SALMOS – LI – O QUE DEUS ESPERA DE NÓS

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julio 18, 2021 by Bortolato

Salmo 50

Quando se fala acerca de Deus, muito O têm em mente como Alguém cujo perfil é um tanto desconhecido. Desconhecimento, porém, não implica necessariamente em negação, seja parcial ou total. O que poderíamos apontar como possíveis razões para uma alienação do conhecimento do Ser Supremo? As reações diante da possibilidade de um dia termos de nos encontrarmos com Ele e podermos falar-Lhe face a face é o que atemoriza a muitos, e por isso procuram esquecer-se disso, e esconderem o medo que estaria à espreita para caçá-los e condená-los.

Há outros que preferem buscá-Lo, seguindo suas maneiras humanas, e esquecendo-se de que Ele tem já estabelecido a Sua própria de nos aproximarmos dEle, contentando-se com pouco conhecimento de Deus.

Fala-se também que ter uma religião seria adquirir um padrão de comportamento tal que nunca se faça mal a quem quer que seja, procurar ser honesto, não roubar, não matar e nem prejudicar ao próximo. Mas será que isto seria o suficiente para contentar a Deus? Ele é perfeito moral e espiritualmente. Será que Ele aceitaria outros padrões que não os Seus nas pessoas a quem criou? Um pai tem expectativas muito profundas a respeito de seus filhos. A História Sagrada revela que muitos têm sido motivos de muitos desgostos para o Pai Celeste. Há pais que até tencionam deserdar algum filho, por causa da degeneração de valores morais e espirituais ensinados durante a educação. Não seria o caso do Senhor de tudo também adotar sérias providências contra quem se dispusesse contrariamente aos Seus ensinos?

Tomo a liberdade de citar um caso conhecido. Em uma família, um determinado filho decidiu abandonar os valores de seu pai, chegando às vezes até a desafiá-lo com atos debochados e tendentes a revelar um mau caráter.

No mês de agosto, quando se comemora o dia dos pais, aquele filho rebelde veio e entregou ao pai um pequeno presente. Qual foi a reação do homem ao recebê-lo? Agradeceu a intenção, mas deixou claro que um melhor presente teria sido uma boa performance, uma demonstração de boas atitudes e ações, o que mais agradaria e traria maiores alegrias e benefícios para a relação pessoal entre ambos.

Isso pode parecer que foi uma má recepção, uma forma de retaliação que agravaria ainda mais as condições de comunhão entre ambos, mas não deixa de ser um sincero desabafo, e exposição de um caminho mais acertado para haver melhorias no relacionamento entre pai e filho.

Em uma análise transacional se recomendaria que problemas fossem minimizados, a fim de facilitar-se uma reaproximação entre ambos, pais e filhos. De fato, esta seria uma atitude mais propícia a uma reconciliação, mas… por quanto tempo se consegue manter a calma quando as coisas não melhoram e tendem a provocar estragos na família? Será que TUDO pode ser relevado e deixado de lado? É evidente que não, e pequenas gentilizas não apagam grandes desavenças.

O que teria Deus a dizer a respeito disso? Ele é amor, mas nunca deixou de ser totalmente justo, santo e puro. Ao lermos o Salmo 50, encontramos o que a voz de Deus diz a respeito disso.

Em uma cultura veterotestamentária incluíam-se sacrifícios de animais em moção de cultos prestados a Deus. Realmente o Senhor chegou a agradar-Se dos sacrifícios que Abraão fazia, bem como o de muitas outras pessoas, ao ponto de responder com fogo sobre o altar, quando Ele julgava como aprovada e aceita a oferta, como foi o caso de Salomão (II Crônicas 7:1), Davi (I Crônicas 21:26) e Elias (I Reis 18:36-38).

Ocorre, porém, que aqueles sacrifícios não representavam por si só a vontade plena de Deus, conforme Salmo 50:9-13. A Bíblia Viva interpreta assim o texto de verso 9:

Mas novilhos do seu estábulo e bodes dos seus currais não são o que realmente desejo receber de vocês.”

É claro: Deus é o Criador de tudo quanto existe neste mundo, e por isso não precisa depender de sacrifícios de carne de animais para saciar a Sua fome. Ele é Espírito, muito embora tenha criado o mundo material, e é intuitivo, pois, que ofertas ao nível meramente material não são apropriadas para satisfazer a vontade divina; estas necessitam ser acompanhadas de um espírito de adoração compatível com aquilo que Deus aprova e estabeleceu como condições para uma tentativa de religação com comunhão plena entre o Céu e a Terra.

No versículo 14 encontramos a chave para encerrar essa questão:

Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo” (conforme Almeida, versão Revista e Atualizada).

Como então devemos encarar este fato? Deus já aceitou sacrifícios no passado, mesmo sendo que estes não constituíam aquilo essencial que Ele almejava?

Esta, na verdade, é uma velha questão, que definimos como o binômio forma X conteúdo.

A forma é o elemento mais aparente. Ela se mostra de maneira explícita, que procura explorar o visual, ensejando formar uma ideia nas mentes dos que a visualizam.

