, e só isto foi o bastante para por em retirada todo o exército filisteu, perturbado com aquela cena vívida que os abalou, e que não saiu da memória dos seus soldados por vários dias… Estes ficaram apavorados com aquela misteriosa e tremenda façanha de Davi, de modo que toda aquela impetuosidade dos principais guerreiros filisteus se lhes tornou em sentimento de derrota, antes mesmo de iniciarem o confronto entre as duas tropas.

Toda aquela confiança que eles tinham nos seus deuses desmoronou-se de repente, em um instante, como um castelo de areia quando alcançado pelas ondas do mar. Eles reconheceram que a situação não lhes estava favorável, e fugiram para salvar as suas vidas.

Então os homens de Israel e Judá se levantaram e jubilaram e perseguiram os filisteus até Gate e até as portas de Ecrom.”

Foi assim então que a coragem e a fé que um só homem nutria em seu coração explodiu, difundindo e contagiando a todo um exército que se sentia acanhado, e sem forças para batalhar.

Deu para notar que é assim que a coragem encontra o seu campo mais propício: quando se tem um grave desafio, o qual nos amedronta, que nos abala e até chega a corroer nosso ânimo. Esse contexto desalentador é quebrado por um grito de fé.

  • Coragem! Vamos nos levantar, vencer e quebrar a força dos inimigos!”

A História de Israel é repleta desses momentos cruciantes que, graças ao poder maravilhoso de Deus Yaweh, foram superados com grande estilo.

Vamos rever uma dessas ocasiões, exemplificando para aperfeiçoar o nosso entendimento.

Um desses momentos críticos foi quando, em cerca de 792 A.C. O rei Amazias, de Judá, fora derrotado pelo rei Jeoás, de Israel Norte, e levado cativo para a cidade de Samaria.

O povo judeu viu o muro de Jerusalém ser quebrado e ruir por terra em cerca de 180 metros da sua extensão.

Todo o ouro e a prata achados na Casa do Senhor e mais uma porção de reféns foram levados da cidade, para a vergonha e humilhação dos judeus.

Diante dessa grave desdita, o povo de Jerusalém teve que recomeçar a reconstrução do muro caído.

Além disso, tiveram que eleger um novo rei. Amazias tinha um filho que contava com apenas dezesseis anos de idade. Era o seu mais velho, o qual se chamava Uzias, ou também Azarias.

Aquele jovem não tinha muita experiência em governar, mas ao aceitar a coroa sobre a sua cabeça, foi sábio ao ponto de fazer aquele algo que fez de Davi um rei vitorioso: fé e coragem escoradas sobre a fidelidade e o poder de Deus.

Uzias… propôs-se a buscar a Deus nos dias de Zacarias, que era sábio nas visões de Deus; nos dias em que buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar”. ( II Crônicas 26:5)

A derrota de seu pai para os israelitas do norte colocou o seu reino em situação precária, ficou enfraquecido. Este era um bom ensejo para despertar inimigos oportunistas. Como Israel era cercado de nações desse perfil, Uzias teve que fazer um longo trabalho de base, preparando o povo para ser guerreiro.

Fiel a Yaweh, foi ele ao encontros dos seus oponentes. Não se intimidou, e da defesa passou ao ataque. Guerreou contra os filisteus, e logrou quebrar os muros das cidades de Gate, Jabné e Asdode, de modo que o seu moral se elevou muito diante das nações vizinhas. Ele cria em Deus, e foi muito ajudado pelo Todo-Poderoso.

E não ficou só nisso. O Senhor o ajudou contra os filisteus, e depois então vieram mais inimigos: os árabes de Gur-Baal, e os meunitas, e recebeu presentes dos amonitas. Como resultado disso, Uzias estendeu seus domínios até a entrada do Egito, porque ele se tornara muito forte, impondo-se militarmente entre os países da sua região. Tinha um exército de 307.500 homens munidos de capacetes, couraças, arcos, fundas, e engenhocas para atirar flechas e grandes pedras. Ele ficou muito famoso de forma tal que logrou reverter o quadro negativo herdado de seu pai no reino de Judá e adjacências.

O historiador Flávio Josefo diz que então Uzias deixou de seguir a Lei do Senhor e praticou alguns crimes durante o seu governo, quando já estava tão bem firmado entre as nações.

Depreendemos desta informação que ele passou a depositar a sua confiança no seu poderio bélico e político, e não no Senhor Yaweh, que lhe possibilitara ser um rei muito bem sucedido.

Isto foi um grave erro.

