SALMOS – XLIX – A ALEGRIA QUE SÓ DEUS DÁ

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junio 22, 2021 by Bortolato

SALMOS – XLIX – A ALEGRIA QUE SÓ DEUS DÁ

Salmo 48

Existem alegrias e alegrias. Algumas duradouras, mas outras… pura ilusão, uma enganosa sensação.

O mundo oferece algumas alegrias, mas o problema é que nenhuma delas dura para sempre. Até dizem em certo adágio, que “o que é bom, dura pouco” – e com isto, acabam concebendo a ideia de que de fato as coisas mais atraentes, cobiçadas e buscadas, sempre se acabam um dia, resultando em um frustrante, quando não desastroso, “nada mais”, “é o fim da linha”, ou “o fim da picada”.

Acontece no entanto que muito embora esta vida terrena seja passageira, é bem verdade que a morte e os túmulos sejam fatos que determinam o fim de todos os projetos e expectativas humanos, há uma vida que prossegue além-túmulo, que não passa, é sem fim.

Os materialistas e ateus não creem nessa vida, que parte de uma plataforma material, saltando para a eternidade, em outro plano. Afirmam estes que não há provas que evidenciem-na, mas parecem ignorar que também não há provas de que o espiritual não exista, e assim eles se apegam a bases muito frágeis, passageiras como um vento, objetivando sustentar os seus pontos de vista. Pretendem ser científicos, mas apenas com bases empíricas, que se lastreiam em experiências puramente materiais, e com isso deixam de lado um campo desconhecido, o qual não conseguiram dominar, e por isso o descartaram. Como disse certa vez o famoso físico alemão Max Planck (1858-1947) – que quem pensa assim, raciocina pelas metades.

A Bíblia é um livro que nos serve de testemunho de que não somente o espiritual é uma realidade, mas também que Deus existe, e que Ele é recompensador dos que O buscam.

Agora chegamos ao ponto de ensejo, em que podemos dizer que Deus dá alegrias eternas aos Seus fiéis, e estas alegrias não passam. Duram para sempre, pois que Ele, o Senhor Criador deste Universo, é Eterno, e nEle reside a maior felicidade que alguém possa encontrar.

No Salmo 48 lemos que:

Grande é o Senhor, e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus; Seu santo monte, belo e sobranceiro é a alegria de toda a Terra.” (48:1,2)

Os encontros do povo de Israel com o seu Deus Yaweh eram oportunidades muito alvissareiras, que faziam com que houvesse grandes expectativas… de encontrarem-se com o Deus que muito os amava, e os abençoava. Israel teve muitas em muitas provas do amor divino, que foi derramado muitas vezes sem medida, e por atacado sobre o Seu povo.

Se pesquisarmos a trajetória de Israel no decorrer da sua História, veremos que as estatísticas já o teriam condenado à extinção total, mas não foi o que aconteceu. Vejamos, por exemplo, alguns fatos que se destacaram nesta sua folha corrida:

  • Um povo escravizado que estava sendo explorado, maltratado e oprimido por um Faraó que perceptivelmente visava à sua diminuição numérica, sua depreciação e decadência, de forma a querer torná-los em uma sub-raça destinada a ser eternamente escrava do Egito. Que chance teria Israel de escapar das más intenções de seus opressores? Sabemos que Spartacus (c. 109-71 A.C.) lograra obter uma breve liberdade juntamente com os seus aliados, rebelando-se contra Roma, mas o seu fim foi um desastroso fracasso, que levou à morte milhares e milhares de escravos, apesar de ter tido alguns sucessos contra um reino que era dos mais vitoriosos em batalhas.

  • Buscamos, então, um outro ponto da História dos hebreus. Depois de libertos da escravidão do Egito, eles foram para o deserto. Cerca de dois milhões de pessoas para lá foram conduzidas, por onde peregrinaram por quarenta anos. Quarenta anos em um deserto estéril e abrasador! Aonde iriam eles para obter água e alimento com vistas à sua sobrevivência? Os negacionistas desconsideraram que essas suas pequeníssimas possibilidades de superarem aquele obstáculo tremendo pudessem apoteoticamente ser vencidas, e negam-se a a crer que isto foi realmente assim – mas o que é incrível apenas valoriza e atesta a atuação do poder de Yaweh em seu socorro.

