SALMOS – XLII – ESPERE!

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abril 19, 2021 by Bortolato

Salmo 40

Esperar! Não é geralmente o que gostamos de fazer. Desejamos naturalmente antecipar as nossas esperanças, mas sempre é bom avaliarmos acuradamente se não é a hora de aguardarmos um pouco, ou um tanto mais, para que possamos alcançar resultados melhores.

Às vezes a ansiedade quer atrapalhar as nossas melhores escolhas, levando-nos a precipitações. Não se desespere. Espere, mas espere confiante. Há uma recompensa para os que agem assim. Vc nunca o experimentou, para depois recebê-la? Pois ainda está em tempo.

A impaciência leva muitos ao desespero, e ao desencanto pela existência. Como são abundantes os exemplos dos que se sentem naufragados e debaterem-se contra as ondas adversas do mar desta vida!

Quer um conselho? Não vire a mesa! Não chute o balde! Não desista! Não ponha tudo a perder!

Ceder às pressões de uma crise poderá apenas aliviar as tensões internas – mas isso por um breve momento – fazer assim não irá resolver o problema, pois a causa do tormento não terá sido removida em definitivo.

Aliás, quando alguém decide explodir, em sua falta de paciência, poderá fazer com que as pessoas que o presenciarem queiram distanciar-se, e assim os precipitados perderão as possíveis ajudas que poderiam receber de companheiros solidários, os quais estariam dispostos a ajudar com calma.

Muitos problemas não são resolvidos do dia para a noite, e as crises podem durar bom tempo, até que possam ser vencidas, mas veja-se bem como agirmos durante os pedações difíceis que teremos que passar.

Felizes os que vencem as tribulações enfrentando as dificuldades com classe, pois estarão aproveitando a oportunidade para crescerem e ajudarem a outros, para crescerem juntos.

O desespero tem recheado os consultórios de psicólogos e psiquiatras de gente que tem pressa me resolver seus problemas e alcançarem alívio imediato para suas tensões.

Acontece, porém, que psicólogos não têm o condão de apressar o desfecho das situações que envolvem os seus clientes, na maioria dos casos. O que eles farão é ouvir, permitir desabafos, e depois aplicar técnicas que possam penetrar mais profundamente nos processos intelectuais e emocioanais pertinentes à questão, dar um diagnóstico e prestarem um serviço de bons conselheiros. E isto só irá resolver quando o cliente aceita ser trabalhado no seu interior, na estrutura da sua intimidade, de forma a contribuir com atitudes que venham a bloquear ou evitar o que as irritações da ansiedade trazem.

A Bíblia é um livro repleto de exemplos em que pessoas foram envolvidas em questões difíceis de serem resolvidas, mas o que mais nos faz entusiasmados com suas páginas é vermos como as mais graves situações foram resolvidas e tiveram um final feliz. Veremos que em alguns casos, as pessoas envolvidas saíram do caos para uma situação equilibrada, das ruínas iminentes para um grande livramento, e da desesperança para um estado sadio de alma reconfortada.

Coisas impossíveis de acontecerem, aconteceram, deixando grupos, etnias e nações inteiras de queixo caído, estupefatas. Alguns, por causa de seus corações endurecidos pelo pecado, hoje querem afirmar que o que o Livro Sagrado nos conta não é bem a verdade, mas isso não muda as evidências dos milagres: os fósseis de ossos de cavalos e o que sobrou dos carros de guerra de Faraó no fundo do mar Vermelho até hoje, lá estão para testificar que o fenômeno impossível realmente aconteceu, e assim uma porção de evidências arqueológicas.

Muitos disseram, ao contemplarem tais coisas: – “Isto é incrível!” Mas os que criam em milagres puderam descansar sobre a fé em Deus, de que tudo um dia seria resolvido satisfatoriamente, para alívio e prazer dos agraciados Seus.

Como foi isso? É muito interessante pesquisarmos esses fatos, para que cheguemos a conclusões alvissareiras, pois se temos que esperar por algo que almejamos alcançar, é de suma importância que nossas esperanças não tenham sido em vão.

A Carta neotestametária endereçada aos Hebreus, no seu capítulo onze nos fala de muitas coisas extraordinárias que sucederam para aqueles crentes fiéis que enfrentaram dificuldades as mais terrívels, e mantiveram suas cabeças erguidas, porque Deus os contemplou e lhes recompensou a firmeza de fé e atitudes.

