SALMOS – XLI – CURA PARA ALMA SUFOCADA

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abril 15, 2021 by Bortolato

Salmo 39

  • Não me toque neste assunto! Não desse jeito! Não quero falar sobre isso! Já basta!

Esta à a maneira por que muitos reagem quando certas questões que ferem a alma são trazidos à baila.

É assim que muitos se manifestam. Vivem a vida querendo que certas coisas jamais sejam tocadas, nem por brincadeira, procuram evitá-lo, pois que doem muito à suas almas.

Isto não significa necessariamente que as tais sejam pessoas difíceis no trato; pelo contrário, alguns, de modo geral, aparentam ser perfeitamente normais.

Acontece que todos temos áreas de nossas psiqués que ficam por vezes trancadas, como que portando assuntos altamente confidenciais, dentro de um quartinho de despejo. Não queremos que ninguém tenha a ousadia inconveniente de sequer mexer na maçaneta, ou sequer na porta.

Quando oramos a Deus, sempre desejamos que Ele nos curasse de toda ferida em nossas almas. Acharíamos exultante se pudéssemos nos sentir livres do peso insuportável que isso nos acarreta.

As pessoas, assim, podem orar, mas quando se trata “daquilo”, até chegam a dizer a Deus: – “Ah, Senhor, é melhor a gente não tratar disso agora… está tudo muito confuso, e não sei como tocar neste assunto… deixa isso de lado por ora… depois a gente se fala a respeito, em momento mais propício…

O que ocorre, porém, dentro de uma alma assim? Ela mostrará sua boca calada, e por dentro poderá estar fervendo um caldeirão de emoções reprimidas.

Isto pode culminar em comportamentos estranhos, nos quais a pessoa começa a falar sozinha, consigo mesma, a discutir com o seu ego, tentando descarregar um pouco da carga que lhe está pesando excessivamente.

A questão então versa sobre duas atitudes excludentes a serem tomadas: Calar ou falar. Eis aí o dilema.

Psicólogos trabalham nessa área tentando arrancar as causas daquilo que faz mal à estrutura interna dos que os procuram, a fim de obterem uma válvula de escape que lhes garanta a mantença do equilíbrio pessoal.

De fato esta vida é repleta de mistérios, e os que não têm temor e nem reverência para com Deus vivem reverberando coisas que não edificam às almas. Não têm o mínimo respeito para com o próximo, e por isso mesmo não sentem nenhum impedimento para agredirem, e até cometerem atos criminosos. Assim funcionam os buillings nas escolas, que às vezes induzem as vítimas a agirem como loucos, no desejo de lavarem as suas almas daquilo que um dia as machucou por dentro.

Os insensatos que menosprezam o fato de Deus tudo saber, e ter tudo anotado em Seu livro, ignoram que existe um Justo Juiz, e assim, para manter suas atitudes infames, elaboram intensos discursos agressivos com vistas a colocar em xeque-mate as razões da piedade e da fé incondicional que devemos ao Senhor.

Às vezes essas falas impiedosas nos abordam em momentos inesperados, quando nos faltam argumentos prontos para rebatê-los. As nossas memórias parecem falhar em momentos como esses. Quereríamos dizer algo que viesse a colocar as coisas nos devidos lugares, mas resolvemos optar por ficarmos calados. Sentimos, porém, que isso não deveria ficar assim; o dito pelo não dito, a fala dos arrogantes abafando as vozes dos humildes, e os sofistas se sobressaindo e se sobrepondo à verdade.

Então ficaremos calados?

O rei Davi um dia se viu diante desta situação. Quis ele calar-se, e por certo tempo assim o fez – mas sentiu que tudo ficou muito difícil dentro de sua alma. Ele não queria entrar em uma discussão que tenderia a abaixar o nível da conversa, e acabar por entrar no jogo dos maus, usando até as palavras torpes que os tais usam, tornando tudo mais difícil para ser resolvido.

O Salmo 39 é o retrato desta situação.

