SALMOS – XL – SENHOR, ALIVIA O MEU PESAR!

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abril 5, 2021 by Bortolato

Salmo 38

Está com dor na consciência? Por estranho que pareça, esta é a típica dor dos justos. Apesar de incomodar, é um bom sinal, pois os maus já a cauterizaram e prosseguem nos seus atos delituosos sem sequer pensarem em sofrer por isso.

Os bons não questionam a justiça dos seus sentimentos de pesar, porque reconhecem seus erros e os diagnosticam como erros; sabendo que precisam consertar algo que foi quebrado, adulterado ou injustiçado.

Sim, há momentos em que sentimos que estamos frágeis, e não há como escondê-lo de nós mesmos. O que mais tortura as nossas almas é sabermos que, a cada pecado que cometemos, ofendemos mais a Deus , e muitas das vezes, também ao nosso próximo – e isto nos pesa!…

Quando olhamos para a maravilhosa pureza, e a insofismável inerrância de Deus, logo contemplamos também, como por um espelho, a nossa natureza de pecadores, tão nociva, má, e causadora de males a nós mesmos. Somos também capazes de estender essa nossa índole, fazendo-a ir além, semeando e influenciando a outros pecadores. E quando estes olham para nós, lastimavelmente encontram logo os nossos defeitos, em vez de lograrem êxito em sua procura por uma pessoa totalmente irrepreensível. Isto é muito lamentável, tanto para nós, como para o nosso próximo, bem como inaceitável para Deus.

Como desejaríamos ser dotados da maravilha que é a incorruptibilidade da natureza divina – um sonho que nos conferiria o prazer de sempre sermos achados impolutos! Não para nos jactarmos disso, mas porque siginificaria termos paz ininterrupta com Deus.

No Salmo 38 lemos que Davi, o maravilhoso salmista de Israel, fez uma verdadeira viagem sentindo um peso terrível da culpa de seus pecados a atormentá-lo – e isto sendo produzido pelas memórias de seu passado.

É relevante notarmos que ele, o salmista, por muitas vezes, atribui a si mesmo um conceito de homem bom e justo; se lermos todos os seus Salmos, nos sentiremos perto de alguém que tem todos os traços de uma pessoa privilegiada pela linda fé e santidade que Deus lhe concedeu.

Contudo, neste Salmo 38, nos surpreendemos com um Davi arrependido do mal que fez, e curtindo até mesmo um remorso apoquentador, que o fez ruminar e carregá-lo com bastante amargor por um longo tempo de sua vida.

Temos, porém, que ponderar. Vamos e venhamos. Se nós contemplássemos neste salmista, nele ou em alguma outra pessoa, uma perfeição moral e espiritual incontestável, esta pessoa não pareceria ser humana, não é assim? Quem neste mundo poderia arvorar uma bandeira de total, absoluta e inerrante inocência de pecado?

Esta pergunta é incisiva. Ao darmos uma resposta a ela, não sejamos hipócritas.

O rei Davi, assim, foi uma pessoa que deixou muitos e importantes legados de fé, coragem, e justiça, em quase todos os lances de sua vida – mas também, em compensação, os seus poucos erros foram muito enfatizados, expostos a público de um modo punitivo tal, que castigou severamente sua alma em toda a sua vida. Seus pecados agrilhoaram a sua consciência com muita insistência.

Neste clima é que foi produzido o Salmo 38.

A tradução de João Ferreira de Almeida dá-lhe o subtítulo: “Em memória” – mas de quê?

As memórias dos pecados lhe trouxeram à sua consciência a indignação de Deus. O peso dos mesmos golpeiam a alma dos pecadores penitentes; e a ira de Deus, por outro lado, faz-nos sentir como se fôssemos guerreiros feridos por flechas disparadas do céu às nossas cabeças (verso 2).

Não haveria tanta dor se não houvesse sido revelada a Lei de Deus, e ao termos esta diante dos nossos olhos, ficamos a pensar o quanto chegamos a entristecer o coração do Senhor – e quantas vezes….

Davi denomina os seus atos insanos de “loucura” (verso 5). Como a Bíblia nos relata apenas algumas de suas falhas, logo pensamos: seria aquela por causa de Bate-Seba e Urias? Ou aquela outra, pela insensatez de haver contado o número de seus soldados, esquecido de que com menor contingente militar, o exército sob seu comando já fizera muitas e muitas proezas, através do poder de Deus?

Bem, a causa desta lamentação não é tão importante , e talvez por isso mesmo é que não a poderemos definir aqui, uma vez que Deus quer que tenhamos aversão pelo pecado, seja este qual for.

Quando Davi teve de enfrentar intrigas palacianas (a de Absalão foi uma destas; a de Adonias, outra, quando já idoso), ele pôde sentir que nada daquilo teria acontecido se ele tivesse sido completamente impoluto, isto é, isento de culpas durante sua vida de ungido de Deus, pois teria deixado um grande e belo exemplo a ser imitado cabalmente pelos seus filhos, subordinados e vassalos.

Ao vermos neste Salmo o quanto Davi deixa transparecer seus sentimentos sofredores, enquanto segue admitindo sua culpa, alguém poderia protestar, afirmando que isso não é algo positivo, porque destrói o homem por dentro, e que não traz boas perspectivas a quem o lê, assim como não trouxe felicidade ao salmista.

Afirmar isto seria ignorar que somos seres que possuem espírito, alma e corpo, e que temos todos os problemas espirituais que merecem ser saneados.