  • Depois daqueles quarenta anos de peregrinação por terras áridas, esse povo abençoado partiu para a conquista da terra que manava leite e mel, mas com inimigos muito bem instalados ali, com exércitos, soldados gigantes e cidades fortemente muradas, que lhes ofereciam grande resistência. Os povos cananeus chegaram até a formar confederações com vistas à destruição de Israel, mas… não o conseguiram, porque a mão poderosa do Senhor Yaweh era milagrosamente com eles. Israel entrou na Terra Prometida e apossou-se dela, destruindo aos seus inimigos, e lá ficou estabelecido por centenas de anos.

  • Quando Israel veio a pecar contra o Senhor e contra a Sua Lei, esse povo dantes privilegiado por Yaweh foi desterrado dali pela Assíria em 722A.C.; e em 597 A.C por Babilônia, mas não completamente destruído. Contra todas as probabilidades eles puderam voltar à sua Terra Prometida em 536 A.C., e voltaram a ser uma nação em 445 A.C., apesar da tenaz oposição que lhes quis impedir de reerguerem-se.

  • Depois desse longo estágio de cativeiro babilônico, voltaram sob as bênçãos do monarca da Persa, mas ainda subalternos a um povo estranho, o que perdurou até o ano 332 A.C..

  • Naquele ano os gregos vieram através de Alexandre Magno, que logo em 323 A.C morreu, deixando seu império para as mãos de quatro de seu generais, dos quais, Ptolomeu e Seleuco passaram a disputar o domínio sobre a Terra Prometida de Israel, e um dos selêucidas, Antíoco IV, em cerca de 175 A.C., promoveu uma terrível perseguição contra os judeus, a qual foi repelida pelo sacerdote Matatias e seu filhos Macabeus, dando-se início a uma longa guerra de altos e baixos, vais e vens, derrotas e vitórias, que culminaram com a independência de Israel no ano 164 AC.

  • Depois dos gregos, os reis levitas descendentes dos Macabeus, os hasmoneanos, gozaram de relativa independência até o ano de 37 AC., quando então os romanos passaram a fazer de Israel uma província de seu reino.

  • Os romanos vieram, dominaram de forma imponente e pesada, e assim se suscitaram rebeliões, até ao ponto de intolerância em que aqueles estrangeiros sitiaram Jerusalém em 70 DC., destituíram-na, eliminaram muitos e expulsaram outros da estirpe judaica do antigo reino de Israel/Judá, que já se havia espalhado por todo o mundo civilizado de então, o que favoreceu a disseminação do cristianismo por todas as regiões encampadas por Roma. O Império Romano ocidental porém também foi desfeito em 476 D.C. Hoje não existe mais, e Israel voltou a ser aquela pequena nação a partir do ano 1946 DC., o que causou admiração e espanto em todo o mundo.

  • Hoje os israelitas vivem cercados de inimigos que só querem a sua morte a qualquer custo, mas tal sede de sangue não lhes tem dado lograrem atingir este alvo sinistro. Israel continua vivo e ainda hoje sobrevive apesar das fortes oposições, protestos e ataques de mísseis contra as suas cidades.

  • Na época em que os escritores deste Salmo 48 viviam, eles puderam ver que a presença gloriosa do seu Deus os protegia. Não há como se negar que o Senhor Yaweh os guardou e guarda, ainda que inimigos os detestem e os ataquem com ferocidade além dos limites.

O povo de Deus, que se chama pelo Seu nome tem incontestavelmente passado por sérias lutas e provas, mas a grande verdade é que as Suas ternas misericórdias lhes têm sido o ponto forte de consolo que os levanta e lhes dá condições de novas esperanças de serem um povo escolhido a dedo pelo Senhor dos Exércitos.