Parece que os ímpios muitas vezes costumam procurar achar defeitos e pecados na história dos justos. Escavam, chafurdam, mexem e remexem, comportam-se como espertos detetives, até que encontram alguma coisa, e então exultam:- “Ah,ah! Peguei-o!” O pior disso é que, como ninguém é achado perfeito nesta raça de homens, então é aí que os maldosos folgam e se alicerçam para construírem suas falas que honram os vícios em detrimento das virtudes. Fazem tempestades em copos de água, e é assim que se formaram filosofias irreverentes, maliciosas, extremamente perniciosas, que envenenam a humanidade nos dias de hoje.

Ai dos nossos filhos, que têm que enfrentar tais coisas enquanto estão labutando com o objetivo de vencerem na vida.

Esta situação que não parece ter fim acaba por deixar os bons cansados. Dependendo da pressão em que estão inseridos, eles ficarão decepcionados com a humanidade, aborrecidos consigo mesmos por não lograrem ter uma vida totalmente impoluta em seu passado, pois que deixaram brechas que os ímpios procuram explorar e supervalorizar ao máximo para justificarem e imporem suas atitudes detestáveis.

Que diria Davi àqueles que se lastrearam no seu pecado de adultério e participação no planejamento e ordenar a execução de um assassinado, a fim de acharem desculpas presumidamente fortes para também praticarem as mesmas coisas, ou simplesmente para se sentirem em condições de acusar aos que escorregaram em algum tipo de erro, e assim se sobressaírem?

Pois então, vemos o general Joabe, um dos maiores oficiais de Davi, cometendo crimes de assassinato vergonhosos e inaceitáveis diante do seu rei e de Deus (II Samuel 3:27 e 20:09-10), enquanto o coração do salmista fervia de fúria e de indignação, mas não se sentia capaz de externar o que sentia, e o que achava que deveria ser feito no ato, com vistas a corrigir tais atitudes com presteza, rapidez, e afinal cortar o mal pela raiz… E para agravar mais esse estado de coisas, Joabe ainda teve a audácia de ordenar friamente a morte de Absalão, o filho rebelde do rei, que estava totalmente vulnerável, sem poder defender-se, e sem que dar chance alguma deste render-se… Isso realmente doía no coração de Davi, mas ele se calava…

Esses acontecimentos produziram um conflito tal na alma do salmista, que fez com que este não pudesse mais suportar. O desgosto tomou conta do seu coração. A vida lhe parecia haver perdido a graça. Ele era rei sobre todo o povo de Israel, mas sentia-se traído pelas ilusões da vida. A coroa sobre a sua cabeça se lhe tornou em um peso muito sufocante.

Até quando isso iria ficar dessa forma? E Davi, preferindo continuar calado (verso 9), só teve um recurso disponível para curar-lhe a alma: o da terapia divina da oração a sós com Deus.

Um certo tom de queixa colore o seu diálogo com Deus. Davi vai filosofando sobre a duração desta vida, como um aviso marcante de que a brevidade da mesma torna vãos os esforços dispendidos pelos homens.

Naquele ponto de sua vida ele havia conseguido reunir uma astronômica soma de riquezas, mas depois que ele partisse para a eternidade, quem o sucedesse iria herdar grande porção destas, e deverá haver uma certa divisão dos bens. Então os seus filhos se apossarão de sua fortuna. Mas como eles a gastarão? Em que investirão? Serão justos, honrosos, e sábios, ou serão como Absalão, que ambicionava tomar posse de tudo, até mesmo à custa da vida de seu próprio pai?

Essas cogitações preocupavam e até abalavam o homem que uma vez cedeu a um prazer proibido, abusou de seu poder régio, e depois… depois… depois teve que engolir em seco as consequências do seu pecado, pelo resto dos seus dias.

Quantos seriam esses maus dias? Davi queria saber, porque já estava desejando que estes fossem breves, uma vez que a vida passa rápido, e aqueles tempos difíceis já estavam se prolongando demais… eram demais para o pequeno arquivo da sua alma.

Lágrimas rolaram de sua face, e então a sua oração ao Deus de sua vida começou a fluir do profundo de seu ser. Aos poucos, ele pôde falar e abrir-se em lamentos para Quem tinha o poder de dar-lhe um escape para o descanso de que tanto estava precisando.

