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SALMOS – LXIX – AONDE ACHAR FORÇAS

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abril 10, 2022 by Bortolato

Salmo 69

Quando vemos que até os fortes sentem-se fracos?

Que será de nós se os heróis se cansam e caem? Mas por que eles eles também caem? Acidentes de percurso? Fatalidades?

Quando vemos alguém como Pedro, o apóstolo de Cristo, discípulo e mártir do Cristianismo, com aquela disposição para servir ao Mestre, impetuoso, dizendo que O seguiria até a morte, mas… de repente, pouco depois, o vemos acovardado diante dos inimigos, negando a Cristo e até jurando em falso para por a salvo a si próprio e à sua pele…

Saindo daquela casa de Caifás, Pedro foi chorar… decepcionado consigo mesmo. Sentia-se um fracassado. Seu ego estava em completa baixa, destruído e arrasado. Só a misericórdia de Deus pôde restaurar o seu ânimo, e fazê-lo de novo um discípulo de Cristo.

Outros exemplos deste tipo encontramos nas Escrituras Sagradas: o rei Joás, filho do rei Acazias, que começou bem, começando a reinar em Judá pelo ano 835 A.C. (aproximadamente) mas não deu continuidade na sua fidelidade ao Senhor, pois chegou ao ponto de ordenar o apedrejamento de Zacarias, filho do sacerdote Joiada (II Crôn.24:17-22 e Mateus 23:35).

Tanto Joás como seu filho Amazias (este reinou de 796 a 767 a.C.) começaram seus reinados muito bem, sendo fieis ao Senhor, mas no final de seus governos cederam para a idolatria (II Cron.25>14-16). Ambos morreram assassinados, cada qual a seu tempo.

Por outro lado sabemos que certo dia Sansão teve que lutar contra mil homens. Ajudado pelo poder de Deus ele foi o vencedor, de maneira milagrosa. Um detalhe importante sobre este episódio narrado pelo livro de Juízes é que, após vencê-los, Sansão quase perece de sede, exausto, desidratado após tanto suor se desprender de seu corpo todo. Ele sentiu-se fraco, prestes a perecer, mas o Senhor, Aquele que lhe deu forças e destreza para lutar, abriu uma fonte na caverna ali, onde seu corpo exausto jazia, e fez brotar uma água pura, cristalina, onde ele pôde beber e ser restaurado. Isto é o produto da graça de Deus.

Já o caso de Davi é um caso de altos e baixos. Nos dias de Saul, o jovem ruivo de Belém foi um estrondoso sucesso. Venceu a Golias, o gigante que ninguém queria enfrentar; venceu os filisteus , povo de poderoso exército, vez após vez, mas de outro lado viveu dias em que sua vida esteve por um fio.

Por várias e várias vezes ele foi considerado um homem fadado a morrer pela espada, mais dias ou menos dias; para muitos o seu fim chegar precocemente era só questão de um pouco de tempo, e ele cairia nas mãos dos seus adversários.

Em meio aos seus apertos, angústias, perseguições implacáveis, o filho de Jessé usou muito bem o dom que lhe fora dado, de dedilhar a sua harpa, dedicando a Yaweh a sua arte com ardente fé no coração.

Como resultado disso, chegou a compor vários Salmos, entre os quais mencionamos o Salmo 69. Semelhantemente ao Salmo 22, este foi o instrumento divino para desafogar a alma do salmista – e deixar aberto o seu coração para que fossem retratados os sofrimentos do Messias.

Este Salmo foi uma experiência espiritual, uma verdadeira viagem de Davi pelo futuro, no qual os sofrimentos nele presentes quando de sua composição serviram para revelar os sentimentos de Deus por Seu Filho, Jesus, no dia mais difícil de Sua vida Uma espantosa profecia que focalizou um acontecimento que se daria mais de mil anos depois.

Naquele momento da composição Davi sentia-se fraco, muito fraco e totalmente dependente do socorro de Deus, mas conforme ia se inspirando e desenvolvendo seu lamento, alguns detalhes da obra claramente apontam para o futuro, mais especificamente para a hora das travas na qual Jesus, o Messias, foi preso, julgado e sentenciado à morte.

Davi sentia-se em parte envolvido em um drama que na sua origem era aparentemente seu, mas de outro lado também foi sendo impulsionado pela inspiração divina no desprender das palavras, e estas expressaram coisas que não eram reservadas para ele mesmo, mas ao Messias Servo Sofredor.