É muito interessante aguçarmos o entendimento para podermos alcançar a perspicácia de enxergarmos que TODOS os inimigos do povo de Deus, aqueles que os quiseram oprimir ou matar, foram um dia destruídos.

Veja-se bem aonde foi parar o exército do faraó, em cerca de 1445 AC, os inimigos mesopotâmios (conf. Juízes 3:1-11, em cerca de 1380 AC.); os moabitas, amonitas e edomitas tantas vezes; os cananeus, os midianitas (Juízes cap. 3 a 12); os filisteus (por cerca de 1200 a 980 A.C.); os assírios (de 715 a 722 AC.); os babilônios (de 722 a 539 AC.); os persas (de 539 a 332 AC); os gregos (de 332 a 63 AC.); os romanos (de 27 AC. a 476 DC.), os nazistas (de 1933 a 1945 DC.), e ainda hoje Israel é cercado de todos os lados.

As lições da história nos oferecem subsídios para concluirmos que Israel se desviou muitas vezes dos caminhos do Senhor, e por isso já sofreu duras penas, mas está claro que sempre que esse povo se arrependeu e voltou-se para Deus, foi recompensado com misericórdias sempre oportunas e benfazejas.

Estes fatos aqui narrados passaram de geração a geração entre os filhos dos israelitas. Como não haveriam de contá-los, um a um?

Como temos ouvido dizer, assim o vimos na cidade do Senhor dos Exércitos, na cidade do nosso Deus. Deus a estabeleceu para sempre.

Pensamos, ó Deus, na Tua misericórdia no meio do Teu Templo” (Salmo 48:8-9).

Fatos excepcionais recebem grande destaque entre as mídias atualmente. Como não haveria o povo de Deus de estar continuamente repassando essas informações que relatam a bondade e a misericórdia do Senhor, que presenteia o Seu povo com tanta insistência e perseverança, de geração em geração?

Pois então a Igreja do Senhor Jesus precisa também contar as bênçãos recebidas durante a sua geração, para a geração que está para a suceder.

Deus está vivo e ativo hoje, como sempre O foi. Seus atos de poder são compartilhados e espalhados por toda a Terra, onde os Seus servos estão.

Obras maravilhosas são contadas e ouvidas por todos os povos quantos permitam que estas sejam expostas a seus cidadãos e até para algumas nações onde não se permita tal difusão.

As obras prodigiosas que Jesus fez em Seu curto tempo de ministério terreno foram liberadas também aos Seus discípulos que Lhe são fiéis, e estas se têm multiplicado por todos países, até naqueles em que se persegue o desenvolver da Igreja.

Assim é que Deus se tem revelado por séculos, sem deixar de transmitir a Sua marca a todos os que nEle creem.

Notai bem os seus baluartes, observai os seus palácios, para narrardes às gerações vindouras que Este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; Ele será nosso guia até a morte”. (Sl 48:13-14)

Os livramentos que Ele dá aos Seus são incontáveis. Talvez o leitor ainda não tenha percebido isto, ou pense que não tenha chegado ao seu conhecimento essas coisas, da forma como aqui foram expostas. Então temos a honra e o privilégio de estender-lhe um convite.

Venham a Jesus, o Filho de Deus. Venham, experimentem ter contatos pessoais com Ele. Quando damos um passo em Sua direção, Ele dá infinitos outros para nos encontrar neste bendito caminho.

Venham e vejam o que Ele fará em sua vida. Não temam. Ele tem poder, sim, para mudar tudo quanto não está de acordo com a vontade de Deus, e nos transformar em benditos cidadãos do Reino dos Céus que andam nesta Terra.

Ele está presente em Espírito em todo lugar onde o Seu nome é invocado, e todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo. (Romanos 10:13)

Invoquemos o nome de Jesus, o Cristo. Sejamos salvos de todo o mal. Sejamos felizes com Ele para sempre. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor. Ele é bom, e a Sua misericórdia dura para sempre.


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