Tendo-se Judá tornado em um reino destacado entre nações vizinhas, e afastando-se Uzias da Lei do Senhor, ele passou a desrespeitá-la em certos pontos, talvez por desconhecimento da Palavra de Deus(o que seria sinal de falta de interesse pelas coisas atinentes à vontade divina), por falta de atenção, ou por simples vaidade, o que significa exaltação ao seu ego acima da necessidade de uma vida espiritual mais profunda.

O fato é que em certo dia de festividades em Judá, lá pelo ano 972 A.C., Uzias manifestou uma cobiçosa pretensão, de além de executar sua função real, também querer cumprir as de um sacerdote do Senhor. Parece que os poderes executivo e judiciário que detinha em suas mãos não lhe eram bastantes para reinar. Ele queria mais… Ah, essa cobiça elevada…

Então foi ele, e vestiu-se dos paramentos sacerdotais, entrou no Templo do Senhor, na câmara da entrada, e quis tomar do incensário que ficava no altar de ouro destinado a isto, para, por certo, ir e adentrar à câmara do Lugar Santíssimo.

Certamente que aquela ocasião se tratava do dia especial inserido na Festa dos Tabernáculos, o dia Nacional da Expiação, quando a Lei ordenara que o Sumo Sacerdote deveria acender o incensário sagrado para comparecer perante o Senhor, frente ao propiciatório, frente à Arca da Aliança que fora construída no deserto, lugar onde a voz de Deus vinha a Moisés, o Seu profeta (Lev.16:29-34). Nessa data o Sacerdote deveria tomar do incensário, e, engatinhando, sem olhar para o propiciatório, encher de fumaça do incenso no Santo dos Santos, para depois poder entrar ali, jamais sem sangue de animais nas mãos, em um ato cheio de fé e amor a Deus, interceder pelos pecados do povo. Ano após ano, esta cerimônia deveria acontecer, portanto este procedimento era de todos bem conhecido, em Israel.

Acontece que somente um sacerdote da linhagem levítica de Aarão poderia fazer isto (Levítico 16)…

Parecia ter havido um lapso de memória na mente de Uzias. Inacreditavelmente ele quis tomar do incensário a fim de fazer as vezes dos sacerdotes ungidos pelo Senhor especificamente para servirem junto ao altar e o Templo, e entrar no Lugar Santíssimo, como se ele pudesse modificar o conteúdo da Lei do Pentateuco, ao bel prazer de sua vontade…

Vale lembrar que, mesmo os sacerdotes levitas, quando estes cumpriam esta função e não estavam totalmente de santificados conformidade com todas as exigências que o Senhor lhes propunha, os mesmos chegavam a morrer lá dentro, em frente da Arca e do Propiciatório. Para tanto, bastava que apenas o sacerdote tivesse acidentalmente tido uma ejaculação do líquido seminal na noite anterior, e este já estaria impuro e cerimonialmente inapropriado para exercer aquela atividade. O caso de Nadabe e Abiú foi um exemplo clássico de ousadia e desrespeito para com a Presença do Senhor, que os detonou com fogo, e assim estes tiveram de pagar com a vida por isso.

Naqueles dias de festa religiosa, vários sacerdotes estavam ali presentes, e rapidamente oitenta deles juntaram-se e dirigiram-se ao rei, para, frente a frente, discutir com ele. Uzias não era ungido e consagrado por Deus para fazer aquilo; aliás, ele nem deveria ter entrado sequer na primeira dependência que ficava depois do átrio do Templo. Os legítimos sacerdotes não poderiam permitir essa transgressão, e nem mesmo omitirem-se, pois isto teria sido uma inaceitável conivência com o erro, aos olhos de Deus. Eles estavam ali para se santificarem e procederem em total concordância com os preceitos divinos, e eis que um ultraje se lhes apresentava ali, diante de seus olhos, cometido pelo homem mais poderoso do reino de Judá.

Uzias não aceitou as argumentações dos sacerdotes, e começou então a discutir com estes. Esbravejou, chegando até a ameaçá-los de morte… ele poderia ter compreendido, e atendido ao apelo do sumo sacerdote, e se assim tivesse feito até aquele momento, teria saído ileso daquele lance infeliz. Insurge porém que ele se indignou e levantou a voz contra os ungidos de Deus. Isto não traz boas consequências…

Uzias quis fazer valer a sua força política dentro da Casa do Senhor. A atmosfera se esquentou naquele confronto. Diríamos que ferveu.

Antes de comentarmos o desfecho desta situação, queremos enfatizar mais um detalhe que cabe aqui. Desde o reinado de Davi, o Senhor Yaweh sempre fez questão de deixar claro a Quem pertence o verdadeiro posto de rei de Israel: Ele mesmo. Portanto, Saul, Davi, Salomão e outros que se assentaram no trono político era, no fundo, apenas corregentes, uma segunda voz no Palácio do Governo . Quando estes subestimavam esta visão espiritual, logo davam ensejo ao surgimento de problemas que afloravam.

