SALMOS – LIII – AONDE JAZEM OS ORGULHOSOS

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septiembre 7, 2021 by Bortolato

Salmo 52

Não faltam neste mundo os que aliam riquezas, renome, poder, feitos heróicos ou notórios à sua alma, os quais enchem seus corações de orgulho, inflando-o até o arrebentarem, ultrapassando todos os limites da sensatez.

E não é raro ver-se que os tais adicionam a maldade como o passo seguinte às suas conquistas. Isto é muito frequente neste mundo, em todas as áreas de atividade humana.

Observe-se bem, mas observe-se até o fim, e veja-se aonde foi parar toda essa trajetória.

Já houve muitos governos ditatoriais que trouxeram muita dor e sofrimento ao povo, além de oprimir àqueles que lhes cheirassem ser oposicionistas. As coisas que chegaram a fazer para manterem-se no poder são inúmeras e indescritíveis.

Nos tempos modernos, isto é, pelo século XX, pôde-se ver que houve alguns ditadores que ordenaram verdadeiras matanças, entre outros atos truculentos abomináveis. Detentores de um poderoso governo autoritário em mãos, não descansaram enquanto não alcançassem seus objetivos, mesmo à custa do sangue de muitas vidas. Pisaram sobre muitas cabeças humanas para ali erguerem-se e, uma vez estando sobre estas, ufanarem-se de subirem os degraus do sucesso.

Na Alemanha, em meados daquele século, após a I Grande Guerra, o povo viu-se diante de duas opções ao seu dispor: o nazismo ou o comunismo. Ao escolherem o nazismo, o mundo todo gemeu de dor.

Tantas foram as atitudes opressoras do nazismo, que desnecessário é tornar a falar sobre estas, de tal monta conhecidas de sobejo. Foi trágico, terrível, e sem precedentes. O mundo inteiro se abalou e ficou aterrorizado com as atrocidades que ficaram expostas depois da queda de Hitler (que viveu entre 1889-1945).

Por outro lado, muitos defensores da filosofia comunista, por exemplo, oprimiram o povo cristão sob desculpa e a acusação de que estes seriam “agentes reacionários da oposição política”, ou ainda “agentes subversivos”, ou “inimigos do povo”. A dupla Lenine (1870-1924) e Stalin (1878-1953) foi responsável pela morte de mais de cinco milhões de pessoas, em nome do seu “regime acima de quaisquer suspeitas”. Tentaram esconder seus crimes, e fizeram-no o quanto puderam, mas um dia a verdade veio à tona. Afinal, nada há oculto que não haja de ser revelado.

Há lugares hoje em que não se pode sequer pronunciar a palavra “liberdade”, mormente no que se refere à liberdade de expressão. Quem ousa usá-la, por certo que sofrerá duro castigo. Perseguição, injúrias, maldades refinadas, e ameaças de morte são os desígnios dos que não a toleram nem mesmo um sussurro dos que chegam a “pensar alto”.

O reverendo Richard Wurmbrandt(1909-2001) foi um pastor luterano severamente perseguido, preso, torturado, e vítima de maus tratos do governo ditador de Nicolae Ceausescu (1918-1989) por cerca de oito anos. O pastor foi liberto das garras do regime que desejava a sua morte, enquanto que o caudilho foi mais tarde deposto, julgado e sentenciado à morte.

Observe-se bem o fim que o ditador Saddam Hussein (1937-2006), o rei Faiçal (1885-1933), Idi Amin Dada (1925-2003), Jean-Bédel Bokassa (1921-1996), tiveram, bem como o de outros que usaram e abusaram do poder político que detinham em mãos.

Na Bíblia podemos encontrar alguns exemplos desses. O rei Senaqueribe, da Assíria, que foi assassinado pelos seus próprios filhos, perto do ano 713 A.C.

O rei Belsazar, da Babilônia, morreu em cerca de 539 A.C. depois de perder a coroa para Dario, do reino da Média, logo depois de ser severamente advertido profeticamente pela mão de Deus, devido à sua gestão leviana, que desrespeitava dramaticamente aos pobres, e menosprezava as obras que o Senhor Deus de Israel havia feito nos tempos de seu pai Nabucodonozor.

