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SALMOS – LXXI – PARA MAIORES… DE 70

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abril 19, 2022 by Bortolato

Salmo 71

Despertou a curiosidade para saber como é chegar lá? Pois é… já vem sendo assim desde há muito, e esta é uma realidade inegável.

Certa vez um tio meu, ao alcançar seus noventa anos, disse-me: – “Nunca queira ficar velho, hein…”

Foi um gracejo. Pensando bem, que outra opção temos nós, além de prosseguirmos a vida até que ela se acabe por expirar o nosso prazo de validade? Quem quer antecipar a sua partida?

Já ouvi também alguém comentar, dizendo que todos nós portamos uma senha embutida em nossos corpos, para um dia ouvirmos a chamada final, “mas (diria alguém) se algum interessado quiser passar para a minha frente, pode passar, que eu lhe dou a minha vez!” – mas esta possibilidade não passa de uma piada, considerando-se que todos temos um chamado instinto de sobrevivência, um grito primal que procede do fundo de nossas almas. Deus nos dotou deste quesito desde nossa geração, e Ele sabe do dia, hora, minuto e segundo em que seremos recolhidos deste mundo, para encararmos a vida eterna. Ninguém sabe o quando. Até mesmo os que tentam o suicídio, estes muitas vezes tentam, mas não conseguem lograr dar um fim à própria vida, e depois ficam refletindo, pasmos, por que não deu certo seu intento funesto. O momento certo está anotado no Livro de Deus, e não no livre entendimento da vontade do homem, apesar que, de um lado, este possa contribuir de forma indireta, se esta receber permissão do Todo Poderoso.

De qualquer forma, a pergunta persiste: – Como será o poslúdio de nossas vidas?

Quando vemos que o brilho do sol se vai encaminhando para o lugar do ocaso, onde o astro se aninha por detrás das montanhas, este é o caminho de todos os dias, quer tenha brilhado muito ou pouco, quer tenha achado uma fresta entre as nuvens ou não, o fato é que ele parecerá percorrer esta sua rota, porque Deus o talhou desta maneira. O constante movimento de rotação da Terra o garante assim.

No Salmo 19 lemos que no seu curso o sol é muito claro, um tremendo clarão, principalmente quando chega a ficar a pino, perto do meio-dia, enquanto vai desprendendo o seu mais intenso calor. O traçado de seu caminho ascendente é comparado com o de um noivo, que sai de seus aposentos e se regozija como herói a percorrê-lo.

O Salmo 71 nos retrata este lindo romance escrito sob o estilo poético, nos mostrando que, a exemplo do sol, nossa rota de vida começa a ser descendente a partir do momento em que alcançou o seu ápice, e vai descendo aos poucos, até chegar ao horizonte.

Ao aproximar-se do flash de nosso pouso no final do percurso, sentimos que o brilho e a força já não mais são intensos, e tendem a minguar e desaparecer de conformidade com algumas tomadas de momentos desse quadro.

Assim vemos o homem idoso. Seu coração busca o conforto e a assistência, onde possa entrar em repouso, cada vez mais. Os crentes em Deus buscam-nO quando sente que as suas forças já não alcançam metade daquilo que um dia veio demonstrar. É o ocaso da vida. Quem pode alcançá-lo é porque não foi colhido e ceifado precocemente, ou antes desse desfecho final.

Estas características se fazem presentes em todos quantos chegam à terceira idade. Conforme os anos vão-se passando, vai se escrevendo a nossa biografia. Então o homem passa a sentir que os seus olhos já não são mais tão bem dotados daquela acuidade visual; seu corpo já não faz movimentos rápidos com muita facilidade; dores aqui e ali aparecem do nada; a destreza das mãos parece estar fugindo progressivamente; a fragilidade vai crescendo e cada vez mais se manifesta; aquela ladeira que o indivíduo conseguia subir com vigor atlético já não pode mais ser subida da mesma maneira que o fazia até então. Alguns pensam:- “Não! Isso vai passar, e vou tornar a sentir-me forte outra vez!” – mas quem dera! Tomara mesmo que pudesse ser assim, mas essa esperança, muito benfazeja à psiqué por sinal, no tempo do fim se acaba. Esta é uma realidade que as pessoas não gostam sequer de nisto pensar, mas temos que encarar esse desafio, e não adianta querer fugir. Quem não pensa equilibradamente no seu dia do fim, acaba sendo surpreendido pelo mesmo.