Dentro desta linha de pensamento, um rei que mata a um de seus fiéis e valorosos capitães, depois de havê-lo traído com a esposa deste, teria como esconder tais fatos de sua consciência? Isto é como correr em um bosque, fugindo de uma matilha de cães farejadores empenhados no seu encalço…

Para ilustrarmos melhor, citamos um fato da vida real.

Trabalhando com jovens viciados em drogas em sua recuperação, conheci um deles que havia cometido um assassinato,e que demonstrava estar com a sua alma torturada por isso, e suas expressões faciais o denunciavam. Ele parecia não encontrar alento. Às vezes ficava revoltado, às vezes calado, introspectivo demais, não conseguia encontrar paz para o seu coração. Foi-lhe muito difícil ter que engolir a chamada de “justiça dos homens”.

Os pecadores têm que lidar com duas frentes, as quais lhes expõem os seus pecados: a primeira é a do Espírito de Deus, que convence-nos do pecado, da justiça e do juízo final.

A segunda frente se compõe daqueles que procuram aproveitar-se dos pontos fracos do pecador, e tais e quais verdadeiros algozes, esforçam-se com diligência para apontar falhas, acusar, e derrubar aqueles a quem odeiam. (Vide versos 18 e 19)

Confesso a minha iniquidade; suporto tristeza por causa do meu pecado; mas os meus inimigos são vigorosos e fortes, e são muitos os que sem causa me odeiam”.

Precisamos ser fortes, porque haveremos de ver a natureza pecaminosa dos homens esquecer-se ou procurar esconder o que fizermos bem, mas não perdoarem quaisquer tropeços que dermos em nossa caminhada.

Da mesma sorte os que pagam o mal pelo bem são meus adversários; porque sigo o que é bom”. (verso 20)

O salmista encerra sua oração a Deus com uma súplica esperançosa de ser atendido.

É a súplica de um homem que pressente que precisa muito do perdão e da ajuda de Deus. Ele pede três coisas, as que mais importantes poderiam ser diante das circunstâncias:

  1. Não me desampares, Senhor;

  2. Deus meu, não Te ausentes de mim;

  3. Apressa em socorrer-me, Senhor, salvação minha.

Davi sabia que podia confiar em Deus, pois toda a escola de experiências em sua vida o demonstrava que esta confiança nunca, jamais foi e nem seria baldada.

No Salmo 34 ele mesmo também o escreve:

Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor (Yaweh) de todas o livra”. (34:19)

Cabe aqui, neste ponto, um apêndice de comentário.

Temos visto como o pecado, uma vez consumado, traz tanto desconforto e tormentos à vida do pecador.

Pois Deus mesmo vê as almas em conflito consigo mesmas, e sabe que a natureza falha, propendente ao erro, e desequilibrada dos pecadores os faz sentirem que a justiça divina sempre os reprovará e tem um protocolo preparado para cada caso, um processo disciplinar para depurar aos que porventura se arrependerem, a fim de os tornar mais firmes e cautelosos nos Seus caminhos.

À vista disso, as ternas misericórdias do Senhor proveem um caminho suave no tratamento dos que pecam e sinceramente se arrependem, e não se conformam com os seus próprios erros.

Como temos visto, se alguém fosse portador de uma perfeição moral e espiritual de forma totalmente incontestável, esta não pareceria ser humana, certo?

Vejam o que foi que Deus fez: enviou o Seu próprio Filho, único plenamente perfeito, participante da mesma essência divina inerrante e gloriosa, para que Ele Se fizesse homem, a fim de fazer com que a ira, que permanece sobre toda impiedade e injustiça nesta Terra, caísse sobre a sua carne, e assim sofreu Jesus o Cristo, no nosso lugar, sofrendo o castigo que nos dispensa da morte eterna.

Jeus derramou o Seu bendito sangue por mim, e por Vc que lê este artigo, e nos propiciou abrir o caminho que nos dá garantia do perdão dos nossos pecados.

Se Vc aceita ser um venturoso substituído nesse processo de cumprimento da Lei, que condena a todos os pecadores, então já tem dado o primeiro passo para ser um dos bem-aventurados, perdoados, que passam a caminhar com Deus todos os seus dias, o que trará a cada vez mais e mais luz à alma.

A caminhada promete ser longa, às vezes com obstáculos, mas Deus nos dará vitória a todos nós, os que cremos nEle e perseverarmos em segui-Lo até o fim.

Ao fim desta jornada receba a grande recompensa destinada aos que creem e esperam pelo cumprimento das promessas que Ele nos fez através de Sua Palavra.

A súplica do justo certamente que será ouvida.

Poderá ser também que algum ímpio se arrependa verdadeiramente de seus pecados, e queira deixar de seguir os seus maus passos. Também estes têm a abençoada opção de poderem abandonar os seus pecados, fugir do mal, e voltarem-se para Jesus, o Cristo. Basta uma decisão firmemente tomada, declarada de uma oração profundamente sincera, e oportuna, para redefinir o seu futuro. E será um futuro muito glorioso, muito embora nesta vida aqui ainda tenhamos que passar por algumas tribulações – aquelas das quais ninguém escapa – mas a recompensa divina para estes também é mui grande.

Eia! Avante! É hora de tomarmos posição bem definida na presença de Deus! Façamos isto agora, e sejamos os eternos bem-aventurados que desfrutarão das verdadeiras delícias que não nos enganam, não perecem, não murcham, e nos abençoarão eternamente.


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