No trecho do versículo 30 ao 38 dessa Carta aos Hebreus vemos exemplos vários: das muralhas de Jericó que ruíram abaixo, porque por meio da fé em Yaweh; venceram batalhas; obtiveram promessas; fecharam a boca de leões; extinguiram a violência do fogo; escaparam do fio da espada; puseram em fuga exércitos estrangeiros; mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; superaram muitas dificuldades. Foram provados até além do limite de suas forças, mas venceram, e receberam uma recompensa maior, e outros até aprimoraram sua fé, enfrentando até a morte, para receberem diretamente das mãos de Deus um futuro melhor, em uma outra dimensão.

Vamos agora ao Salmo 40, escrito profeticamente pelas mãos do rei Davi, sob inspiração divina, e entregue ao mestre de canto, para execução nos cultos e ocasiões solenes.

Era costume dentre os profetas que se tangesse uma harpa ou algum instrumento de cordas semelhante, para que a música entoada exercesse a função de romper barreiras espirituais, elevar a alma e conduzir os cantores à presença do Espírito Santo de Deus. O ambiente era transformado, dissipando a desesperança, inoculando uma fé mais forte e aperfeiçoada, livrando os presentes das dúvidas, tensões e das expectativas do mal.

Davi assim o fazia quando o rei Saul se sentia mal em seu interior, e toda incerteza e insegurança se ia embora do espírito daquele rei, seu antecessor. Isso aconteceu por várias vezes, até ao ponto em que Saul, por ciúmes do trono, quis aproveitar-se da proximidade e intimidade entre ambos, para matar ao jovem salmista que o socorrera sempre que solicitado.

Logo depois daquela época, Davi teve que fugir da presença de Saul, a fim de salvar a própria vida, e então iniciou-se uma perseguição implacável, na qual o salmista viveu muitos dias de aflição e proximidade com a morte.

Aquela situação foi constantemente plena de fortes emoções, pois Davi jamais levantaria a sua mão para fazer o mal contra o seu rei, e ao mesmo tempo não podia facilitar as coisas. Uma vacilada, ou uma demora para tomar decisão, poderia ser-lhe fatal.

Assim viveu Davi por cerca de dez anos, como um fugitivo, um suposto traidor, um renegado, por muitas vezes às voltas com a proximidade da espada de Saul.

E aquela perseguição continuava. Saul não desistia, embora por mais de uma vez tivesse afirmado que não mais estaria empenhado na busca pelo sangue de Davi.

Dia após dia, anos e anos a fio, Davi teve de conviver com esse problema. Não havia lugar seguro para si, onde Saul não o pudesse alcançar, nos termos de Israel. Nada lhe servia de garantia para manter-se a salvo dentro de sua própria nação. Ele não podia confiar em ser bem recebido por sacerdotes, guerreiros, cidadãos comuns, em muitos dos casos. Jônatas e Mical, apesar de tudo, foram duas exceções; por incrível que pareça, esses dois filhos de Saul deixaram sua marca de fidelidade ao filho de Jessé, nessa história, mesmo contrariando ao seu pai e então rei.

Por quantos anos estaríamos levando a nossa vida, esperando por um dia em que ameaças, calúnias, acusações, humilhações, desencontros, desterro, confiscos e outras situações do estilo fossem desarraigadas e retiradas de nossa presença, para abrirem o nosso caminho para um futuro melhor?

Pois é, mas o dia da vitória chegou para Davi – e pode chegar para nós também.

O rei Saul morreu em um dia em uma batalha que enfrentou contra os filisteus, e Davi ficou livre de suas ameaças. Não foi um desfecho final das lutas entre ele e o descendente da coroa deixada por aquele rei que o perseguiu, mas depois de passado o luto de Israel, Davi pôde cantar:

Esperei com paciência (confiantemente) no Senhor (Yaweh), e Ele Se inclinou para mim e ouviu o meu clamor (por socorro).” (Sl. 40:1)

Este verbo que inicia este Salmo, no original hebraico, seria traduzido ao pé da letra como: “esperei (e fui) esperando”, dando ideia de uma ação contínua por tempo indefinido.

Quantas vezes teremos de esperar assim, pacientemente? Poderá ser difícil, mas se esperarmos estando sendo amparados pela mão do Senhor, o fruto dessa paciência não falhará.

Lança o teu pão sobre as águas, e depois de muitos dias o acharás” (Provérbios 11:1)

Esta é uma promessa para os que esperam confiantes no Senhor, ainda que demore a chegada da resposta com o Seu socorro.

Funciona? Tanto funcionou para Davi, que ele continua a escrever neste Salmo:

Tirou-me de um poço de perdição… colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou o passos”

E pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus…” (versos 2 e 3)

E assim foi produzido este Salmo, ao final de uma fase muito difícil e complicada para o autor; mas aquela situação adversa durou apenas um período que serviu de estágio de preparação para um sério candidato a ocupar o trono de Israel, nação que Deus adotou como Sua, desde a saída do Egito.