Quando somos jovens não se pensa nas dificuldades dos últimos dias de vida. Naturalmente. As expectativas de vida, os alvos, os planos, e os propósitos falam sempre mais alto, ocupando muito os pensamentos, não deixando espaços para uma reflexão sobre dias difíceis no futuro, e muito menos quando se trata de dias do poslúdio da vida. Com isto, muitos sequer fazem provisões para assistência à saúde e sofrem com a chegada dos anos nessa área, e consequentemente sofrem perdas na qualidade de vida que ainda têm à sua frente.

Os mais fortes logram ter vida mais prolongada e chegam à idade avançada. Foram abençoados com longa vida, mas como tudo tem o seu preço, conforme o caso, alguns não mais podem contemplar com seus olhos o ambiente ao seu redor; suas pernas fraquejam, e se tornam atrofiadas, de modo que não conseguem mais andar. Até o paladar já não pode mais apreciar como antes nas ingestão de alimentos. Foi-se aquele apetite prazeroso da juventude. A vida se lhes tornou um peso para si mesmos e para os que procuram dar-lhes algum amparo. Depois de terem recebido o dom de possuírem idade avançada, acontece que eles vão perdendo algumas outras capacidades, em decorrência da idade.

Quando este caminho assim começa a delinear-se, o aprendiz de ancião procura ainda reagir, lançando-se a alguma tarefa de sua preferência, de acordo com suas forças de então. Alguns afazeres têm que ser feitos, apesar de suas limitações, pois são de sua obrigatoriedade. Eis que eles não se negam a isso, mas vão lançando-se a estes com as dificuldades que chegaram para roubar-lhe parte de suas aptidões, e por isso vão andando cada vez mais devagar, bem devagar para não se cansarem.

Este é o prenúncio de que em breve está para chegar a hora de deixar este mundo físico e ir encontrar-se com Deus, partir para a vida que seu espírito ainda detém, fora de seu corpo.

O Senhor assim o permitiu e o fez para alertar o viajante da necessidade de voltar-se para Ele, que nos encontrará no final da jornada – e então seremos avaliados, uma nota nos será atribuída por tudo quanto tivermos feito, seja o bem ou o mal.

Muitos dos velhos amigos, que outrora conhecemos, certamente que em sua maioria já não estão mais vivos.

Aqueles que lograram construir o seu império particular, construíram e realizaram seus sonhos, então passam o bastão, ou o seu cetro para outro. Quando isto acontece, o acervo dos seus bens passam a pertencer a quem o sucedeu. Nada deste mundo levamos para a eternidade, nem mesmo a roupa que usamos por ocasião da partida.

Esta situação ficou muito evidente na vida do rei Davi, conforme podemos notar no Salmo 71. De acordo com o Salmo 90 a vida de alguns pode durar 70 anos, e o salmista estava então caminhando para essa marca.

Não se trata de pessimismo ou fatalismo; apenas uma análise realista sobre este assunto. Quem não quer ouvir nada sobre isto, que o faça como quiser; esta atitude não muda em nada o curso natural das coisas.

Davi foi um grande guerreiro, vencedor de inúmeras batalhas. Tornou-se rei, líder político e religioso. Arcou com a responsabilidade de dirigir o curso da história de um grande povo, debaixo da égide da Lei do Senhor. Obteve, sim, grande sucesso como administrador, mas falhou em outra área de sua vida: nas relações familiares. Todos erram em algum ponto, e este foi o calcanhar de Aquiles, ou melhor, o de Davi.

Ele andou por caminhos difíceis que o marcaram muito, por conta de percalços políticos, e os seus inimigos ambicionaram abatê-lo a qualquer custo, desde sua juventude.

Quase não teve sossego até o final de sua vida. Intrigas familiares e palacianas não lhe permitiram desfrutar de muito descanso, e quando percebeu que estava já idoso, e as lutas não cessavam, compôs o Salmo 71.

Então eleva a sua súplica ao Senhor. O Senhor que o livrou vezes após vezes, nas suas necessidades, não o desampararia na sua velhice.

Enquanto os inimigos trabalhavam por sua queda, Davi fazia a sua oração, pedindo que, antes de tudo, Deus não se ausente de sua vida, mas apresse-Se para socorrê-la. Ah, a presença do Senhor em uma vida é a maior preciosidade que podemos obter, em quaisquer instâncias.

O salmista nutre uma esperança: de ser amparado na velhice (verso 18), ser vitorioso mais uma vez, e assim ele possa proclamar às gerações vindouras os feitos do poder de Deus.(versos 8, 15, 16, 18).