Já o conteúdo é a essência, é aquilo que realmente constitui o que é mais importante, o que mais se conta. É o perfume dos frascos, é a pólvora que faz a bomba explodir, é a comida sobre os pratos que se põem sobre a mesa.

Diríamos que um presente, ao ser entregue, traz uma mensagem. A sua embalagem assume a voz da forma, mas quando se abre a embalagem, que pode até vir enfeitada com um laço de fita, então teremos o que é o mais importante, que é o presente em si – o conteúdo – enquanto que a embalagem geralmente é descartada no ato, como o elemento de somenos valor.

Tanto assim é que há presentes que não necessitam ser apresentados, revestidos de uma forma de apresentação. Basta apenas serem entregues. Exemplo disso é quando alguém deposita um valor em espécie na conta bancária do destinatário, sendo que o autor não se identifica.

Deus é muito sábio, e antes que alguém queira dar-lhe algum presente, Ele já sabe qual a motivação que vai dentro do coração do ofertante. Ele sabe quando há sinceridade e quando há engano, e é aí onde reside o que é aceito e o que é ignorado ou rejeitado.

Deus promete ouvir os Seus no dia da angústia, aos que O adoram em espírito e de fato, em termos de realidade.

Oferece a Deus sacrifícios de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo.” (v.14)

O profeta Miquéias, em seu livro do Antigo Testamento, apontou com maior profundidade o que Deus espera de nós, senão vejamos:

Ele te declarou, ó homem, o que é bom: e que é que o Senhor pede de ti senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miq 6:8)

Aos ímpios, porém, que não andam com sinceridade, sem um coração íntegro, que oferecem presentes que só têm embalagem e sem conteúdo de valor, estes infelizmente terão um retorno à altura daquilo que ofertam. Quem são estes?

Estes são apontados nos versos 16 a 20 do Salmo, quais sejam:

a – Os que oram proferindo palavras que apenas traduzem preceitos bons, mas que na prática não os aplicam. Este era o caso dos fariseus e escribas, a quem Jesus se referiu em Mateus, capítulo 23, endereçando-lhes mui graves censuras.

b- Os que sentem prazer em ver o ladrão roubar. Inventam quaisquer desculpas para atribuir razão para quem não a tem, e com isto, invertem os valores morais, dando indiretamente seu apoio para furtos e roubos, portanto ignorando a ordenança da Lei (Êxodo 2:15).

C – difamam até ao próprio irmão, caluniando-o sem usar de misericórdia e piedade.

D – usam a boca para falar maldades e espalhar mentiras.

Os versos 22 e 23 deste Salmo nos traz o desfecho que conclui o moral desta história: Quem se esforça para viver nos caminhos do Senhor receberá a Sua salvação; e quem oferece a Deus em sacrifício um coração cheio de gratidão, estes sim, estarão honrando realmente a Ele. Percebe-se que nestes há um espírito humilde e disposto a aprender e obedecer ao Senhor com perseverança.

Quem assim procede tem uma cobertura espiritual toda especial: será salvo. Malgrado todo homem seja imperfeito, este será bendito, pois aplicou a sua fé no alicerce mais firme deste mundo – a Palavra de Deus. Há muitas palavras proferidas neste mundo, e muitas delas completamente vazias de conteúdo espiritual, mas a Palavra que sai da boca de Deus destaca-se como a da mais alta relevância, pois nos facultam a encontrarmos o maior tesouro que poderemos achar: o caminho para a vida mais plena de propósito, a vida com Deus.

A Palavra de Deus nos incita à fé, e quem mantiver esta em seu coração será instruído com a Verdade. A Verdade não nos confunde, e quem andar em consonância com esta, conhecerá o Deus Vivo, o Senhor sobre tudo.

(disse Jesus: -”Eu sou o caminho, a verdade e a vida….” – Evangelho de João 14:6)

Conhecê-Lo é o mais alto privilégio que um mero mortal pode ter.

Que conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor, o Rei dos Reis, que nos convida a participarmos de um rol de fiéis que não serão confundidos e aos quais é prometida uma vida eternamente enriquecida com a maior de todas as bênçãos: a íntima comunhão com o Deus Vivo.

Que convite! Vamos, firmes como em marcha, para conhecê-Lo e ao Seu Filho, Jesus, o Cristo, que morreu para nos dar a Sua vida, a fim de implantá-la dentro de nós e salvar-nos do mal.

Se assim procedermos, veremos que não há felicidade maior do que andar com Ele.

Eia, pois, não deixemos para mais tarde. Hoje é o dia da salvação. Não vacilemos. Não coloquemos empecilhos ou obstáculos. Não apresentemos desculpas por nos demorarmos, sejamos diligentes. Deus Se agrada dos que não se detém para virem ao Seu encontro.

Oremos a Ele. Ele nos ouvirá, pois não ignora um só coração sincero e cheio de fé. Se assim fizermos, Ele nos responderá – e quão valiosa nos será a Sua resposta.

Experimente, e Deus o abençoe.


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