Assim foi que Uzias se deixou levar pela enganosa autoridade real de que fora revestido, e cometeu sacrilégio sem considerar com respeito e reverência a Palavra dAquele que o colocara no trono, e aos sacerdotes no Seu Templo.

O Trono é do Senhor, Ele é o Rei de toda a Terra (Salmo 47:2), tanto quanto o é a Sua Casa. Quem quisesse transgredir as Suas ordens preestabelecidas teria que haver-se com Quem as estabelecera. Além disso, se alguém intentasse entrar incontinente no Lugar Santíssimo… ai!

Uzias poderia ter morrido instantaneamente, mas como os sacerdotes o impediram de agir livremente como ele o queria, algo sobrenatural invadiu aquele recinto. Na narrativa de Flávio Josefo, o Senhor apenas fez surgir um terremoto, e misteriosamente um raio de luz penetra para dentro da Sua Casa, e incide sobre o rei, ferindo sua cabeça de lepra. Naquele instante ficou notório que o rei Uzias se tornara um leproso, e assim ele permaneceu até a morte.

Foi um triste final de uma história que poderia ter corrido de forma muito diferente.

A coragem de Uzias extrapolou os limites da sanidade mental e assumiu a forma da insensatez. Foi uma loucura, uma completa falta de bom senso.

Quantas pessoas não sofrem duras e longas penas por terem perdido o juízo, deixaram a razão e o equilíbrio de lado, e deixaram-se levar pelos desejos de seus enganosos corações…

Há um ditado que diz que para testar-se o caráter de uma pessoa, dê-se a ela o poder… Pois não é o que Deus faz? Assim foi com Uzias…

Há quem diga que serve a Deus de TODO o coração, mas contanto que não falte o dinheiro! Só que isto não funciona assim perante o Senhor. Outros não admitem que lhes faltem pessoas muito queridas de seus corações – e estas últimas não são eternas nesta Terra. Na verdade estamos em todos os nossos dias sujeitos a chuvas e trovoadas…

Ora, tanto as riquezas como as pessoas, bem como o poder nas mãos não podem resistir ao tempo. São temporários por excelência. Quem deposita nestes a sua esperança não percebe que sua casa não tem alicerces firmes.

Há, porém, alguém que adentrou no Santuário de Deus (Hebreus 4:14), não sendo descendente de Aarão, e nem foi ungido com azeite, mirra, cálamo e cássia (Êxodo 30:22-24), elementos exigidos para a consagração dos sacerdotes.

Não somente isto, mas Este homem especial foi aceito de maneira total, pois fora ungido pelo Espírito Santo de Deus.

Este homem é Jesus, o Nazareno, que não apresentou incenso sacerdotal composto de substâncias odoríferas de estoraque, ônica e galbano (Êxodo 30:34-36), mas as suas orações foram plenamente satisfatórias e poderosas diante do Pai.

Jesus não apresentou tampouco nenhum sangue de bodes, ou bezerros, mas sim, o Seu próprio sangue, que verteu naquela morte de cruz que sofreu. Este sangue pode nos valer preciosamente diante de Deus.

Desta forma, hoje temos a Jesus como o nosso eterno Sacerdote e Intercessor, que advoga as nossas causas perante o Pai Celeste. Ele é o Único que tem todas as credenciais e prerrogativas para exercer esse papel tão digno, sublime, perfeito e atraente, que preenche plenamente a lacuna entre a nossa dimensão e a do Pai.

O Seu ato foi mais ousado do que o de Uzias, mas apesar disso, foi mal recebido pelos sacerdotes levíticos de sua época, e estigmatizado como uma loucura. Em que pese a aparência que lhe conferiram os seu inimigos, essa loucura do evangelho foi viável como o único ato que realmente agradou a Deus. Digam o que disserem, louvado seja Deus pela aparente loucura de Jesus! Aquilo que denominaram de loucura, foi na verdade um ato do profundo e incomparável amor de Deus por pessoas que não mereciam tal arrojada medida.

Hoje nos recorremos a Jesus para podermos obter salvação, libertação e vida mais abundante com Deus. O sangue do Filho de Deus nos alcança, nos atinge de tal modo que nos purifica, nos enleva e nos faz sermos transformados em… filhos amados do Pai Celeste.

Que o Senhor assim nos considere e que cada um de nós seja recebido pelo Filho de Deus no portão de entrada do Céu. Ter-nos-á então valido o sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Recebamos esta bênção eterna, com todo o nosso coração!


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