O salmista vai orando, pedindo a Deus para ser ouvido. Ele vai falando que a sua vida é muito breve, e que, se o peso da mão do Todo-Poderoso fosse o responsável por todo o seu sofrer, não haveria descanso e nem sequer fôlego para suportá-lo. Sem chances.

Então Davi pede ao Senhor que lhe conceda poder viver dias em que pudesse usufruir de algumas alegrias e cessassem as tristezas. Assim dito, ele encerra a sua oração, com o coração já muito mais aliviado, porque sabe que conseguiu falar com o seu Criador e Sustentador de toda a vida, o Deus de Israel.

Para o conforto do salmista e esperança para os que sofrem de modo semelhante, ficamos sabendo que os dias da impunidade para o general Joabe se findaram depois que Salomão assumiu o trono, e após a morte de Davi. Também outras pessoas injustas receberam julgamentos de forma a que a justiça prevalecesse.

Davi calou a sua alma para consigo mesmo, mas abriu-a diante de Deus, e o Senhor o ouviu, e respondeu no tempo que lhe era propício.

Davi teve um período em que pôde preparar Salomão para assumir o trono de Israel, a fim de que este pudesse ser firmado sobre os alicerces da justiça e do louvor pleno a Yaweh.

Das riquezas que Davi deixou para Salomão administrar, muitas foram usadas para a construção do Templo do Senhor.

Davi cerrou os seu olhos depois de setenta anos de idade, e quarenta de reinado sobre Israel – e, diga-se de passagem, um excelente reinado, que deixou um legado de fé, coragem, esperança, união, e amor firmados no Senhor que lhes outorgou a Sua Lei.

A maior recompensa, porém, que Davi pôde receber não estava nesta Terra, e sim, no Céu, na presença de Deus, a quem serviu toda a sua vida.

Lá ele pôde reencontrar-se com os seus grandes amigos, ancestrais e servos de Deus que lhe prestaram uma formidável recepção de boas vindas ao Reino Eterno.

Lá ele pôde até conhecer Quem lhe foi prometido como seu descendente, mas que era antes dele, e que reinaria para sempre no Trono do Reino de Deus na Terra: Jesus, o Cristo, o Messias Verdadeiro, que era, é e será eternamente Justo Rei, que julgará o mundo com cetro indestrutível.

Conhecer Jesus é um doce privilégio. Davi mal sabia que Ele é o Salvador do mundo, que morreria por nossos pecados, e que ressuscitaria, pois que vive eternamente.

Esse Jesus também é desejoso de reinar nos nossos corações – e quem nEle crer, aceitar a nossa adoção como filhos de Deus e não se envergonhar do Seu nome, será salvo da grande condenação que está para acontecer neste mundo em um Juízo Final, não muito distante dos nossos dias.

Deixemos que Jesus seja o médico que cure as nossas almas. Ele não poupará nada para os Seus que vivem suspirando pela Sua vinda a este mundo, e para fazer triunfar o bem sobre todo o mal, cooperando com a chegada do Reino da Luz na Terra.

Davi O experimentou, e nós também podemos experimentá-Lo. Nada há de nos impedir. Jesus é a nossa vitória.

Jamais sejamos como foi Saulo de Tarso, que perseguiu a igreja do Senhor, ao ponto de ter que cair ao chão, ficar cego por certo tempo, e ter de assimilar a verdade que ele nunca quis aceitar. Que cada um de nós receba de Deus o bom senso de entender que Jesus é o Filho de Deus, que veio a este mundo com o forte objetivo de buscar e salvar os que se deram por perdidos.

Voltemo-nos para Ele, porque Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai se não for por meio de Jesus.

Oremos a Deus com fé e amor, louvando-O pela Sua Providência de dar o Seu próprio Filho, a fim de fazer com que todos possamos crer, arrependermos dos nossos pecados, sermos batizados, e vivermos uma vida de acordo com ao Sua boa vontade.

Jesus – este nome tem muito poder!


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