SALMOS – L – EM BUSCA DA ETERNIDADE PERDIDA

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junio 25, 2021 by Bortolato

Salmo 49

Aonde colocarei o meu maior alvo desta vida? Para ser mais claro: o que é que mais anseio? O que é que mais quero ver realizar-se em mim nesta Terra?

Pergunte-se para uma criança, e ela possivelmente dará uma resposta que não será mantida no decorrer dos seus anos de vida, pois os seus valores imaturos certamente que serão deixados para o passado. A dúvida é sobre qual será o objetivo que então tomará o lugar de maior importância em seu coração.

Se perguntarmos a um jovem, seus valores certamente que serão outros, diferentes dos sonhos que nutria quando criança, e tudo dependerá das influências do contexto social em que o tal estaria inserido.

Um jovem que foi prejudicado ou viu sua família e amigos perecerem em uma guerra, por certo que acima de uma possível vingança contra inimigos, o seu sonho mais sublime será obter, para si e para os que ainda lhe são caros e vivos, uma vida normal alcançada em tempos de paz.

Seguindo-se mais à frente, o que quereria ele em tempos de paz? Uma vez superados os temores que uma guerra traz, seus olhos se volveriam para um futuro mais promissor. Uns desejarão obter riquezas, renome, poder ou prazeres, dentro de uma perspectiva de segurança e bem-estar; outros visarão à sabedoria; outros se contentarão com pouco, mas gostariam de terem muito, muito mais, se pudessem tornar-se grandes em alguma área da vida.

Realmente, alguns poucos serão muito ricos e abastados, enquanto que outros apenas o aspirarão, e invejarão os que o conseguirem.

Há, neste escopo, algo que ocorre com frequência: os poderosos, via de regra, lançarão mão de expedientes inescrupulosos e pouco dignos, que chegarão a trazer opressões e tribulações aos menos favorecidos, com vistas a perpetuarem-se no seu cobiçado e privilegiado status quo. Querem que tudo continue a contribuir para seu crescimento, provocando a admiração de tantos, e até difundindo temor ao seu derredor.

Estes se consideram semideuses, os grandes afortunados desta vida. Elogios de terceiros os cercam de perto. Cercam-nos também lisonjas exacerbadas e interesseiras. Alguns ousam querer imitá-los, e assim a iniquidade cresce e se multiplica nestes mundo, como que por osmose.

Ao contemplá-los, os mais jovens sonhadores os louvarão, e procurarão estudar quais os meios e fatores que levaram àqueles serem tão bem sucedidos, pois criou-se uma imagem de rara felicidade duradoura ao redor dos tais.

Dirão, pois: – “Que homem (ou mulher) de visão acurada!” – “Como ele (ela) prospera!” – “Esse (essa)é o (a) cara!” – “Inteligente, tem muita ousadia, ambição, criatividade e alta capacitação.” – “É assim, desse mesmo jeito, que eu desejo ser”.

Esses suspiros, porém, são alicerçados sobre bases muito voláteis, quais areias movediças. Impulsionados são pela fantasia que procura ocultar-lhes uma armadilha muito bem preparada, com uma oferta de marketing eivada de vícios, mas cheia de encantos hipnotizadores.

O Salmo 49 faz uma descrição honesta desse tipo de sonhadores, revelando aos leitores a faceta que se esconde por trás dessas aparências de padrões ideais de vida.

Há um pensamento subliminar que envolve os admiradores desses supostos felizardos poderosos. Eles não se incomodam com a volatilidade dos bens terrenos, porque tamparam os olhos do entendimento para aceitarem essa realidade. Agem como se nunca, jamais serão abalados ou despojados do produto de seus supostos atos de alto valor perene.

Os filhos de Coré, precedendo o estilo presente nos livros de Provérbios e Eclesiastes, escreveram este Salmo de instrução, fruto de meditação inspirada por Deus, que analisa, pesa na balança, pondera, dá o veredicto final, e, em uma iniciativa abençoada, transformaram a poesia em um cântico, que poderia ser aprendido e decorado, para ser cantado pelo povo de Israel, fazendo-o um povo mais sábio à medida que o mesmo assimila a ideia, canta-o com frequência, e assim coloca em prática um conselho didático que lhes enriquece a alma.