Seu linguajar metafórico, místico e misterioso o levou para além das circunstâncias que o envolveram, e assim ele adentrou no drama do Calvário, ao sentir o seu espírito dar um salto para dois mil anos adiante de sua época.

Não sabemos qual a visão que ele teve naquele momento, mas o fato é que ele chegou a sentir os sofrimentos que haviam de vir a Cristo, e os retratou com alguns detalhes. Isto é um mistério para nós mortais, porém podemos afirmar com certeza que Davi recebeu uma visitação do Espírito de Cristo, e por isso é que escreveu coisas que não poderia saber, senão através da revelação divina dentro de seu espírito.

O apóstolo S. Pedro o diz, em sua primeira epístola, capítulo 1º, versos 10 a 12 (carta escrita entre os anos 62 a 67 D.C.):

… Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando atentamente qual a ocasião ou quais circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.”

A mensagem deste Salmo se prende ao tipo de oração que os justos poderão fazer quando em fase de perseguição.

O Salmista sente-se agredido moralmente, vivenciando uma intensa pressão de ameaça de morte, de tal forma que, se considerássemos humanamente as suas possibilidades, havia grandes chances dele a qualquer momento receber sua sentença capital.

Tanto Davi como Jesus viram-se nesta situação um dia, mas quando o salmista escreve:

O zelo da Tua casa me devorou, e as afrontas dos que Te afrontam caíram sobre mim” (verso 9);

Estas palavras se cumpriram na vida de Cristo quando Ele expulsou os cambistas e vendedores de animais do Templo de Jerusalém (Mateus 21:12, Marcos 11:15, e Romanos 15:3).

Quando então Davi escreve os versos 20 e 21 deste Salmo, fica muito claro que a circunstância que o envolveu lhe foi revelada, da qual ele compartilha a nós, descrevendo um detalhe ocorrido durante a crucificação de Cristo:

Por alimento me deram fel, e na minha sede me deram a beber vinagre” (cumprido conforme narração de Mateus 27:48; Marcos 15:36; e Lucas 23:26).

Este Salmo 69, pois, nos mostra que muito embora possamos ter sofrimentos atrozes na vida, Jesus, o Messias, também os teve, em dimensões e intensidade extremamente maiores que os nossos, e enfrentou-os sem murmurar, sem pedir vingança sobre os que O levaram à morte. Ele foi vencedor, e nos incita também a nós, a seguirmos o Seu exemplo.

Quando o Salmista se refere às águas que o submergem, ele está se referindo à multidão que o perseguia, e (verso 2) o estar atolado em profundo lamaçal significa que ele estaria preso em alguma circunstância. Uma dessas foi a ocasião em que ele estava em Gate, preso pelos filisteus, e fingiu ser um iminente louco perante o rei Áquis.

Jesus também foi preso um dia, e teve que ver-se frente a frente com os que estavam para sentenciá-lo à morte: Caifás, Pilatos e a multidão que clamava:- “Crucifica-O!”

Quando Davi se queixa de estar cansado de clamar, refere-se às suas insistentes orações. Veja-se também como Jesus orava no Jardim do Getsêmani (Lucas 22:39-44) em agonia, até vindo a suar gotas de sangue ali.

Ao escrever Davi que sua oração pedindo para ser salvo e livre do atoleiro de lama, que simboliza sua prisão, ele também está entrando em consonância com a oração de Jesus, que pediu ao Pai: – “Afasta de mim este cálice” (Mateus 26:39), pouco antes de ser preso naquele mencionado jardim.

Há, porém, algumas diferenças entre Davi e Jesus, retratadas neste Salmo 69. No verso 33, por exemplo, onde está escrito que “o Senhor responde aos necessitados e não despreza os seus prisioneiros”, sabemos que o salmista foi liberto de sua prisão, mas Jesus foi preso, julgado, condenado à morte e morreu em uma cruz.

O final deste Salmo também se insere uma oração imprecatória que deseja a vingança sobe os seus perseguidores, prática um tanto comum no contexto do Velho Testamento.

