QUEM É JESUS (IV)

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agosto 1, 2012 by Bortolato

JESUS CRISTO É DEUS!

De tudo que temos estudado acerca de Jesus como o Kyrios, o Logos, o Filho de Deus, nada mais lógico e sensato que concluirmos:  – Jesus é Deus!

 

a)     Soberano Deus presente, que rege a Sua igreja desde a sua glorificação, rege o universo e a vida de cada pessoa neste mundo.

b)     Deus eterno, o Criador, que Se revela como o Primeiro e o Último, o princípio e o fim (como o Logos).

c)     Deus, cuja vontade está de pleno acordo com a vontade do Pai, veio do Pai e ao Pai retornou (como o Filho).

 

No Novo Testamento, é partindo de uma série de concepções cristológicas fundamentais que se chega à conclusão de que Jesus é realmente divino.

 

Não encontraremos a assertiva que expresse as seguintes palavras: – Jesus é Deus! – mas isto não faz diferença significativa.

Se tomássemos agora o nosso tempo e examinássemos os textos que devem ser levados em conta, não poderemos nos esquecer de que isto já não mais é decisivo para entendermos que Cristo é Deus!   Isto não mudaria em nada as conclusões a que temos chegado até aqui.   E se achássemos tal assertiva, não se faria nada mais que confirmar aquilo que já temos exposto.

 

Tomemos João 1:1, onde lemos: – “ O Logos estava com Deus, e o Logos era Deus.    Que significa isto senão que Deus estava perto de Deus?

Agora, leiamos João 1:18:

“Ninguém jamais viu a Deus, o Deus Unigênito (o Único, Deus) que está no seio do Pai, é aquele que o fez conhecer”.

 

Que podemos depreender destas afirmativas tão bombásticas?  Cremos que, quando expressadas por João à igreja, nas primeiras vezes causou impacto.   Dão-nos a entender que ninguém jamais viu o Pai, mas também que Deus é revelado na vida de Jesus, a qual o apóstolo passaria a relatar em seu Evangelho.

 

Cremos que é claro o testemunho de João, que o confirma em I João 5:20:

“Sabemos também que o Filho de Deus já veio, e nos deu entendimento para conhecermos Aquele que é verdadeiro e nós estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo.   Este (Em Grego:»outos») é o verdadeiro Deus e a Vida Eterna”.

 

João assim retoma mais uma vez o complexo binômio composto pela unidade e a diversidade existente entre o Pai e o Filho.

 

Temos ainda os escritos da Epístola aos Hebreus, dando o título de “Deus” a Jesus.   Em Hebreus 1:8,9, vemos uma citação do Antigo Testamento especificamente de Salmo 45:7-8: –

“O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre, e porisso, ó Deus, teu Deus te ungiu…”

 

Observe-se que a epístola usa o vocativo para frisar que é o Pai falando ao Filho.   Nesta mesma epístola, vemos que Deus Pai O distingue dos anjos, colocando-O acima destes.

Os versículos seguintes desse mesmo trecho bíblico ainda confirmam isto, atribuindo a Jesus o título de Senhor (Kyrios), a obra da criação, e a eternidade que abocanha, envelhece e reduz os céus e a terra a um nada dentro da esfera do tempo, citando o Salmo 102:25-27.

 

Vemos, pois, que não há distinção entre o Pai e o Filho, embasando-se esta distinção entre a Criação (obra mais comumente atribuída ao Pai) e a Redenção (atribuída ao Filho), mas há uma distinção apenas entre:

a)                      Deus o Pai, enquanto se pode falar dele como que independentemente de sua Revelação;

b)                      Deus o Filho, enquanto se fala dele somente como o Deus que Se revela.

 

Quanto ao apóstolo Paulo, este não apresenta Jesus como Deus assim tão clara e abertamente (exceto se pudermos chegar à conclusão de que Paulo é o autor da epístola aos Hebreus), mas por outro lado, emprega muitas vezes o título de Senhor (Kyrios), no qual já temos visto estar embutida a divindade de Cristo. (Vd. I Co. 8:6):

“Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por Ele.”

Veja-se, por exemplo, o hino cristológico de Fp. 2:6-11, com sua expressão “ sendo em forma de Deus”.

 

 

 


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