Em que pesem angústias e males, mesmo em meio a tribulações, com senilidade ou não, uma fé constante vem ao espírito dele, firmando em sua mente e coração a certeza de que ele será restaurado, e sua grandeza novamente aumentada, haja o que houver e venha o que vier, porque ele, Davi, jamais deixará de amar e temer a seu Senhor, o amado Yaweh dos Exércitos.

Essa fé é um tanto estranha, pitoresca, parecendo uma excentricidade, porque rompe com os fantasmas que até ameaçam a vida de uma pessoa, mas esta, dotada da plenitude da presença espiritual que Deus o faz sentir, antes mesmo de tudo deixar bem definida e concretizada a vitória da sua fé, levanta-se para executar uma canção, um hino de vitória, com seus instrumentos musicais, declarando altos louvores ao Senhor. Isto é uma dádiva do Céu, é a fé que remove montanhas. Mesmo em meio a grandes dificuldades, o salmista toma a sua harpa nas mãos e canta com toda a força de seu espírito, sentindo-se desde já triunfante, contrariando todas as circunstâncias adversas.

Eles vê os inimigos caírem diante de seus olhos, mesmo antes do final da batalha, e este Salmo termina com uma doxologia profética, em forma de poesia. Canção entoada de todo o coração, vinda dos altos céus para recompensar a fé que o homem de Deus nutre nas tribulações.

Uma coisa todo ser humano tem que saber: que esta vida terrena é breve, muito breve e uma dia ela termina. Isto é fácil de compreender para quem tem o entendimento aberto para a Palavra de Deus.

O que no entanto as pessoas procuram esconder de si mesmas é que esta vida efêmera faz um dia findar todos os planos, intenções, e projetos de curto, médio e longo prazo no que diz respeito às coisas desta nossa curta existência material, e, ao cessar essa duração, todos passam para um outro estágio – e como será este? Vai depender das decisões que se toma e dos posicionamentos assumidos quando ainda em vida aqui.

Não adianta tentar esconder, isso não muda o tempo que logo terminará.

E o que podemos fazer?

Disse Jesus, o Cristo, na parábola do joio e do trigo, que haverá uma ceifa geral neste mundo (Mateus 13:37-43), na qual os anjos são os ceifeiros, referindo-se ao ato em que as vidas são expiradas aqui na Terra. Ele, o Filho de Deus (Mateus 13:41) ordenará a ceifa, e então cada alma recolhida terá que passar por um julgamento, quando se definirá o futuro de cada um de nós.

Quem quiser negar esse fato, que o negue, mas nunca poderá justificar-se por meio de evasivas e falta de conhecimento. O evangelho está sendo pregado em todo o mundo; a fim de que a misericórdia divina alcance as almas que se arrependerem de seus pecados, todos somos incitados e convidados a procurar a Cristo, para que no tempo final o nosso encontro com Ele na vida eterna nos seja o coroamento de uma bênção perene, e não de uma maldição sem fim.

…na casa de Meu Pai há muitas moradas, se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar” (João 14:2)

Esta é a chance que todos quereriam ou deveriam ambicionar ter. A maior oportunidade de todas que possamos usufruir: Jesus em nossas vidas!

Perguntamos, pois: você quer? Esperamos que sim, e que você seja amplamente abençoado com Ele. Se assim for, será necessário buscá-Lo, enquanto ainda existe o fôlego da vida.

Oremos a Deus em o nome de Jesus, o Cristo e Senhor. Fazemos aqui uma sugestão do tipo de oração que pode ser feita para quem deseja que Ele esteja junto a si; faça-a com todo o seu coração, para ser abençoado:

  • Pai, eis-me aqui. Busco a Tua presença com o meu coração todo aberto para que o Senhor se manifeste da maneira que o queiras. Reconheço que sou um pecador, e que preciso muito da Tua misericórdia e perdão. Aceita-me agora como um filho Teu. Quero conhecer-Te melhor, e estar mais perto de Ti. Ensina-me qual a Tua vontade, e dá-me discernimento e forças para poder executá-la, ainda que em detrimento da minha própria vontade. Quero muito ter o meu nome inscrito no Teu Livro da Vida, e viver eternamente contigo, em Tua presença, em Teu Lar Celeste; faz-me apto a tanto, andando nos Teus caminhos. Eu Te amo, e não me conformo em viver separado de Ti. Abre-me as portas através do sangue de Teu Filho. Livra-me do mal, dos enganos deste mundo, e, nas minhas lutas, vem estar sempre comigo, segurando bem firme a minha mão. Levanta-me para ser sempre, eternamente Teu.

  • Em o nome de Jesus, amém! Seja assim, para minha ventura e Tua glória.


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