Tudo teve de ser assim, tão difícil? Não haveria um outro jeito de Deus agir na vida do salmista? Não sabemos, e ninguém o saberá. O que sabemos é que em meio às trevas deste mundo, este foi o método usado para formar um grande rei sobre o Seu povo.

E as lutas de Davi tiveram de continuar, mesmo depois da morte de Saul. Isbosete, um filho remanescente deste último, continuou reclamando para si o domínio de todo o território de Israel, e houve vários confrontos entre as tropas de Davi e as daquele que pretendia ser o legítimo herdeiro do trono; até que, depois de sete anos, tudo ficou definido e esclarecido: Davi é o rei que Deus elegeu!

Assim é a vida para todos. Uma luta vem, dura certo tempo, termina e então se inicia outra, de modo que sempre teremos que exercitar a paciência, e esperar… e esperar no Senhor. Isto se chama caminhada de fé.

Quantas serão as nossas batalhas nesta vida? Não saberemos. Isto é imprevisível. O importante é que podemos esperar que o Senhor nos ajude e nos socorra nas horas de apertos, se permanecermos fieis à Sua Aliança.

Hoje ou amanhã ficaremos livres de um problema que nos atormentava, pois não? Pois louvemos ao Senhor. Rendamos a Ele graças, prestemos culto de agradecimentos.

Não pensemos em nossos corações: – “Agora, sim, eu posso levar a vida por minha conta e riscos. Agora está fácil, assim eu posso dominar as situações, e assim prosperarei. O Senhor me ajudou até aqui, mas agora eu é quem manda em meu viver.”

Não se engane! Assim como a vida continua, as lutas também se seguirão, as mais repentinas, desconhecidas e desavisadas.

Por este motivo é que Davi passa do verso 10 do Salmo 40 para os versos restantes, até o fim. Ele passa do espírito de louvor e adoração a Yaweh para uma súplice oração.

O sábio não é aquele que venceu todos os seus problemas e os expõe como troféus conquistados, mas sim, aquele que não desconhece que cada dia é dia em que depende da ajuda e do socorro de Deus, e usa as vitórias do passado para alimentar a sua fé e esperança de, no hoje e no futuro, tornar a ser mais uma vez um bendito agraciado pela bondade do Senhor.

Espere! Espere em Deus! Fique atento a esta profecia, porque em breve este mundo conturbado irá sofrer uma grande reviravolta e, em poucos anos agonizará nas mãos de um governo ímpio ao extremo, dirigido por um homem da iniquidade; mas quando esse governo satânico, que durará sete anos, chegar ao seu termo final, o mundo todo será surpreendido pelo retorno de Jesus, o Cristo, que será visto em toda a Terra, para acabar com a iniquidade, estabelecer a justiça, recompensar aos que são dEle e punir os maus.

Difícil de crer nisto? Não se iluda com dúvidas supostamente justas, pois Ele é o Único Rei da Terra, e tem vida abundante para dar a todos os que nEle crerem.

Disse um dia Jesus em alto e bom som, no último dia de uma Festa dos Tabernáculos, em Jerusalém:

Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu interior.” (João 7:38)

Ele disse isto referindo-Se ao Espírito Santo que os que nEle cressem haveriam de receber, o que começou a ser derramado desde o dia de Pentecoste que sucedeu à sua morte e ressurreição.

Milagres, sinais e prodígios começaram a acontecer em profusão, desde então, dando força irresistível à propagação do Seu Evangelho neste mundo, de modo que apenas onze apóstolos e alguns discípulos foram o suficiente para serem portadores deste fogo que abrasou toda a Terra, de modo que até o império romano cedeu ao Seu poder. Ninguém pôde detê-lo, porque ninguém tem poder de deter o braço de Deus.

Jesus, o Filho de Deus, promete vida eterna a quem decidir segui-Lo.

Quem quiser e O aceitar, terá a sua vida transformada, para muito melhor.

Crer – este é o verbo mais importante, que serve de mola de impulsão para esse milagre transformador acontecer em uma vida – na sua e na minha.

Creiamos em Jesus, o Filho de Deus. Ele é a Luz do mundo, o Criador que se fez humano para ser nosso Salvador.

Vamos ao Seu encontro, de braços abertos, abracemo-Lo, e sigamos a Ele com alegria e fervor.

A recompensa é enormemente gratificante, e indizível.

Não deixemos para depois. Não há tempo a perder. Eia, avante!


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