Senão vejamos:

Assim reza parte desse texto sagrado:

O seu pensamento íntimo é que as suas casas serão perpétuas e, as suas moradas, para todas as gerações; chegam a dar seu próprio nome às suas terras.

Todavia, o homem não permanece em sua ostentação, é, antes de tudo, como os animais, que perecem.

Tal proceder é estultícia deles; assim mesmo os seus seguidores aplaudem o que eles dizem. Como ovelhas são postos na sepultura; a morte é o seu pastor. Eles descem diretamente para a cova, onde a formosura se consome; a sepultura é o lugar em que habitam.” (Salmo 49: 11-14)

Não é de bom alvitre que se pense como esses; não temos vida material e status quo eterno neste plano materialista.

O moral dessa história é: não nos deixemos impressionar quando certas pessoas se destacam enriquecendo, aumentando seus patrimônios, pois estas um dia haverão de morrer, e tudo quanto angariaram nesta vida não lhes servirá de nada no além-túmulo. Aliás, nem ricos e nem pobres, tanto néscios como os sábios, ninguém levará nada, nada, nada do quanto puderam possuir, seja em bens materiais ou abstratos, para apresentá-los diante de Deus ao findar a vida.

Nenhuma das lisonjas, ou louvores recebidos os ajudarão.

Riquezas, a propósito, não têm o poder de comprar saúde para um filho, cônjuge, ou amigo que se ache moribundo, prestes a atravessar o rio da morte.

Parentes e amigos podem amar muito a um ente querido, mas coloque-se atenção para um fato incontrolável: um dia haverão que se despedir dos mesmos. É inevitável. Por isso precisamos usar o tempo para pensar bem sobre este fato. Benditos os que, enquanto têm oportunidade para meditarem, questionarem e mudarem a sua escala de valores, fazem-no de maneira realista e sensata, de acordo com os planos divinos.

Viajando nessas considerações, chegamos a um ponto em que uma grande interrogação se interporá nesse caminho: – Que valores devo então aceitar como mais importantes, e como poderei me safar das incertezas e dores que a morte traz no seu bojo?

Para onde irei, ou para quem devo olhar com vistas a encontrar uma vida digna, que vale a pena ser vivida e lograr angariar um futuro melhor aqui, agora e na eternidade?

Os filhos de Coré dão-nos esta receita no verso seguinte ao texto bíblico acima transcrito:

Mas Deus remirá minha alma do poder da morte, pois Ele me tomará para Si.” (49:15)

Deus é eterno, e quem for redimido por Ele, herdará a vida eterna, para gozar o milagre da redenção na presença do Eterno.

Ele estabeleceu um plano para a nossa salvação, e executou-o na vida de Cristo, o Filho de Deus que veio a este mundo para nos salvar. Quem tem o Seu Filho, tem a vida eterna, e quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. ( I João 5:12).

Como obtermos esta segurança, de que caminhamos para a vida eterna com Deus?

Tudo tem um início. Um start que se dá quando começamos a orar ao Altíssimo, pedindo-Lhe para nos dar a conhecer o Seu Filho, e ao orarmos, pedirmos que Ele perdoe os nossos pecados, nos dê a Sua graça eterna, e venha a morar em Espírito dentro de nós. Isto mudará o nosso viver. Hábitos malfazejos serão abandonados. Conheceremos a alegria de vivermos ao lado do Senhor dos Senhores, o Rei dos Reis, ao permitirmos que o Seu Espírito Santo nos faça semelhantes a Cristo.

Jesus ainda nos promete para nossas almas:

E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará de minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da minha mão.” (João 10:28-29)

Se alguém acha que esta promessa é muito ousada, demais para alguém ofertá-la ao mundo, então leia o verso que vem a seguir:

  • Eu e o Pai somos Um.”

Vamos lá, seria um grave desperdício se alguém deixasse de crer nessas palavras. Esta fé não é um fenômeno inalcançável, mas é uma opção disponível dentro de quem quiser crer. Basta querer, assumi-la, e exercitá-la. Coloquemos esta fé em prática, para sermos os bem-aventurados filhos de Deus através da adoção por Jesus Cristo.

Oremos a Ele, busquemos a Sua presença em nossas vidas. Isto fará toda a diferença no dia em que tivermos de partir deste para o outro lado do rio.

Então uma eternidade feliz estará à nossa frente, aguardando pela nossa chegada.

Sejam felizes com Jesus, o Salvador, o Filho de Deus.


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