Citamos por excelência o exemplo do rei Acabe e sua rainha Jezabel (que reinaram sobre Israel Norte de 874 a 853 A.C.), e seus sucessores Acazias (853-852 AC), Jorão (852-841 AC), Pecaías (742-740 AC.), Peca (740-732 AC). Dentre os seus antecessores também incluímos nesta lista: Nadabe (910-909 AC), Baasa (909-886 AC.), Elá (886-885 AC.), Zinri(825 AC.). Observe-se bem o fim que cada um destes tiveram.

O Salmo 52, a exemplo, nos traz o retrato de homens como Saul e Doegue, que trouxeram a morte para os sacerdotes de Nobe e passaram ao fio da espada homens, mulheres, crianças e até bois, jumentos e ovelhas (I Samuel 22:18-19). Tudo só porque um sacerdote, chamado Aimeleque, havia feito bem para Davi, o filho de Jessé, que tinha acabado de cair na clandestinidade para salvar a própria vida. Detalhe: Aimeleque não sabia que Saul andava à caça da cabeça de Davi, e nem tinha como sabê-lo na ocasião.

Ao ficar sabendo da tragédia, Davi lamentou muito, pois não imaginava que, no seu pedido por uma ajuda a um homem de Deus, Saul haveria de causar tanto mal a homens ungidos como sacerdotes do Senhor Yaweh, e ainda estender a espada a todos os moradores da cidade de Nobe. Era de chorar, ao ver-se a extensão daquela maldade. Saul pensava estar-se desfazendo de um mal, e não cuidou em medir a sua ira. Foi uma injustiça que acabou como toda uma cidade, e atraiu uma severa maldição sobre a própria vida do rei, porque Deus o viu e o julgou.

Alguns anos depois disso, Saul veio a suicidar-se, pois via que caíra nas mãos dos seus inimigos filisteus, ocasião em que vieram a morrer seus três filhos mais destros na guerra: Jônatas, Abinadabe e Malquisua. Os filisteus cortaram a cabeça de Saul, despojaram-no de suas armas e expuseram o seu corpo junto ao muro da cidade de Bete-Seã ( I Samuel 31:10).

Neste Salmo Davi, em um lamento, expõe a maldade de Saul e Doegue, um dos pastores do rei, que tudo fazia para bajular e não se furtava em praticar todos os crimes objetivados na mente doentia do homem que achava que estava sofrendo uma ameaça de perder a coroa em favor do filho de Jessé.

Aconteceu, afinal, o que Saul temia, não por força de um motim da parte de Davi, mas porque Deus o julgou.

Davi então, na ocasião do massacre de Nobe, descreveu a impiedade daqueles dois homens: língua ferina , que profere planos de destruição (Salmo 52:2), e amantes do mal.

O Espírito de Deus então veio sobre Davi, e este, sem o perceber, profetizou a morte de Saul e de seus filhos, apontando a causa principal de suas quedas: Saul não fazia de Deus a sua fortaleza, mas confiava na abundância de seus bens e alimentava a perversidade ao ponto de alicerçar-se nesta como base de sua salvação e elevação.

Davi então, passando pelo local dessa tragédia, contemplava o estrago e o que restou do genocídio. Olhava para as oliveiras que circundavam as ruínas da cidade de Nobe. Aquelas árvores sobreviveram à chacina que houve no local, e ele de repente parou diante daquele panorama de destruição, e fez uma comparação das mesmas com a sua vida. Ele também restou incólume, apesar a ira de Saul. Como olivieras que duram muitos anos e dão fruto por muito tempo, assim o belemita se viu, ao escapar das mãos dos que ambicionavam cortar-lhe o pescoço. Destruição havia ao seu redor, mas Davi estava de pé.

O salmista se via assim porque as sua fé e esperança estavam plantados na Casa de Deus, onde fluem rios da graça que dá vida aos que creem no Senhor.

Façamos aqui uma resenha panorâmica. Aonde estão hoje alguns desses tiranos? O que foi que restou deles? O que sobrou de suas glórias? Nada. Apenas, talvez, quando muito, um epitáfio, uma simples menção dos seus nomes, e as datas que revelam os termos inicial e final de suas vidas.