Jesus, porém, quando agonizava de dores ao sentir-se próximo da morte, ainda pregado naquela cruz, orou pelos que Lhe causaram tanto sofrimento, debaixo de muita incompreensão, insensatez, ingratidão, blasfêmias, falta de discernimento, violência, escárnio, maldade incrustrada naqueles corações, mas em vez de pedir que seu martírio fosse vingado por Deus, o Pai, Ele orou:

  • Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. (Lucas 23:34)

Este ponto de divergência entre Davi e Jesus nos é justificado pelo espírito que soprou e ainda sopra sobre a revelação do Novo Testamento:

Ouvistes o que foi dito: – Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que vos torneis filhos do vosso Pai Celeste, porque Ele faz nascer o sol sobre os maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5:43-45).

Outro detalhe sobre a morte de Jesus: se Ele não tivesse consentido em receber aquela sorte tão dramática, e resolvido enfrentar a morte sem recalcitrar, como o fez, quem teria que ser condenado à morte, isto é, quem teria que ser condenado sob este tipo de sentença, sem direito a apelação, seríamos nós, os que nascemos e vivemos sob as insígnias do pecado. Em outras palavras, Deus simplesmente derramaria a Sua ira sobre o mundo todo, inteiramente, até consumir o último pecador sobre a face da Terra – e nós estaríamos incluídos nesse rol.

Se Jesus nos amou assim, tomando sobre Si um destino dorido e drástico que nos era marcado, então qual deverá ser a nossa atitude diante disto?

Não há como ignorarmos. Se dissermos que isto não nos afeta nem um pouco e nem muito, estaremos desprezando a nossa salvação. Não há possibilidade de sermos neutros neste campo.

O que queremos para nós mesmos? É preciso que tomemos o cálice da Salvação, a fim de que não sejamos obrigados a beber o cálice da morte espiritual e eterna.

Este futuro espiritual após vida terrena é um mistério que está encoberto aos olhos dos duvidosos e dos negativistas, mas é tão real quanto a nossa existência física aqui. Não querer ver esta verdade é um caminho perigoso, fadado a uma perdição eterna.

Este é um ponto crítico, que nos leva a decidirmos o que faremos de nossas almas eternas. É como estarmos diante de uma encruzilhada, que nos mostra vários caminhos, mas somente um é que nos trará o escape de uma sentença eterna, e este caminho se denomina JESUS, o Filho de Deus.

Não há a possibilidade de ficarmos indecisos, e nos darmos bem. Estancar na frente dessa encruzilhada é fazer a escolha que não nos levará a lugar nenhum, e isto significa também deixar de tomar a decisão certa para a nossa salvação.

Jesus é o Messias, não somente dos judeus, mas de todos quantos nEle crerem. Ele disse acerca de Si mesmo:

  • Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá, e todo aquele que vive e crê em Mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” (João 11:25, 26)

”Porque assim como o Pai ressuscita mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer.” (João 5:21)

“Porquanto a vontade dAquele que Me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho e crê nEle tenha a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6:40)

“Eu sou a porta; se alguém entrar por Mim, salvar-se-á, e entrará e sairá, e achará pastagens… Eu sou o Bom Pastor; o Bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas ”. (João 10:9,11)

“…Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por Mim.” (João 14:6)

Eis aí o caminho: Jesus, o Filho de Deus. É o único que nos conduz à vida eterna. Que nos resta, pois? Buscar encontrá-Lo. Sim, porque Ele mesmo já ressuscitou, abrindo o caminho para a nossa ressurreição, se nEle crermos.

Como encontrá-Lo? O primeiro passo será fazer uma oração, pedindo a Deus o perdão dos pecados, com o coração arrependido verdadeiramente. Nessa oração, deve-se pedir para ser aceito pelo Filho de Deus no rol dos Seus discípulos.

Precisamos também aceitá-Lo como nosso Salvador e Senhor, nas nossas vidas. Para isto é que Ele veio a este mundo, enviado pelo Pai. Abramos o nosso coração para Jesus nele habitar.

Para perseverarmos neste bendito Caminho, será preciso levarmos uma vida de orações constantes, leitura da Palavra de Deus escrita, a Bíblia, para nos servir de orientação para nossos passos, e aplicar a sua receita.

Convém também, para nosso fortalecimento na fé, nos agregarmos ao povo de Deus, que hoje se reúne, a congregação dos salvos por Jesus, aqueles a quem Ele mesmo chamou de sua Ekklesia, sua Igreja.

Esta é a receita para a vida de maior e mais duradoura felicidade de todos os tempos. Temos que segui-la, para a nossa verdadeira sorte grande.

Disse Jesus, ao chamar os Seus discípulos: – “Vinde a Mim”! (Mateus 11:28; 4:19)…

Venhamos, e atendamos ao chamado do Mestre.


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