Sua vaidade, seu orgulho, sua pompa, suas vanglórias, suas más imaginações, seus planos malfazejos, suas riquezas, seus luxos, suas honras; e seus súditos subordinados tiveram que parar de bajulá-los, pois ambos um dia deixariam de existir.

Eram famosos pela sua força e seu domínio; oprimiram a muitos, mas de repente tudo aquilo se foi, como que levado pelo vento que o tempo lhes impôs, supreendendo-os um dia.

Confiaram em coisas temporárias, tais como suas riquezas, e estas pereceram, bem como eles próprios, e não houve quem os pudesse socorrer.

Davi, porém, volve seu olhar para a Casa de Deus, ao Eterno Deus, que muitas coisas fez para salvá-lo. Seu coração se enternece e dá-Lhe graças, não só pelo fato do Senhor mantê-lo no rol dos que sobreviveram, mas que também foram privilegiados por Ele, e se encurvam diante dEle como verdadeiros adoradores.

O salmista bem sabe que pode esperar no Senhor, e que o seu fim não será o mesmo que o dos ímpios. Tudo passará, mas sempre há de permanecer a Palavra de Deus, que dissemina a fé, a esperança e o amor ( I Coríntios 13:13).

Então fica o moral dessa história a nos indagar didaticamente: para onde estão voltados os nossos olhos? Para circunstâncias atuais? Para a inconstância dos homens? Para os atos impressionantes dos maus? Para as posições de destaque que estes conquistaram? Tudo isso passará, um vento o levará, e nada disso irá sobrar.

O Senhor nos convida a desviarmos o nosso olhar desde essas coisas, e nos fixarmos nEle. Ele é o nosso verdadeiro foco, que não muda, não falha, e não abandona aos que nEle creem. Não há Deus algum como Ele. Deus de amor, de esperança e da verdade. Bondoso, e recompensador daqueles que O buscam.

Muitas riquezas do reino espiritual estão nas mãos de Deus, que Ele quer franquear a cada um de nós, bastando que sigamos com Ele um caminho de fé.

Ele deu a maior prova do Seu amor para conosco, quando cedeu o Seu próprio Filho Jesus para ser o nosso substituto em uma cruz, a fim de que nós não tivéssemos que arcar com o preço dos nossos pecados, o que seria a nossa morte eterna.

Jesus diz: – “Vinde a mim!” é o convite estendido aos cansados, oprimidos, enganados e desiludidos, porque Ele tem um prêmio especial a dar aos que perseveram em seguir os Seus caminhos. A vida não é fácil para ninguém, mas Ele nos dá um alívio significativo no peso do fardo que temos de carregar. E como Ele nos alivia! O que nos era um peso impossível de ser levado, Ele faz com que se torne leve, dando-nos o Seu sorriso ao mesmo tempo em que renova nossas forças.

Quer atender a este convite tão especial, promissor e que enche os nossos corações da alegria da salvação, que transborda em louvores ao Rei dos Reis, e Senhor dos Senhores?

Comece orando. Oremos ao Pai, com os nossos corações abertos, em nome do Senhor Jesus. Peçamos a Ele que nos aceite no rol dos Seus filhos adotivos. Que Ele nos adote. Que nos receba, perdoe nossos pecados, e nos dê a Sua preciosa comunhão de amor. O Seu amor encobre uma multidão de pecados, e nos torna aprazíveis perante o Pai da glória.

Perdoemos a quem nos feriu, pois que Ele nos perdoa de todos e quaisquer pecados que tenhamos cometido. Ele é mui generoso, e quer que sejamos semelhantes a Ele.

Peçamos-Lhe que nos ensine a sermos tal e qual Ele é, e desfrutemos da delícia que é sermos tocados e transformados pela Sua presença.

A Sua presença é maravilhosa. Basta que nos aproximemos dEle, e tudo muda em nossas vidas. O ambiente fica mais leve. O ar fica mais puro. As nossas provações deixam de ser pesadas, pois Ele nos enche de uma confiança inexplicável na fidelidade do Seu Ser, e passamos a ser vitoriosos; sentimo-nos vitoriosos mesmo antes de concretizar-se diante de nossos olhos a Sua operação de livramento.

Assim é Jesus. Doce e aprazível, deleitoso como um pudim que adoça o nosso paladar, mas que desce para os nossos corações e preenche-o suave e alegremente. Experimente-O, e verá.


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